Como eu disse aqui uma vez, antes de ler Grande Sertão: Veredas, eu não tinha muito interesse em romances regionalistas. Preconceito, mesmo. Achava que seria chato. Grande Sertão, no entanto, me surpreendeu.
Do que se trata? Basicamente, é uma narrativa épica que conta a história do amor impossível do jagunço Riobaldo por seu amigo, Diadorim, e as duas grandes guerras que o bando deles enfrentou no sertão de Minhas Gerais. Simples assim.
Nas primeiras páginas eu já percebi o quanto essa leitura seria diferente de qualquer outra. A linguagem regionalista levada ao extremo, por assim dizer, torna a leitura lenta e densa, e ao mesmo tempo forma uma das coisas mais interessantes da obra: a inovação lingüística. Apesar de ser contada num fôlego só do narrador, sem capítulos, a história não pode ser lida assim, de uma vez. Levei praticamente dois meses para ler, não só por causa das palavras que exigem um entendimento melhor do contexto, mas também por causa da história em si.
A história de Riobaldo é lenta e claustrofóbica, cheia de reflexões sobre vários aspectos da vida, mesclados às suas incertezas e seu amor impossível por Diadorim. É algo que não deve ser lido apenas “por ler”. Leva um tempo pra digerir, pois você não apenas recebe a informação que é contada, mas também pensa junto com Riobaldo. Durante os quase dois meses que passei lendo, parecia que o livro nunca ia acabar. E isso não era ruim, pois parecia até que os personagens eram velhos conhecidos meus, de tanto que eu sentia que sabia sobre eles, e que a cada dia eu abriria o livro na página seguinte e ouviria uma nova história.
Não é fácil falar sobre uma parte ou outra que tenha gostado mais. Grande Sertão: Veredas é para ser tratado, literalmente, como um todo. Até mesmo os aspectos que poderiam, talvez, serem chamados de negativos (como a leitura lenta e, por vezes, angustiante) tornam tudo mais interessante.
Guimarães Rosa merece respeito por ter criado essa obra. Aliás, um livro que começa “nonada” e termina no infinito (∞) merece respeito. Não só pela genialidade da linguagem e da narração, mas também pela beleza. A história de Riobaldo e Diadorim é, de fato, uma das mais bonitas e bem contadas histórias de amor que já vi. A despeito de toda a complexidade e dos questionamentos de Riobaldo sobre o fato de ser um amor impossível, é tudo tão simples quanto observar as flores ao longo da margem de um rio. São os pequenos gestos, os momentos de observação, os olhos, as palavras. É ao mesmo tempo tão simples e tão complexo que parece que somos nós mesmos que estamos pensando e relembrando aquilo, e talvez por isso seja tão emocionante e real. Pois, ao mesmo tempo que cada frase é como um soco no estômago pelas tantas verdades, há também uma espécie de conforto. É como se alguém nos soprasse no ouvido as palavras exatas para o que queremos expressar e por tantas vezes não conseguimos.
("Eu te beijei, disse 'até logo', e então você se virou e sorriu. Então eu soube porque a Debbie te chama de Sunshine." - Brian para Justin, em QAF. Saiba o que essa sigla significa no post abaixo.)
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Antes do post, uma coisa importante. Importantíssima, aliás:
ELE PASSOU!!! YARUL!!
(dêem vivas ao Rôh, pois ele passou na primeira fase da UFC, Psicologia!)
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Tá, agora o post:
Para fazer jus ao meu título – que eu mesma dei – de irresponsável mor, nos últimos tempos, em vez de estudar, fui assistir uns filmes e seriados. Permitam-me abrir um momento Espaço Cultural .status quo. neste post, pra falar deles e fazer com que vocês também tenham vontade de assistir (assim espero). Menores de dezoito anos, retirem-se (ops, vou ter que me retirar também).
Vou começar com apenas uma série e um filme, porque se fosse falar de todos o post ficaria imenso.
Queer as Folk (seriado)
QAF foi exibido na TV a cabo (com o terrível, avassalador e horroroso título de Os Assumidos aqui no Brasil – tinha que ser aqui, né) entre os anos 2000 e 2005, em cinco temporadas. É a versão americana/canadense do seriado britânico de mesmo nome que foi ao ar entre 1999 e 2000, em apenas duas temporadas. A rainha que me perdoe,mas dessa vez tenho que dar os créditos aos americanos/canadenses, que fizeram uma versão de qualidade da obra original, até superando-a. O nome do seriado é uma brincadeira com um ditado em inglês, de "ninguém é tão estranho como nós" ("nobody is so weird as folk"), para "ninguém é tão gay como nós" ("nobody is so queer as folk").
“Queer As Folknarra a história de cinco homens homossexuais que vivem em Pittsburgh, Pennsylvania: Brian, Justin, Michael, Emmett e Ted. Compondo o elenco principal, ainda temos o casal de lésbicas, Lindsay e Melanie e a mãe orgulhosa de Michael, Debbie.
Este seriado é um marco na luta dos direitos GLBT, pois investe em uma trama sem cunho pornográfico ou apelativo, mostrando homossexuais como pessoas comuns, vivendo em seu dia-a-dia. As dificuldades e conquistas desta comunidade são brilhantemente retratadas nesta produção.”
Ainda estou no comecinho da segunda temporada, e devo dizer que entre o fim da primeira e essa segunda derramei uns bons litros de lágrimas. QAF é viciante, sincero, te faz rir e chorar quase ao mesmo tempo e pelos mesmos motivos, os personagens são cativantes, e não tem nada de absurdo. Como disse o trechinho aí de cima, QAF não precisa apelar pros velhos estereótipos e para um dramalhão para conquistar o lugar que merece.
(E, quanto aos personagens, devo dizer que Brian é o filho da puta mais filho da puta do universo e, por isso mesmo, ele é incrível e apaixonante. Vão me entender quando o conhecerem.)
Cuidado: se você é homofóbico, pra início de conversa nem deveria estar neste blog. Se você não tá afim de ver, ou não pode ver, cenas de sexo, hã, diversas vezes e, hã, sem atenuações, também é melhor não assistir. Se você acha que os direitos GLBT devem ser defendidos, mas sem precisar mostrar dois caras/mulheres se beijando, então talvez seja melhor rever seus conceitos.
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Má Educação (La Mala Educacíon. 2004)
Gosta de Almodóvar? Ótimo, meio caminho andado. Nunca viu? Vai ver agora. Não gosta? Fazer o quê, né, a vida é assim. Você pode gostar agora.
Má Educação tem um enredo inicial relativamente simples: o diretor de cinema Enrique, belo dia, é procurado por um antigo colega de escola, chamado Ignacio, por quem ele era apaixonado. Esse colega se tornou ator, e entrega a Enrique um roteiro escrito por ele mesmo, chamado A Visita, baseado na infância deles no colégio católico. Beleza. Enrique lê o roteiro, que relata os abusos que o padre diretor cometia com Ignacio, e a causa da expulsão de Enrique da escola: o ciúme que o padre sentia da relação dos dois amigos. Daí, Ignacio permite que Enrique grave o filme, com uma única condição: que ele mesmo faça o papel de Ignacio.
Essa trama metalingüística, por si só, já daria um bom filme. Afinal, está nas mãos de um ótimo diretor. Mas Almodóvar vai além e, ao longo do filme, você verá o quanto esse início simples se torna intricado e instigante.
Almodóvar é conhecido pelas suas personagens femininas, seus ângulos e suas cores. A diferença básica em Má Educação é que dessa vez não há praticamente nenhuma personagem feminina. Mas, ao contrário do que se pode pensar, o filme não apela pra questão do homossexualismo nem condena ferrenhamente a Igreja. Ele não precisa disso pra ser uma boa história.
Alguns dizem que o filme peca pelas cenas de sexo “excessivamente pornôs”. Eu, sinceramente, não vi nada disso ali. Aliás, nem são tantas. Não sei se é porque estou acostumada com algo mais cru mesmo, ou se é porque não acharam mais o que criticar (e, do jeito que eu tô meio revoltada hoje, digo logo que se fossem cenas hétero, tava todo mundo achando muito bom e poético). Aliás, por falar nisso, uma das grandes características de Má Educação, pra mim, foi justamente a crueza. E não falo só de sexo. A história, como um todo, é crua, vibrante. Um soco no estômago, um quebrar de pernas. E, curiosamente, as cenas mais delicadas e bonitas, visualmente falando, são as do colégio, onde Ignacio era abusado pelo padre Manolo. Uma boa analogia sobre como a vida do garoto se tornou o que se tornou: de simples e inocente à seca e crua.
Destaco também a atuação de Gael García Bernal (sim, o Che, de Diários de Motocicleta). Ele está super versátil nesse filme, interpretando, veja bem, uns tantos personagens diferentes, e ao mesmo tempo a mesma pessoa (Ignacio) - vocês ainda vão me entender, eu acredito -, entre eles o travesti Zahara.
Dizem que o filme é uma autobiografia de Almodóvar, principalmente pelo que se vê nos segundos finais. O que ele mesmo diz, no entanto, é:
"É um filme muito íntimo, mas não é autobiográfico. Não falo de minha vida no colégio (...). Obviamente minhas memórias foram importantes na hora de escrever o roteiro, já que vivi nos locais e momentos onde a história se passa. ‘Má Educação’ não é um ajuste de contas com os padres que me educaram mal, nem com a Igreja em geral. Caso tivesse necessidade de me vingar, não teria esperado quarenta anos para fazê-lo. A Igreja não me interessa, nem como adversária. O filme não é uma comédia, ainda que haja humor, nem um musical infantil, ainda que crianças cantem. É um film noir, ou, pelo menos, gostaria de considerá-lo assim. O gênero noir admite bem a mistura com outros gêneros, sempre que a narração respire esse ar fatal, sem o qual o negro seria cinza. No noir pode não haver polícia nem armas, nem sequer violência física, mas tem de haver mentiras e fatalidade, qualidades que normalmente uma mulher encarna: a femme fatale. Ela é consciente de seu poder de sedução e é fria, razão pela qual não se altera facilmente. É alguém que perdeu os escrúpulos e não se interessa em recuperá-los. Para ela, o sexo não é fonte de prazer e sim de dor para os demais. Em Má Educação, a femme fatale é um enfant terrible, o personagem interpretado por Gael Garcia Bernal."
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No meu próximo surto cinematográfico:Les Chansons d’Amour e, se Deus quiser, Os Sonhadores (The Dreamers).
No meu, cada vez mais próximo, surto literário:Grande Sertão: Veredas e O Iluminado.
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(eu tava com saudade de escrever assim, com paixão. dessa vontade de compartilhar minhas opiniões. acho que estou de volta.)
Nunca fui muito entusiasmada com romances regionalistas, mas Grande Sertão: Veredas me pegou de jeito. Ainda não terminei de ler, mas já tá no meu top 3 praticamente desde a terceira página. Genial, pura e simplesmente.
Espero terminar nesse feriado, aí volto aqui com uma declaração de amor completa a Guimarães Rosa.
Enquanto isso, o que prometi no último post:
É uma espécie de conto, ainda que bem pequeno. Quando comecei, queria que fosse algo maior, seria um história e tal. Mas aí saiu desse jeito e no fim eu percebi que já tinha dito tudo o que queria dizer. Só.
Do amor, entre outras coisas
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- Qual foi a pessoa que ‘cê mais gostou na vida?
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All Star. Foi a primeira coisa que eu reparei. All Star roxo-desbotado. Cadarço branco-sujo frouxo, quase desamarrando. Meia curtinha, com uma listra cinza.
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- Onde tu comprou?
- No Centro.
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Fones brancos no ouvido, sempre. Onde quer que eu a visse, eles estavam lá. Às vezes, deixava um cair e ficava só com o outro. Tava sempre batendo, ou mexendo as mãos, ou a cabeça. Mexia as mãos como se estivesse desenhando a música. Olhos fechados.
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- DeVotchKa?
- É.
- É de comer?
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Castanho-escuro. É a cor dos olhos de todo mundo. Mas é só dela. E aquele brilho meio preguiçoso, meio hippie. Um olhar enviesado. Nenhuma maquiagem. Uma boca pálida, de dentes que sorriem sozinhos.
Oi, meu nome é Moony (mentira, esse não é o meu nome) e eu abandonei meus blogs há quase um mês. Pronto, podem acender as tochas e correr atrás de mim u_u
De qualquer forma, obrigado pelos comentários do post anterior. Estou orgulhosa dos leitores do .status quo. *-*
Pois é, fim de ano é altamente estressante. Mais uma vez, um monte de gente vai fazer vestibular e/ou ENEM. Boa sorte, pra quem for /o/
Eu continuo aqui, às vezes entediada, às vezes não. Não parece, mas tenho escrito bastante. Sei lá, acho que só funciono sob pressão. Pelo menos quando é pra escrever alguma coisa.
Acho que, sei lá, todo mundo às vezes tem a sensação de que passa a vida toda reclamando da... vida. Eu tenho disso às vezes também. E de tanto reclamar, a coisa fica ruim mesmo. Talvez eu devesse reclamar menos.
Eu poderia reclamar agora do fato de ser uma blogueira relapsa que abandona os blogs às moscas, mas não vale a pena. O que eu posso fazer? Às vezes não dá vontade de postar, infelizmente .____. Acontece. Às vezes não é a falta de tempo, mas sim de assunto, pura e simplesmente.
Por hoje é só. Eu posso voltar aqui semana que vem, ou não. Pode ser mês que vem, ou não. Pode ser daqui a cinco minutos, ou não.
No fim das contas, o legal mesmo é não ter certeza.
edit básico: eu fico feliz que vocês ainda lembrem do Will, mesmo *-* E lembro qual é a proposta do blog. Mas é aquela coisa, eu posto porque gosto de postar e não tenho uma "obrigação oficial" de fazer isso, então se em algum momento eu não posso postar, então eu não faço. Hoje eu não postei por postar, mas sim por alguns motivos: porque, por mais que eu faça isso, não gosto de deixar o blog parado por muito tempo e porque, sei lá, deu vontade u_u Eu ainda escrevo tudo o que postei aqui em tempos passados, mas naquelas, né. Eu escrevo devagar e muita coisa ao mesmo tempo, e vez ou outra uma das histórias fica parada por tempo indeterminado. Tem muitas partes do Will que estão prontas ou bem encaminhadas, por assim dizer, mas o segundo capítulo ainda está pela metade e, acreditem, eu não gostaria que estivesse. Mas é difícil terminar, mesmo. Por mais que eu saiba o que vai acontecer na história, detalhadamente, não é fácil botar isso no papel do jeito que deve ser feito, sabem? Aí às vezes fica complicado e acho melhor dar uma folga do que fazer algo ruim ç.ç
Façamos um trato: no próximo post, prometo trazer algo legal (mas não, ainda não é o Will)
Estou voltando aqui hoje porque quero compartilhar algo que merece ser lido. O post original, em inglês, está aqui, mas vou publicar uma tradução livre feita pela Retty-chan, no Fórum 6V. Leiam, porque é extremamente tocante.
***
Nós Somos LGBT*
Eu sou a garota expulsa de casa porque confidenciei à minha mãe que sou lésbica.
Eu sou a prostituta que trabalha na rua porque ninguém quer contratar uma mulher transexual.
Eu sou a irmã que abraça ao irmão gay durante as noites cheias de lágrimas e dor.
Nós somos os pais que enterraram a filha muito antes de seu tempo. Ela foi morta porque era gay.
Eu sou o homem que morreu sozinho no hospital porque eles não deixaram meu parceiro, que está comigo há 27 anos, ficar no quarto. Eles o consideraram “amigo” e não família.
Eu sou a criança órfã que acorda após ter pesadelos de que fui afastada dos dois pais que são a única família que eu já tive. Eu queria que eles me adotassem, mas eles não podem porque os dois são homens.
Eu sou um dos sortudos, eu acho. Sobrevivi a um ataque que me deixou em estado de coma por três semanas e provavelmente em um ano eu poderei andar de novo.
Eu não sou um dos sortudos. Eu me matei poucas semanas antes da formatura do ensino médio. Era simplesmente coisa demais para suportar.
Nós somos o casal cuja corretora de imóveis desligou na cara quando descobriu que queríamos alugar um apartamento de um quarto para dois homens.
Eu sou a pessoa que nunca sabe em qual banheiro devo ir para evitar que a gerência me chame a atenção. Não sou masculina o suficiente para o banheiro masculino, e nem feminina o suficiente para o banheiro feminino.
Eu sou a mãe que não pode nem visitar as crianças que tive, amamentei, e criei. Os juízes disseram que não sou uma boa mãe porque agora vivo com outra mulher.
Eu sou uma sobrevivente de violência domestica de quem o apoio do governo se afastou quando descobriu que meu “parceiro abusivo” é mulher, assim como eu.
Eu sou um sobrevivente de violência doméstica que não teve nem chance de receber ajuda do governo, porque sou homem.
Eu sou o pai que nunca abraçou o filho porque eu cresci com medo de demonstrar afeição por outros homens.
Eu sou a professora de economia doméstica que sempre quis ensinar educação física até que me disseram que apenas lésbicas fazem isso.
Eu sou o homem que morreu quando os paramédicos pararam de me atender, assim que descobriram que eu era transexual. Eu nasci mulher.
Eu sou a pessoa que está sempre se sentindo culpada porque pensa que seria uma pessoa bem melhor se não tivesse de conviver com o ódio da sociedade. Infelizmente, isso não acontece.
Eu sou o homem que parou de ir à igreja. Não porque eu não acredito mais, mas porque eles fecharam as portas para “gente como eu”.
Eu sou a pessoa com medo de falar aos meus afetuosos pais cristãos que eu amo outro homem. Eles podem começar a me odiar.
Eu sou um jovem hetero que que que o ódio acabe.
Eu sou um estudante que se recusa a usar termos homfóbicos como ofensas.
Eu sou um dos que se cansou de fingir ser algo que não é.
Eu sou o garoto que morreu com um tiro por causa da minha opção sexual.
Nós somos o casal que teve que morar longe da família e dos amigos para ficarmos juntos porque, em nosso estado, nosso casamento é ilegal.
Eu sou a pessoa que tem que esconder o que o mundo mais precisa: Amor.
*A sigla original, LGBTQ significa lésbicas, gays, bis, transexuais e “questioning” ou sem opção sexual definida, "em dúvida". Ou seja, todas as "opções sexuais" diferentes da heterossexualidade. Como não temos essa aqui no Brasil, usei a sigla LGBT.
Olha eu aqui de novo, superando todas as expectativas do .status quo. voltar a ser atualizado regularmente!
Mas, calma, não se exaltem. A frequência de atualização vai continuar sendo de uma em uma semana - pelo menos é o que pretendemos. Mas hoje é um dia especial, e é por isso que estou aqui, postando e pegando emprestado o título de uma fic que estou escrevendo (ninguém perguntou, -q) por um simples motivo:
Dar parabéns pro Rôh, porque hoje é aniversário dele. Simples assim.
Uma das coisas que eu mais lamento é o fato de até hoje não termos nenhuma foto decente juntos. Até que tem uma que eu gosto bastante, mas sei que ele tiraria minhas tripas se eu postasse. Por isso, não teremos foto aqui :( (mas, Rôh, se mudar de idéia sobre a foto, eu edito o post na hora!)
Enfim, parabéns, feliz aniversário, muitos anos de vida e blábláblá. Os resto 'cê já sabe. Aproveite tudo - inclusive os simulados do Enem, porque pra alguma coisa eles certamente hão de servir -, encha a cara quando o vestibular passar, fuja do trote na UFC, jogue na minha cara que é mais velho que eu, entre em todos os lugares em que não podia entrar (oficialmente) antes, ande feito um pavão orgulhoso exibindo sua identidade, corte o cabelo, tire uma foto comigo e autorize sua exibição, escreva um best-seller, morra de rir de alguma besteira qualquer (inclusive desse texto tosco), poste com mais frequência, se apaixone por alguém que seja consideravelmente menos legal que eu, faça mais amigos (que sejam consideravelmente menos legais do que eu), estude pra caralho, lembre-se dos meus frequentes palavrões e obscenidades quando estiver triste, a propósito, não fique triste, e se ficar, liga pra mim, só não liga agora porque meu celular pifou, 'cê sabe, ignore as vírgulas malucas que eu coloquei ou deixei de colocar aqui e ignore as vezes que eu disse que tu tinha errado alguma palavra.
Tenho outras bilhões de coisas pra dizer, mas eu não vou lembrar de tudo agora, então apenas imagine enquanto eu não disser pessoalmente.
Não, o .status quo. não morreu! Mas, sim, sou uma irresponsável, admito.
Ok, deixando pra lá essas pequenas coisas absurdas da vida que fazem com que as pessoas abandonem deixem seus blogs de lado, vamos aos fatos:
Sei que não tem ninguém espetacularmente interessado na minha vida, mas eu gosto de falar dela mesmo assim. E listas, adoro listas. Então claro que há uma lista do que andei fazendo nesses últimos tempos.
- Reformulei o We Never Lost Control. Agora ele tá mais bonito e tem uma caixinha de indicações.
- Escrevi muito. E pra escrever assim eu geralmente preciso me isolar, e foi mais ou menos isso (somado a outras coisas) que me fez dar (mais) uma sumida daqui e até mesmo do WNLC por uns tempos. Mas agora vou tentar me dividir direitinho pra não deixar ninguém na mão.
- Não tenho tido tempo nenhum pra ler. Acho que é a primeira vez em muito tempo que passei um mês com um livro e não terminei de lê-lo.
- x -
Hoje eu estava pensando em como a quantidade de livros que eu tenho (excetuando-se os didáticos, claro) não condiz com o meu gosto pela leitura. Contando assim por cima, eu tenho os Harry Potter's, um de poesias do Álvaro de Campos, uns três da Agatha Christie, A Menina que Roubava Livros, O Mundo de Sofia e alguns outros que não lembro agora. Ou seja, são poucos, muito poucos.
Então eu percebi que realmente não preciso muito ter os livros que leio. Sei lá, não sinto necessidade. Gosto de ir até a biblioteca, de esperar pelo livro e até mesmo de ficar com raiva quando ele não está disponível. Gosto de ficar horas numa livraria lendo e sair sem comprar nada xD Não é nem pelo dinheiro, apesar da minha situação monetária ser um desastre, porque atualmente os livros andam bem baratinhos na internet, mas é realmente essa coisa de gostar do livro usado, ou do livro que depois de mim vai pra outra pessoa. É aquela coisa da boa música: boa literatura também deve ser compartilhada ^^
(obs.: mas isso não diminui o fato de que eu adoro ganhar livros 8D)