Olha eu aqui de novo... Ah, as reticências do título do post não têm nada a ver com as reticências do trecho de Encontro Marcado, ok?
Tenho três coisas a fazer hoje... A primeira é explicar porque o Rôh vai passar um tempinho sem postar aqui, a segunda é postar os novos selos do .status quo. e a terceira é postar a primeira parte do segundo capítulo do Will ^^
Ah, antes de qualquer coisa... Bem embaixo da lista de blogs aqui ao lado, vocês vão encontrar agora uma espécie de “índice” pros capítulos das minhas histórias. Achei que seria mais prático do que ficar procurando nos marcadores. Então, se você quiser ler alguma história desde o começo, ou ler algum capítulo mais antigo, é só ver o índice e escolher ^^
O Rôh vai passar um tempo sem postar, por dois motivos. Por ter acabado de se mudar, e portanto estar sem telefone, internet e outras formas de comunicação com o mundo exterior, e também porque agora ele está fazendo o 3º ano. Isso significa, basicamente, estudar pro vestibular >.<” Mas não chorem, ele volta i.i O .status quo. ganhou mais alguns selos:

Este aqui, criado pelos blogs Tecnenfermaginando e Liberté, deve ser indicado para 10 mulheres.
Indico para Patrycia, Sophie, Poly, Bruna Luyza, Mah, Thays, Vanessa, Chrissie, .ana. e GueGue.

Este foi indicado pela Kekel ^^

Este pela Lêda Maria, do Diz aí ^^

E este pela .ana., do .das minhas convicções.
As regras são indicar para seis pessoas e contar seis segredos. Não contarei nenhum, é claro, senão não seriam segredos xD Mas vou contar umas particularidades minhas (ou bizarrices, chame como quiser xD) :
1 - Só tomo café com a colher dentro da xícara;
2 - Tenho memória olfativa;
3 - Sou viciada em Coca-Cola;
4 - Decoro o número dos ônibus que pego;
5 - Quando ligo pra alguém, deixo chamar cinco vezes. Sete, se for urgente xD;
6 - Sou muito possessiva.
Indico, não somente este selo, mas também os Mania de Eescrever e Proximidade para Aja Modéstia!, Onde nem o céu seja limite, Sophie, Jellyfish, A máquina de escrever e Chapéu Torto.
Bom, é isso aí... Agora vamos ao Will ^^
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Finalmente, hoje começo a postar o segundo capítulo. Espero que gostem e comentem, porque são os comentários que me animam a escrever mais ^^ Sério mesmo, faz muito tempo que não escrevo nessa velocidade xD Quando vejo que tem pessoas lendo, tudo melhora ^^
Todos Aqueles Ontens
Parte I - Prelúdio para a solidão
Capítulo 2 - Dizes que sou feliz, e não mentes
Foram tempos de paz. Da lanchonete onde trabalhava como garçom eu seguia para a casa de Orlando. Um dia, quando cheguei lá, ele estava esvaziando as estantes; os livros eram arrumados em caixas espalhadas pelo chão. Uma estava separada para mim. Eram exemplares russos, antigos, com folhas amareladas e capa dura. Ajudei-o por algum tempo, já saudoso pela livraria fechada.
- E esse espaço todo... Vai colocar o quê aqui? - perguntei.
- Não sei... Talvez uma loja. Ou simplesmente uma sala de estar.
Assim a livraria acabou. Orlando deu algumas caixas para amigos, separou outra para mim (Pra quando melhorar o inglês, ele dizia), mas a maioria ficou com ele mesmo.
- Você já vendeu algum livro na vida? – perguntei, vendo a quantidade absurda de livros que cobriam aquelas estantes.
- Talvez uns cem. E um deles foi pra você.
O Conde de Montecristo. Eu nem sequer tinha lido; tentara uma ou duas vezes, mas meu inglês ainda não se estendera à literatura.
Ao chegar em casa, naquele dia, encontrei minha mãe na cozinha. Fazia tempo que eu não a via tão cedo em casa, e ainda mais cozinhando. Por alguns instantes me dei conta de que éramos só nós dois naquela casa, e mesmo assim só nos víamos de vez em quando.
Acho que ela não percebeu que eu estava ali, e eu também não quis dizer nada. Subi para o meu quarto, de certa forma aliviado por não ter de fazer o jantar.
- x -
Al foi a única pessoa para quem eu contei que estava com Orlando, e era, portanto, a única pessoa que entendia porque eu andava tão feliz nos últimos tempos.
Eu e Orlando tínhamos uma relação meio clandestina. Isso me incomodava, mas não mais do que os olhares tortos que recebíamos quando saíamos juntos. No começo foi ruim, mas depois resolvi adotar a indiferença. As coisas então melhoraram; eu estava feliz no meu mundinho particular onde só existiam nós dois.
Um dia esqueci um casaco na casa dele. Algumas semanas depois deixei lá uma camisa, e ao fim de um ano já estava quase morando lá. Minha mãe mal notava; tinha acabado de se formar enfermeira e fazia plantões com cada vez mais freqüência. Não acho que em algum momento ela tenha percebido que eu não dormia mais em casa. Ou talvez nem se importasse.
O começo de mil novecentos e oitenta e dois marcava o aniversário de um ano do nosso namoro. Comemoramos sozinhos, na casa que eu já começara a considerar como um segundo lar. Ainda nevava e a lareira estava acesa.
- Espera aqui. – ele disse, se levantando do sofá onde estávamos confortavelmente aconchegados sob imensos cobertores.
Voltou em menos de dois minutos, trazendo consigo uma caixinha, que me entregou. Desfiz o laço que a enfeitava e abri; dentro haviam duas alianças de prata.
- Já era hora de oficializar, não? – ele falou, colocando uma delas no meu dedo. Coloquei a outra no dele. Estava feito.
Ele então me beijou e aquele momento pareceu se prolongar pelo infinito. Não havia nenhuma luz acesa na casa; só a lareira, crepitando. Orlando estava sobre mim, distribuindo beijos pelo meu pescoço e tentando tirar minha camisa. Eu me ocupava com seu cinto.
- Ainda não contou pra sua mãe? – ele perguntou, enquanto abria os botões da minha camisa, um por um.
- Porque você tem que estragar tudo? – reclamei, o empurrando para sair de cima de mim.
- Will... Vem cá. Você não acha que tem que contar? – ele continuou, me puxando para perto de si novamente.
- Eu não... Não sei como fazer isso, não sei se...
- Se você quiser, eu vou também, te ajudo. Eu sei que é difícil, mas vai ser pior se ela descobrir por outra pessoa.
Olhei pra ele, desconsolado. Eu sabia que era necessário contar à minha mãe que eu era gay, mas como? Eu nem conseguia imaginar como ela reagiria.
Orlando mexia no meu cabelo, que já estava tão comprido que chegava quase À metade das costas.
- Vou cortar. – comentei, querendo mudar de assunto.
- Mas eu gosto assim. – ele reclamou, começando a fazer uma trança.
- Dá muito trabalho cuidar dele, sabia?
- Se quiser cortar, corte. Mas eu gosto do seu cabelo do jeito que é.
Aquele jeito dele falar, tão calmo e baixo, sempre conseguia me convencer. Bom, quase sempre. No caso da minha mãe, por exemplo, ele ainda não tinha conseguido.
- Eu não sei como dizer.
- Você consegue.
- Não...
- Vou estar lá, bem ao seu lado. – ele assegurou, me olhando nos olhos. – E daqui a um ano você vem morar aqui “oficialmente”. – ele acrescentou, num tom mais baixo.
Naquele momento tive vontade de chorar. Cheguei a sentir meus olhos se encherem de lágrimas, e nem sabia ao certo o porquê disso. A lareira, a conversa, os anéis em nossos dedos; tudo parecia tão surreal. Orlando ali, na minha frente, me dando certeza de que tudo ficaria bem.
Tão surreal e, no entanto, era tudo em que eu conseguia acreditar.
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O fato desse pedaço ter terminado exatamente no trecho que eu coloquei no post passado é mera coincidência xD
Ah, ontem terminei mais um capítulo de Pra não dizer que não falei de flores. Talvez semana que vem eu coloque ele aqui ^^
Até mais, people...