terça-feira, 20 de janeiro de 2009

É só lembrar que o amor é tão maior que estamos sós no céu...

Hallö...

O título é um verso de Conversa de Botas Batidas, do Los Hermanos ^^

Aqui finalmente começou a chover. Não tá chovendo todo dia, mas uma manhã ou outra chove. Ontem, por exemplo, foi um dos raros dias em acordei cedo xD Lá pelas sete da manhã começou a chover. Adoro quando isso acontece. Adoro o cheiro de chuva que fica. É tão nostálgico... Mas não nostálgico no sentido triste. É o tipo de coisa que me faz pegar o ônibus sorrindo xD

Tenho memória olfativa xD O cheiro das coisas me faz lembrar determinadas situações ou pessoas... Não sei exatamente o que o cheiro da chuva me faz lembrar, talvez seja algo muito remoto, do meu inconsciente (xD). Mas o fato é que gosto muito. É como a sensação de estar, finalmente, em casa.

Também fazia tempo que eu não nadava. Ainda mais na chuva. É legal *-* E a piscina do CEFET está tão limpa (trocando o filtro xD~)! É um prazer extra, poder olhar pra baixo e ver o fundo, em vez da água turva e cheia de microorganismos desconhecidos xD~

É muito bom ter esses momentos... Eu ando ficando triste, às sem motivo, às vezes com motivo... A parte boa é que isso me dá vontade de escrever. O que significa, basicamente, que é o que me faz pegar o Will e adiantá-lo mais. Acabei um capítulo dele ontem mesmo ^^

Dia desses vi uma frase que não me saiu da cabeça. Foi em uma site de astrologia, e a frase era a seguinte:

"(...)um amor que aos poucos evoluirá para uma amizade."

O que me chamou a atenção foi o fato da amizade ser considerada uma evolução em relação ao amor. Uma vez eu disse aqui:

"(...)Porque, ao menos pra mim, não é possível amar amante algum mais do que a um verdadeiro amigo ou amiga. A amizade é um amor completo."

Evolução, entendem? Não é maravilhoso? Pensem nisso ^^

E eu estava devendo o capítulo sete do Pra não dizer que não falei de flores (eita, nome grande xD) e aqui está ele. Verdade seja dita, terminei agora mesmo xD~


----

Capítulo 7 – Vergonha

Ele estancou, com a mão ainda dentro da minha mochila, com a típica expressão de quem foi pego no ato. Minha única atitude foi correr até lá e arrancar a mochila da mão dele, que ficou parado no mesmo lugar, me olhando. Conferi minhas coisas, pra ver se nada faltava. Bom, faltar não faltava; na verdade sobrava.
Lá estava, dentro do caderno. Uma pétala, dessa vez cor-de-rosa, e um bilhete. Ambos estavam um pouco amassados; talvez Lucas os tivesse apertado na hora do susto. O fato é que estavam lá. Olhei pra ele, com as “provas” na mão. Não sei que expressão eu tinha, mas o sentimento era um misto de decepção e confusão. Eu nunca tinha falado com aquele cara. Nunca tinha sequer reparado nele antes da festa. E Walter? Onde ficava nessa história?
Nesse momento ele entrou na sala. Deve ter achado muito estranho nos ver lá, parados, um olhando pro outro, sem reação. Passei por eles sem olhá-los nos olhos. Ainda com a pétala e o bilhete na mão.

- Ei! O que aconteceu? – ouvi Walter gritar da porta.

Fui até um banco afastado dali. Sentei, ofegante, ainda meio confuso com aquilo. Porque ele? A pétala na minha mão estava toda amassada e feia. Joguei fora, com raiva. Não era quem eu pensava ser. Com que cara eu olharia pro Walter agora? Sempre tinha achado que era ele. Sempre.
Abri o bilhete.

Eu sempre reparei em você, desde o começo.

Que coisa mais idiota de se escrever! Que começo? A minha entrada na faculdade? Um maluco que nem sequer me conhecia, isso é o que ele era.
Ouvi passos; era Walter que me encontrara. Ele sempre sabia onde eu estava... Não adiantava me esconder.

- O que aconteceu?

Não olhei pra ele. Não poderia. Todo o tempo que passei achando que ele me mandava aquelas pétalas... Todo o tempo que achei que não era apenas meu amigo. Me senti enganado. Cruelmente enganado. E o pior: fui eu mesmo que me enganei, que me iludi.

- Ei... Rô. Acorda! – Walter chamou, passando a mão diante dos meus olhos. Por um segundo senti que ia chorar. Realmente, ótimo, depois de tudo aquilo ainda ter que chorar por um motivo que eu não poderia dizer a ele qual era!

Mas não teve jeito. Uma lágrima caiu discreta e silenciosamente. Depois outra. E mais outra, até que eu estivesse aos prantos, com a cabeça entre as mãos. Walter não sabia o que dizer, mas reparou no bilhete que eu segurava. Ele o puxou e leu.

- Foi ele que escreveu?

- Foi. – respondi, entre os soluços. Chorava de vergonha.

- Eu não sabia que... Bom, qual foi o problema, exatamente?

Não respondi, mas ele também não insistiu mais. Devia ter percebido que eu não estava nem um pouco afim de contar. Walter passou um braço pelos meus ombros, me consolando, mas me desvencilhei dele. Contato era a última coisa que eu queria naquele momento. Na verdade, meu único desejo era ser tragado pela terra e nunca mais voltar à superfície.

- Vai embora. – eu falei, de repente, contra minha própria vontade. A presença dele piorava as coisas, mas também que ele descobrisse por que.

- Cara, o que foi? – ele falou, confuso, tentando olhar pro meu rosto, que eu escondia nas mãos.

- Vai embora!

Walter ainda tentou falar alguma coisa, mas desistiu. Suspirou resignado e foi embora, me deixando só com a minha confusão. Era tudo tão decepcionante que chegava a doer. Devo ter chorado por muito tempo, porque quando levantei dali já estava quase anoitecendo. Fui até o corredor da minha sala, esperei a aula acabar e todos saírem, e peguei minha mochila. Quando me virei pra sair, dei de cara com Walter me esperando na porta.

- Não vai ser livrar de mim tão fácil. – ele falou, sorrindo. Ao menos não tinha ficado chateado comigo. Já era alguma coisa.

- Walter, eu... O problema não é com você, mas eu queria ficar sozinho, por enquanto.

- O que esse cara fez pra te deixar assim? – ele continuou, como se não tivesse me ouvido. – Olha só pra você, tá com os olhos inchados.

- Eu tô bem. – falei, com a voz fraca. Era ridículo, mas tinha voltado a chorar. Estar tão perto dele me angustiava.

- Não fica assim...

Dito isso, Walter me abraçou e enxugou uma lágrima que teimava em cair pelo meu rosto. Devo ter estremecido, não sei. Era tão confortável ficar ali, encostado a ele, como se nada mais no mundo existisse.
Esse momento deve ter durado uns cinco minutos, senão menos. Ele me soltou, passou a mão pelo meu cabelo, e sorriu mais uma vez. Walter era mais alto e forte que eu. O cabelo, mais comprido e um tanto cacheado, era preto. Os olhos, profundos, eram de um castanho bem escuro, e o nariz comprido e reto. Eu nunca tinha reparado muito nesses detalhes. Pra mim, Walter sempre foi algo que transcendia os aspectos físicos, e pela primeira vez eu estava reparando direito neles. Ele se assustou quando comecei a rir de repente.

- Eu não te entendo, cara. – ele reclamou, revirando os olhos e apagando a luz da sala. Fomos embora.

- x -

No dia seguinte eu estava curiosamente mais leve. A vergonha do dia anterior tinha se tornado uma espécie de alívio. Porque? Eu não sabia. Mas foi o que aconteceu. De repente, passei a aproveitar mais a presença de Walter, sem ficar pensando no que ele fez ou deixou de fazer. Simplesmente era melhor não ter mais a dúvida.
Quanto ao cara do S5, devo tê-lo visto umas duas vezes naquela manhã, sempre me espreitando. Eu só queria distância daquele Lucas. Nem o conhecia, talvez fosse até um cara legal, mas nada naquele momento me convenceria disso.
Por enquanto, a única coisa que eu queria era esquecer tudo o que tinha acontecido. Cheguei até a pensar em jogar fora todas as pétalas guardadas, mas tive pena delas. Pareciam os resquícios de um passado perdido, morto... Mas ainda assim não consegui jogá-las no lixo. Deixei elas lá, dentro da Antologia Poética de Fernando Pessoa, até decidir o que fazer.
Contei ao Walter todo o acontecido, sem mencionar, claro, que eu achava que era ele quem me enviava as pétalas. Pra minha surpresa, ele permaneceu sério durante todo o meu “relato”. Por fim, olhou pra mim com uma certa hesitação que eu não estava acostumado a ver.
Então abriu o caderno e mostrou pra mim um saquinho transparente, com uma pétala amarela dentro.

- É pra você.

---

Até mais... No próximo tem Todos Aqueles Ontens.
o/*

26 comentários:

RafaelGuimaraes disse...

isso é maldade.
Pura maldade.
terminar aí.


e eu amo chuva. *__*
é tão perfeita.
queria sair correndo no meio dela.
:D

Hecton P.Domingos disse...

O que eu acho mais interessante em seus textos, me dá uma impressão que estou lendo um livro bem sedutor e agradável, por isso sempre dou uma olhadinha no blog, pra ver se tem coisa saindo do forno....

Continue Assim..

Abraço

' Rôh disse...

Geeeeeeeeeeeeeeente, q isso... Sua safada não podia fazer isso cmg, eu cheguei a achar que tinha sido o Lucas msm!!! Te odeio pq vc é negra. =P

Aiii, cara, quero a continuação now.


Chata, vou ao CEFET ler os capítulos agr, pq esperar que tu post aqui, haja zé...


Roh

Iury Cézar disse...

quero o Will. T.T' ioauouaoiaiuaoiuaaouiai' :**

Poly Jomasi disse...

adoro quando chove de manhã cedo!!
rsrs
realmente dá um ar nostálgico mesmo ^^'

ps: maldade parar a história assim... rrsrs

bju e obrigada pela força... o resultado só sai no sabado ^^'

GueGue disse...

Obrigada moony, ainda bem que sabemos que essa é a realidade, tenho um presentinho la pra ti! Beijos

' Sofih disse...

Hahaha! Piscina suja não é uma coisa bonita de se ver... =P
Cheiro de chuva é bom demais, mas da chuva mesmo eu não gosto muito não!
Bjos

vida cotidiana disse...

Cada o resto? continua, continua...
Excelente texto, adooro.

.duas doses de desdém - Gui disse...

Obrigada!!!!! :)
Sempre bom te ler!

bjbj

Varda disse...

"A amizade é um amor completo."

Assino embaixo..

E adoro chuva!!
*-*

Sophie disse...

Nossa, adoro essa chuvinha tbm. Apesar de que qndo ia pro colégio, ela me fazia chegar atrasada e com frio ¬¬
:P
Mas eh tão bom, aquele veno frio, o céu nublado, cheirinho de terra molhada!
Amoo o Pra não dizer que não falei das flores, sabia!
Please, não demora pra continuar *-*

=******

Talita S. disse...

Aqui no sul tem chovido demais :T

;*

Homorango disse...

CHuva me deixa trsite e me molha todo, vida de motoqueiro é phod....

Homero luz disse...

Naõ sou muito de chuva nemde frio, mas enfim moro no sul onde isso é comum então.

Essa história não conhecia assim que tiver um tempo leio desde o começo.
bju mony

Isabelle.C. disse...

adoro piscina com chuva, mas depois que inventaram o raio, até tenho medo. mas que é bom é1
adoro acoordar e olhar pela janela tudo nevoado, branquinho, branquinho...
dá vontade de ter alguem ao teu lado mexendo no teu cabelo
beiiiijoooo verde (é por causa do blog´)
e bom sono (eu estou com sono e queria dorrmirrr) huehu

O amor e etc. disse...

Eu queria ter meméria fotográfica, mas não tenho. u_u

Gostei da história e fiquei com pena do menino. "/ Tadinho, ele era feio assim? Mas pq o menino deu uma rosa para ela, o... Walter? Era ele mesmo?

Philip Rangel disse...

Muito bom conhecer seu blog pela primeira vez.....postagem merecida mesmo...

muito bom conhecer novos amigos...

voltarei..

abraços

Sophie disse...

Aaa moony, tbmm ouvi essa música do Little Joy! Que banda massa, cara! Os Backstreet boys eu falo demais pq eh muito nostálgico... Radiohead, cara, Paranoid android, shoooow!
Iron Maiden não gosto ¬¬
Simple Plan, tbm não :P
=**

O amor e etc. disse...

Quando o homem estiver preparado para aceitar as diferenças. "/

GueGue disse...

Aaiinn Moony, relaxa. Agora o blog é aquele mesmo! Ficou fofo né/??

BEijos

Sophie disse...

Ahh, moony. Assisti hj O curioso caso de Benjamin Bottom e sim, é melhor que o The dark knights (minha opinião, claro).
Mas acho que isso, falando no geral. Já que o do Batman (¬¬) teve aquela atuação espetacular (do Heath, óbvio). Bradd Pitt se garantiu muito, mas não supera. ;D
Entretanto, roteiro e o desenrolar da historia é bem mais trabalhado... vou até dar uma comentada no blog depois.

Sobre o Obama, não sabia do caso dos homossexuais... poxa, realmente ele está surpreendendo!
Vivas mesmo, que bom!*-*

bju =*

Magui Jay disse...

Deixei um miminho para vocês num dos meus blogues.

http://chronopoetry.blogspot.com/

Beijinhos.

Varda disse...

Hey,percebi que você gosta muito de histórias de vampiros..
*-*
Vi que você leu A rainha dos condenados!
HÁ,tô lendo ele...

Deka Silva disse...

Tem selo pra você no .Sem Gorduras Trans.!

Sobre este post:
QUERO MAIS!!!!!!

Andryo Dias disse...

Po! Tks, man!

Nenhum Mistério disse...

Amor amei esse cap.
Muito show ><
Num to com muito tempo.
Só passei pra te avisar q postei o fim do Sétimo capitulo de Garoros não choram, la no blog ^^
beijocas =D