sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Bátima levanta
domingo, 5 de agosto de 2012
Bátima começa
sábado, 5 de março de 2011
We're all a little sissy around here
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
If I wasn't a transvestite terrorist, would you marry me?
sábado, 18 de dezembro de 2010
Someone you put on a pedestal is always right
sábado, 11 de dezembro de 2010
Do you know what "special people" means?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Until the very end
sábado, 30 de outubro de 2010
Qualidade, não trabalhamos
Então mês passado eu resolvi assistir Do Começo ao Fim.
Pra que, meu Deus?
O que eu tinha a dizer sobre o filme imediatamente depois de assisti-lo:
O que eu tenho a dizer agora é muito mais bonitinho e fundamentado, então vamos lá.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
It's only love. What's everyone so scared of?
- Se houver mais de um "fuck" falado, sem conotação sexual, o filme é automaticamente classificado como R (não recomendado para menores de 17 anos);
- Se houver um "fuck" com conotação sexual, também vai pro R
terça-feira, 9 de março de 2010
I know now why God didn't heal Bobby. He didn't heal him because there was nothing wrong with him.
sábado, 23 de janeiro de 2010
All men are created equal. No matter how hard you try, you can never erase those words.
Não, eu não nasci nos anos setenta. Não tenho sequer a mais vaga idéia do que é ter vivido os anos setenta. Não, mentira, tenho sim. Livros e filmes e pessoas que nasceram nos anos setenta existem pra isso mesmo. Pra gente ter uma idéia de como foi. Vamos direto ao assunto?
Harvey Milk foi um pioneiro dos direitos homossexuais nos Estados Unidos, como o primeiro homem abertamente homossexual eleito para um cargo oficial na Califórnia: supervisor da cidade de San Francisco. Foi assassinado em 1978 pelo ex-supervisor Dan White.
Bom, não é novidade, porque eu sou chorona em filmes mesmo, mas: chorei, e chorei litros. Do início ao fim. Chorei porque é revoltante saber que uma lei que proibiria professores homossexuais de ensinar quase foi aceita, porque as pessoas realmente acreditavam (e, não se iludam, muitas ainda acreditam. muitas mesmo) que os gays saíam por aí recrutando crianças para a perversão porque não podiam ter filhos, porque acreditavam que a pedofilia era um crime muitos menos grave do que ser gay. Chorei nas cenas dos movimentos, das revoltas, das eleições, em tudo. Porque se sempre tem alguém pra dizer besteira, também sempre tem alguém pra tentar mudar isso.
Eu tenho uma história de amor com esse filme desde o momento em que ele estreou aqui no Brasil, há alguns séculos. A primeira coisa que eu notei foi o cartaz, pelo qual me apaixonei loucamente. Depois, pela sinopse. E, pasmem, eu só assisti o filme há uns dois dias atrás.quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Only the French... only the French would house a cinema inside a palace.
(se você assistiu The Dreamers, deve reconhecer essa frase)
Ora, ora, vejam só. Estou quase oficialmente em férias. O que significa que eu vou passar duas semanas super feliz e vou prometer escrever muito, daí eu vou escrever pouco e passar o resto de janeiro entediada, reclamando que não tenho nada pra fazer e louca para ter aulas de novo.
Ê, vida boa. É assim que eu gosto. (não, isso não foi ironia)
Bom, enquanto eu não termino de ler o livro que estou lendo, vamos de filmes mais uma vez:
XXY (2007)
Você já assistiu algum filme argentino? É, eu também não tinha assistido, até semana passada.
Antes de tudo, mais uma pergunta: é menino ou menina? Sim, isso é o que as mulheres grávidas ouvem constantemente. Imagine então quando a pergunta está se referindo a você mesmo e você não sabe responder.
Parando de enrolar, vamos a uma sinopse básica: Alex (Inés Efron) é uma garota de quinze anos que nasceu com a síndrome de XXY (ou ainda, Síndrome de Klinefelter). Ou seja, ela é uma hermafrodita; tem características sexuais tanto masculinas quanto femininas.
Pois muito bem. A arredia Alex (interpretação ótima, diga-se de passagem) e seus pais vivem na costa Uruguaia e recebem a visitas de um casal de amigos e seu filho adolescente. A história se desenrola ao redor do relacionamento entre os jovens e a decisão de se tornar completamente mulher ou homem.
O primeiro motivo pelo qual eu recomendaria o filme seria o fato de ser bonito. Visualmente mesmo. Tem um ar melancólico, talvez meio sombrio, denso. Tenso. O segundo seria a própria Alex, uma mistura que “conserva a delicadeza do feminino, mas sabe expor na tela a agressividade do mundo masculino.” (daqui, ó)
O terceiro seria o conjunto da obra, que cria um filme bonito, angustiante e realmente bom. Eu gostei, mesmo. Sem maiores delongas e sem uma “solução” pretensiosa para o drama de Alex, um retrato da ambigüidade entre os sexos. Literalmente.
*
A Bela Junie (La Belle Personne, 2008)
Uma dica: assista Les Chansons d'Amour antes de A Bela Junie. Vou explicar por quê.
E, sim, vamos de Garrel mais uma vez. E em mais um triângulo amoroso.
A Bela Junie é um filme de Christophe Honoré, mesmo diretor de Chansons. Feito apenas um ano depois desse último, se você ver os dois filmes vai perceber o quanto eles têm em comum (inclusive boa parte do elenco).
Junie (Léa Seydoux) é uma garota de dezesseis anos que muda de escola no meio do ano letivo, depois da morte da mãe. Lá ela logo se enturma com os amigos do seu primo e começa a namorar Otto (Grégoire Leprince-Ringuet). No entanto, o professor de italiano, Nemours (Louis Garrel) se apaixona loucamente por ela.
Marca registrada de Honoré, aqui também temos as histórias paralelas dos coadjuvantes (que, para mim, é o mais fascinante), as vidas que se entrelaçam, o clima nostálgico, o tom cinzento, chuvoso, casual e delicado. E, dessa vez, a sensação de desgraça iminente e de algo incompleto.
Resultado: sim, eu gostei bastante do filme. O que mata um pouco a história é só a sensação de algo parecido com Chansons e, portanto, não completamente original, mas isso talvez se deva também ao fato de que assisti pouco tempo depois dele.
Ou seja, sugiro que assista Chansons primeiro, pra pegar como referência de qualidade.
E olha o Garrel aí, com a clássica foto do cabelo francês:










