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sexta-feira, 15 de julho de 2011

After all this time?

(quando estava escrevendo eu pensei em que blog este post deveria ficar. na verdade, eu soube desde o começo que, como prometido, postaria aqui, mas me pareceu injusto deixar o baby fora disso. enfim, está postado nos dois blogs por razões sentimentais e é isso aí.)


Eu comecei a escrever isso muitas vezes e nunca cheguei nem da metade de tudo o que gostaria de dizer. Parece que nunca era a hora certa, ainda não tinha chegado aquele momento específico em que a necessidade de escrever é maior do que a simples vontade.

Mas o fato é que, em algum momento de 2001, eu estava inocentemente passando pela sala enquanto o trailer de Harry Potter e a Pedra Filosofal estava passando na televisão. Parei por alguns segundos, tempo o suficiente para pensar “hum, legal” e continuei meu caminho até outro cômodo da casa.

Esse foi o meu primeiro contato com Harry Potter, se é que posso chamá-lo assim. Algum tempo depois, já em 2002, eu fui assistir a Câmara Secreta no cinema, sem saber muito da história além do fato de que havia um garoto bruxo envolvido em altas aventuras. Nessa época eu tinha dez anos e não muito interesse em assistir filmes que não fossem animações no cinema, mas fiquei maravilhada. Com o castelo, principalmente. Mais algum tempo depois eu peguei emprestado o quarto livro. Não me perguntem por que, eu realmente não lembro por que diabos comecei a ler pelo quarto. Depois li o terceiro, o segundo e então o primeiro. Elegi Harry Potter como meu livro favorito e então comecei a ganhar um livro a cada aniversário e Natal. Tinha começado.

O que eu tenho a dizer sobre Harry Potter não é muito diferente do que outras tantas pessoas já disseram, mas nem por isso é menos verdadeiro. Veja bem, eu sei que é apenas uma série de livros. Sei inclusive que não são os melhores que já li e já não são mais os meus favoritos. Mas eles estiveram lá, entende? É isso que importa.

Eu não acho mais necessário dizer que Harry Potter me trouxe amigos, ou que me ensinou tanta coisa, ou até mesmo explicar o que seriam essas coisas. Isso todo mundo já sabe, e eu também. E uma das primeiras coisas que eu aprendi foi justamente que os livros, as palavras, unem as pessoas.

Harry Potter me lembra livros lidos em qualquer hora, qualquer lugar, só pelo prazer de saber o que vai acontecer. Me lembra a espera pelo próximo livro, os dias em que os ganhei de presente, os sites e joguinhos toscos de cinco, sete anos atrás, as seções de rumores. As fics. E pensar que até o começo desse mês eu não me lembrava de como sentia falta das fics. Me lembra, é claro, o 6v e todas as pessoas que eu conheci nele, e as que chegaram agora e eu não vi porque estive tanto tempo ausente.

O último livro saiu em 2007, no ano em que eu entrei no CEFET. E último filme estreou exatamente no dia em que o semestre 2011.1 oficialmente acabou e eu, finalmente, terminei o curso. Mais uma forma de abrir e fechar fases. Se eu for contar desde aquele dia na sala, em 2001, são dez anos que se passaram. E dez anos, pra mim, significa simplesmente metade da minha vida.

Eu vou me lembrar de Harry Potter sempre com muito carinho e agradecer por ter tido oportunidade de acompanhar tudo isso. De ter tido oportunidade de crescer nisso, nessas palavras, nessa família, literalmente until the very end. Não é que seja um fim, assim como o último livro não foi, mas certamente é uma despedida. Então, até a próxima, Harry. Estaremos aqui.

Always

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Until the very end



Eu acredito que todo mundo que me conhece, tanto na vida real quanto na internet, sabe que eu sou fã de Harry Potter. Fã é eufemismo. Um graaande eufemismo. Enfim.

(a propósito, quem ainda acha que gostar de Harry Potter é "ser infantil" ou "hahaha, you fail" ou "oh, você é de uma seita satânica" atingiu um nível de retardo absurdo. como diria a Kath, merece ir dar uma volta no canavial de rolas.)

Eu poderia passar linhas e mais linhas falando sobre como Harry Potter foi importante pra mim nesses últimos nove anos, sobre como essa série me ensinou coisas como o valor da amizade e o absurdo de uma guerra, sobre como eu conheci muita gente maravilhosa por causa dela, e mais um milhão de coisas. Eu ainda vou escrever sobre isso, claro, mas agora não.

Hoje eu quero falar sobre o filme, Harry Potter and the Deathly Hallows (Relíquias da Morte aqui).

Eu quero falar sobre como eu fiquei feliz de assistir esse filme e de como ele é a coisa mais linda do mundo.

Mas, olha, vou te dizer uma coisa: não conheço nenhuma pessoa que não tenha gostado do filme. Nenhuma.  Dentre essas, apenas umas poucas não leram os livros, mas mesmo assim tá valendo. Só que, né, como nem tudo na vida é perfeito, estou tendo um dejá-vu do fim de Lost, que pode ser resumido em uma frase:

Paunocuzice de quem não entendeu porra nenhuma.

Explico.

Sabe, se uma pessoa vai assistir ao SÉTIMO filme de uma franquia, o mínimo que se pode esperar é que ela tenha visto os outros seis antes. E não acho nenhum absurdo esperar que ela também tenha tido pelo menos um pouquinho de interesse em ler os livros.

Daí, cara, se tu não prestou atenção nos filmes e/ou não leu nenhum livro, é de se esperar que ache chato um filme de duas horas e meia sobre uma história sobre a qual você não está entendendo porra nenhuma. 

Só que acontece que HP7 foi, acima de tudo, uma homenagem aos fãs. 

Eu não acho, sinceramente, que o objetivo de uma adaptação cinematográfica seja pura e simplesmente o dinheiro, independentemente de quem vai assistir, se fã ou não. Claro que acontece assim, mas não deve ser, sabe? Eu acredito que adaptações cinematográficas devem respeito tanto à história quanto aos fãs, e uma coisa leva à outra. HP7 respeitou os fãs, foi fiel ao livro, e o que me entristece vendo críticas ruins - não apenas críticas de críticos de cinema, mas de qualquer pessoa - ao filme é o fato de que elas não entendem. Não estou falando "elas não entendem" no sentido de "nhéééé, sou melhor que você porque li o livro e você é burro e nem sabe de nada", mas no sentido de que é muito fácil uma pessoa criticar uma coisa que não significa nada além de um blockbuster pra ela.

(e nem dá pra criticar como pura e simplesmente entretenimento porque, porra, tecnicamente o filme também tá impecável. super casaria com o diretor de fotografia, hein.)

Harry Potter não é apenas um blockbuster pra mim. Não é apenas uma série que fez sucesso. Eu literalmente cresci lendo esses livros e assistindo esses filmes, e fiquei realmente muito feliz que o filme tenha feito jus a tudo que eu senti com o fim. Vocês têm noção da puta nostalgia que dá ver o último livro transformado em cenas visuais? E, melhor, fielmente. Claro que faltaram algumas cenas - umas vão aparecer nos extras do DVD, outras não - mas o resultado geral, pra mim, foi perfeito.

O que a pessoa que nunca leu acha maçante, eu acho tocante. Os momentos entre Harry e Hermione, a síntese da amizade deles, o clima de guerra, de nostalgia, de cansaço, de tristeza. Eu morri de chorar não só porque choro por qualquer coisa, mas porque foi, acima de tudo, bonito. Foi muito bonito.

Eu sei que não é fácil de entender pra quem nunca sentiu isso, e talvez não seja fácil de entender até pra quem começou a ler agora. Porque, né, começar a ler agora é ter todos os livros e spoilers à mão. Não estou dizendo que não se deve ler ou que ler agora vale menos, mas é que dá pra perceber que é diferente. Eu sempre vou sentir falta disso. De esperar o próximo livro, o próximo filme, de não saber o que vai acontecer, de teorizar. De comprar o livro novo e ler pela primeira vez.

E eu acho que nunca vou conseguir escrever sobre isso sem morrer de chorar.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

FOR YOU

Moony, desculpa quebrar nossa política de intervalos mínimos entre os posts, mas é mais forte do que eu...



--x--


Eu lembro como você me olhava quando eu chegava em sala, atrasado, pra variar ( e, às vezes, me mandava mensagem perguntando se eu iria pro colégio ou dizendo que eu estava perdendo a aula do Bandeira). Caminhava em tua direção e sentávamos nos mesmos lugares todos os dias. Lembro de tuas unhas grandes, pontudas e quadradas. Lembro de ficar com raiva por não conseguir obter nenhuma informação antecipada através de suas expressões (inexpressivas). Lembro que teus seios marcavam na farda e isso era muito sensual, apesar de você não ligar à mínima. Lembro de te ver escrever – e essa é uma das coisas que sinto mais falta: as linhas do teu caderno eram pretas (não sei por que lembro isso) e se alguma parte do “Will” não lhe agradava você apagava folha por folha, explicando-me que não precisava apagar perfeitamente e que eu e tua mãe éramos muito perfeccionistas nesse ponto. Hoje eu fico em dúvida em como, de fato, devo apagar.

Lembro de como eu não queria estar com mais ninguém, de nossos segredos secretos, de nossa alma escancarada. Lembro do primeiro dia que te vi e, inexplicavelmente, da saia marrom que você usava e te fazia parecer, sei lá, diferente. Lembro de como estar com você parecia eterno até o dia que lembro que te abracei porque você iria partir, de te ver olhar para trás através do vidro traseiro do carro azul da tua irmã e depois de não ver mais o carro nem você nem nada.

E eu lembro, sobretudo, de nossas promessas, de nos darmos nossas liberdades, de brincar com tua orelha, da biblioteca e de te fazer ir pra coordenação. Lembro-me de não nos importarmos nem por um segundo, pois nós sabíamos de tudo. E, hoje, penso não saber de nada.


Setembro/2010 às 01:59

sexta-feira, 28 de maio de 2010

See you in another life, brotha

Lembro-me claramente de não ter me interessado muito por Lost quando vi o comercial na televisão pela primeira vez. Um avião cai e os sobreviventes têm de viver em uma ilha cheia de mistérios e... Ah, ok, que chato.

Foi isso o que eu achei na hora. Mas assisti o episódio piloto realmente por acaso – estava fazendo um trabalho na sala e, quando começou, acabei vendo – e fiquei interessada. E quando eu paro pra pensar, vejo que tudo isso aconteceu há uns cinco anos.

Durante cinco anos eu esperei pacientemente – ou nem tanto – o episódio novo de cada semana. Além disso, havia um ano de espera entre cada temporada. Durante esses todo esse tempo, eu nunca perdi um episódio. Assistia-os duas, três vezes. E assim Lost foi se tornando parte da vida de todo mundo na casa, e assistir e esperar pelos episódios se tornou tão básico e essencial quanto saber a hora em que o jornal começa na televisão.

É até difícil falar de Lost sem revelar alguma coisa sobre o enredo. Mas o que eu posso dizer é que ter assistido o primeiro episódio por acaso foi uma das melhores coisas que já me aconteceram, de verdade. Porque em Lost não há apenas sangue, ficção científica, mistérios praticamente insolúveis e tensão. Porque Lost nunca foi uma série sobre uma ilha, mas sim sobre aquelas pessoas que caíram lá e foram forçadas a viver - e morrer - juntas.

Se alguém me pedisse uma indicação de série hoje, eu indicaria Lost. E essa mesma pessoa me perguntasse o porquê de eu estar indicando Lost, eu diria que é porque ela vai se apaixonar pelos personagens, cada um, sejam eles bons ou maus, e que ela vai descobrir que às vezes é difícil dividir as pessoas em apenas dois lados. Eu até diria que seria legal se ela assistisse devagar, sem “devorar” a série em poucos meses, porque Lost é algo que precisa ser digerido. Porque com o tempo você vai percebendo que por trás de todos aqueles mistérios e fenômenos – sobrenaturais e científicos – estão apenas vidas de pessoas, e que essas pessoas poderiam ser qualquer um de nós.

Desde a primeira temporada, Lost coloca uma lente de aumento nas relações entre as pessoas e nas possibilidades causadas por elas. E se você não tivesse entrado em uma loja num determinado dia? E se não tivesse atravessado a rua? Tudo isso influencia a vida de outras pessoas, por menor que seja, e vice-versa. Estamos sendo influenciados por essas pequenas decisões o tempo todo. Todos nós, afinal, estamos vivendo em conjunto.

O fim de Lost trouxe paz, acima de qualquer outra coisa. Acima de respostas para os mistérios, acima de soluções prontas e de fácil entendimento, depois de cinco ou seis anos de algo que nos fez pensar e nos identificar, Lost nos deu a paz de terminar de um modo digno, condizente com toda a qualidade que teve durante as seis temporadas. E não estou falando apenas de qualidade técnica. 

(mais sobre Lost aqui)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Eu sou tua saudade reprimida..."

"... Nevinha foi-se. Passou feito um símbolo, ficou aqui nas memórias como alegre, jovem sombra, como alguém que não se sabe ao certo, depois, se existiu ou se foi sonho, confundia-se com outras lembranças, identificava-se com outras imagens, misturava-se a outras mulheres, outros nomes, figuras de romance, de cinema e de lenda, e se repetia em todas as outras que conheci posteriormente. Uma tinha os olhos de Nevinha, outra tinha a boca, uma terceira guardava o jeito de Nevinha, enfim eu buscava inutilmente Nevinha em cada mulher que encontrava..."


Entre a boca da noite e a madrugada
Milton Dias

~~

Por que mentias?


Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e se minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?

Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?


Sabe Deus se te amei! sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!


Vê minha palidez - a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito! Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

Álvares de Azevedo

~~

Vídeo com essa poesia declamada:

http://www.youtube.com/watch?v=shfRgd2kLfM


Grato!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

(Sem título)

Tempos atrás pensei em escrever sobre toda essa aura de sacralidade que envolve o vestibular, em como usar uma farda onde tem escrito "pré-vestibulando" faz as pessoas pararem, te encararem e dizer: "ah você vai fazer vestibular?! Boa sorte", "...Deus te abençõe"
Mas parece que nem todos compartilham desse sentimento. Dia desses uma colega do antigo Cefet, disse:
"... E eu vou logo dizendo que passar de primeira é muito difícil e..."
Foi até engraçado.

Depois quis postar sobre algo interessantíssimo que aconteceu, mas pra falar a verdade, nem lembro agora o que era. Tenho mudado de humor com uma facilidade enorme, mas meu horóscopo continua dizendo:
"hoje será um dia criativo... facilidade de comunicação... boa disposição para o trabalho..."
Quem vê pensa que eu não curto astrologia. - Na verdade, eu vou apaixonado por ela!- Mas astrologia é muito diferente dessas notinhas baratas veiculadas nos cadernos de exoterismo dos jornais e revistas de fontes dubitáveis.

E hoje me sinto completamente confuso, com vontade de escrever um verso oculto, que se esconde de mim toda vez que olho pros lados, atrás das portas dos quartos, dentro dos livros e debaixo do meu travesseiro...
Mas me alivia um bocado escrever aqui!
Obrigado por lerem-me.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

It's just the radio...

Nesses tempos de mp3 e Ipod, já fazia alguns anos que eu não ligava um rádio. Quando meu seleto (xD) gosto musical ainda não tinha sido completamente desenvolvido, era no rádio que eu descobria coisas novas; entre essas novidades, vi surgir The Killers, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys...


Depois as coisas foram mudando e as músicas que tocavam nas “paradas de sucesso” já ao eram mais o que eu gostava de ouvir. A falta de tempo me fez parar de ouvir programas como Frequência Beatles e Encontro com o Blues. A internet, antes tão lenta, me fez descobrir o fantástico mundo dos downloads e o cenário alternativo...


E então ontem, sem propósito nenhum, liguei a tomada de um velho rádio. Fui girando aquela rodinha pra mudar de estação e, quando chega a última, a velha Rádio Universitária, está tocando Cássia Eller. E foi estranho e bonito ouvir O Segundo Sol naquele tom irregular e dissonante, meio fora da estação. Eu podia ter ajeitado, era só girar um pouco mais a rodinha... Mas aquele som tão sujeito a interferências, tão diferente do que se ouve em um computador... Era tudo tão nostálgico.


E ainda tocou Adriana Calcanhotto e Ney Matogrosso antes que eu desligasse. Passei tanto tempo atrás de bandas alternativas que tinha deixado os clássicos um pouco de lado. Tão estranho, a tomada, o relógio piscando, as rodinhas e botões... Parece que faz séculos que eu acordava de manhã e via meu irmão tomando café e ouvindo as notícias no rádio. Parece que foi em outro tempo que eu saía cedo pra escola, e ia andando mesmo, sentindo o cheiro de manhã e chuva. As manhãs são tão bonitas. Têm cheiro de terra molhada.


Mas eu perdi esse hábito de acordar e sair bem cedo, e nem liguei mais o rádio – a não ser ontem. Agora eu saio sob o sol da uma hora da tarde, vou e volto em ônibus lotados, que passam meia-hora no engarrafamento. Onde foi parar o cheiro de terra? E ainda volto de noite, olhando pros lados, numa rua deserta. Onde foi parar o cheiro de terra?


Hoje o céu estava estranho. Metade nublado e amarelo, e a outra metade bem azul. São os pores-do-sol de junho: coloridos e extremamente nostálgicos.


Mas vamos, por enquanto, deixar a nostalgia e fazer alguns anúncios:


Primeiramente, uma coisa muito importante: nesta sexta-feira, dia 22, vamos comemorar o aniversário de um ano do .status quo., com algumas surpresinhas pra vocês, leitores lindos e maravilhosos que estão sempre por aqui. Estão todos convidados \o/


Último anúncio do dia [como se tivessem sido muitos! xD]: já estreou o site Et Coetera, do qual estou participando. Lá meu nome é... bom, lá vai: Kamila. Sim, sim, este é o meu nome u.u Lá vocês encontrarão colunas semanais de Informática, Cinema, Literatura, Filosofia e ainda a Coluna X, que tem de tudo um pouco.


Agora o selo, indicado pela .ana. :

A regra é dizer o que fazemos para manter o estilo do blog... Bom, nós mantemos o mesmo foco desde o início: postar nossos escritos. Apesar de ter várias coisas sobre a vida pessoal aqui, o foco sempre foi publicar as poesias e histórias.

Indico pra todo mundo da lista de blog aqui ao lado :D

E o meme, também indicado pela .ana. :


1. Apelido favorito: hm... vamos pensar... Moony? xD

2. Cor do cabelo: Castanho, mas às vezes ele se revolta e fica bem claro o_O

3. Cor dos olhos: castanhos

4. Maior aventura que já fez: ora, eu sou tão certinha xD [mentira] Sei lá, não consigo me lembrar de nada muito extraordinário...

5. Eu calço número: 34 [sério]

6. Salto alto ou baixo? Ah, depende do momento... Gosto de tênis e rasteira, mas salto alto também é lindo *-*

7. Limão ou laranja? Limão

8. Saia ou vestido? Saia

9. Signo? Leão

10. Estados Unidos ou Europa? Europa, mas especificamente Inglaterra, mais especificamente ainda, Londres.

11. Manias: são tantas... mas eu fico somando os números que vejo o_o’

12. Maquiagem que nunca falta: Batom e lápis no olho

13. Ponto fraco: impaciência

14. Eu deveria: ser menos preguiçosa

15. Eu quero: ser feliz, oras

16. Horário, local e data de nascimento: Nasci em Fortaleza, no dia 26/07/1992, às 16:45.

17. Eu sou: estranha

18. Amo muito: amigos, namorado, coisas que me fazem bem... parafraseando McDonald’s, amo muito tudo isso! [aff, eu to ficando cada vez mais lesada]

19. Sobre o blog que me passou esse meme: eu adoro o .das minhas convicções. porque sempre tem algo de interessante e/ou inspirador pra ver. Desde pequenos textinhos a poesias e imagens, é tudo muito... acho que a palavra é doce. É. É tudo muito doce :D


Indico também pra todo mundo da lista de blogs. Be happy o/


Por hoje é só... Espero vocês aqui na sexta-feira o/*

domingo, 15 de março de 2009

"Vamos fazer com que esse pouco, dure a nossa vida inteira..."

Olha aí, Moony:


Nota de Esclarecimento: esse caderno é do tempo que fazíamos o 1º ano( ano que estudamos juntos) Quando ela escreveu isso ai, tínhamos acabado de nos conhecer, acabado mesmo, saca? Pena que a imagem ta embaçada, senão vocês iam ver o amor dessa muié já tinha por mim! XD

---x---

A poesia de hoje não é de minha autoria. É um poema que achei, quase que por acaso... É de um filme nacional, que até fiquei muito instigado a ver, mas acabou nem rolando, mas o poema eu sei, XD, parece ser um filme muito legal (vi o trailer), chame-se 'O Signo da Cidade'




POEMA DE SOMBRA


Se perdem gestos,
cartas de amor, malas, parentes.
Se perdem vozes,
cidades, países, amigos.
Romances perdidos,
objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento.
Mas não existe perda,
existe movimento.

Se não me engano a autora se chama Bruna Lombardi, então é isso... Um grande abraço a todos!;D

Rôh

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Você entrou no sol, criança. E sobreviveu para contar a história - Marius, em O Vampiro Armand.

Hallö, pessoas...

Há séculos tô com vontade de escrever umas coisinhas mais interessantes pra postar aqui, mas a enxurrada de provas do fim de semestre não me permitia i.i Mas agora estou de férias *_*

Como o restante do primeiro capítulo de Todos Aqueles Ontens (sim, o primeiro capítulo acaba hoje!! xD) é relativamente curtinho, vou me dar ao luxo de escrever um pouco e postar o novo selo que o .status quo. recebeu xD

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Primeiro o selo:


Esse aqui foi indicado pelos blogs Sem Gorduras Trans, Varda, Blá, blá, blá... etc e tal's! e Sophie.

Regras:

1. Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”.










2- Poste o link do blog que te indicou:

.Sem Gorduras Trans.
Varda

Blá, blá, blá... etc e tal's!
Sophie

3- Indique 10 blogs de sua preferência:

je' suis
Aja Modéstia!
Irracionalidade Racional
Nenhum Mistério
O que uma garota pensa
Development
I wanna be sedated
Duas doses de desdém
.das minhas convicções.
Thays Lima


4 - Avise seus indicados.

5- Publique as regras.

6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.8- Só vale se todas as regras acima forem seguidas.


Prontinho ^^

Os outros selos, indicados pela Sophie, pela GueGue do Carpe Diem e pela Magui Jay do Chrono Poetry II já foram colocados aqui ao lado ^^ São os três últimos, e indico pra mesma listinha do selo Olha que blog maneiro!

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Eu andei pensando ultimamente... A gente convive com tantas pessoas na vida, mas tão poucas delas fazem realmente alguma importância! São tantos amigos, tantas pessoas que, naquele momento em especial, a gente acha que vão estar ao nosso lado pra sempre.

Mas isso acaba não acontecendo.

Dá pra contar nos dedos das mãos os amigos-realmente-amigos que tenho xD Tive alguns outros que, na época, foram muito incrivelmente importantes pra mim, mas hoje em dia nem nos falamos mais. Não por raiva ou qualquer outra coisa assim, mas simplesmente porque não mantivemos contato.

É tão cruel encontrar um desses amigos na rua e não se lembrar do rosto dele imediatamente! É cruel perceber que a ausência de uma pessoa já não faz mais tanta diferença pra você. É cruel saber que uma amizade tão forte virou um “e aí, como você vai?”...

Acabei de voltar da “confraternização” (porque chamam assim? Pra mim tá mais pra reunião mesmo xD) de despedida do P3 (3º semestre). Agora só volto lá no CEFET pra fazer uma prova de Química (a última da minha vida, antes da UECE! xD), e então... Férias e esperar pelo P4 ^^
Foi boa, a confraternização/reunião... Pela primeira vez na vida tenho contato com (quase) todas as pessoas com quem convivo naquela sala. Sempre fui meio anti-social, mas desde que entrei no CEFET isso tem diminuído a cada semestre ^^

Não quero perder o contato com essas pessoas... Não quero deixar de ter crises de riso com elas...

Mas, enfim...

Agora é aproveitar meu tempo livre para:

- voltar a desenhar;
- (tentar) aprender a tocar violão;
- ouvir todas as músicas que baixei e não ouvi;
- ler os livros que pude ler durante a temporada de provas;
- escrever;
- digitar os capítulos prontos do Will;
- etc...

Ok, é isso... Agora o Will ^^


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Aqui está o último pedaço do primeiro capítulo (nossa, que difícil xD) de Todos Aqueles Ontens:


Todos Aqueles Ontens

Parte I - Prelúdio para a solidão


Capítulo 1 – Palavras de um futuro incerto (Continuação)


O Natal daquele ano chegou e se foi como todos os anteriores. Não chegava a ser minha época favorita, apesar de não ter nenhum motivo especial para pensar assim. Eu gostava apenas do frio e do movimento nas ruas.

Mil novecentos e oitenta e um começou gelado e com cara de ressaca; toda pessoa que eu via na rua parecia ter passado as últimas duas semans destruindo o fígado. Mas, naquele começo de janeiro, quando cheguei à Stefani & Stefani, vi que Orlando era exceção.

Não nos falávamos desde aquela tarde em que acabei sendo espremido contra a parede. Nosso relacionamento, se é que já tínhamos um, já começou cheio de falhas de comunicação. Nesses últimos dias ele só tinha telefonado quando eu não estava em casa. Cheguei a pensar que fosse proposital.

- Vou fechar a livraria. – ele disse, quando subimos a escada.

- Porquê?

- Não dá lucro.

Simples assim. Ele foi até a cozinha; movido por um impulso, me adiantei e tirei a jará da cafeteira das suas mãos.

- Onde está o pó? – perguntei.

Com um sorriso e sem dar uma palavra, ele abriu o armário e de lá tirou o pote do café. Depois se sentou na bancada e ficou me olhando.

- Vá em frente.

Eu fui. Não dava pra entender como ele conseguia tornar ruim algo tão simples de se fazer. Enquanto eu observava a cafeteira fazer seu trabalho, Orlando desceu da bancada.

- Você é um rapaz muito prendado. – ele sussurrou, enquanto me abraçava.

- Sei disso. Onde tem mel?

Um tanto intrigado, ele me soltou e foi buscar. Enchi uma xícara de café, pus uma colher de mel e lhe entreguei.

- Não está ruim.

- Claro. Fui eu que fiz.

- x -

- O que acha de ser meu namorado? – ele perguntou de repente, já no sofá.

- Acho que não sei o que dizer – respondi, algum tempo depois. Tinha sido pego de surpresa. – Ou o que pensar - acrescentei, um tanto trêmulo.

- Não acho que seja exatamente o tipo de questão em que se precise ficar pensando, porque, se pensar, vai acabar achando errado.

- E não é? – perguntei baixinho, com vergonha de mim mesmo pela pergunta.

Orlando me olhou como se eu o tivesse ofendido. Depois sua expressão mudou para algo parecido com pena, e me beijou.

- Isso parece errado?

- x -

Foi assim que começou, simples como um beijo. Minha cabeça, no entanto, era um turbilhão de contradições; resolvi seguir o conselho de Orlando e não pensar. Talvez por isso eu lembre desse início mais como um sonho do que como algo que realmente aconteceu. Era como os campos de girassóis, que foram se tornando apenas uma lembrança luminosa e confusa com o passar dos anos.

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Preview básica do Capítulo 2 - Dizes que sou feliz, e não mentes:

“Naquele momento tive vontade de chorar. Cheguei a sentir meus olhos se encherem de lágrimas, e nem sabia ao certo o porquê disso. A lareira, a conversa, os anéis em nossos dedos; tudo parecia tão surreal. Orlando ali, na minha frente, me dando certeza de que tudo ficaria bem.
Tão surreal e, no entanto, era tudo em que eu conseguia acreditar.”



Comentem para fazer Moony feliz xD~
Até mais...