sábado, 30 de agosto de 2008

Vai dizer que o tempo não parou naquele momento?

É impossível

Tento mudar o rumo dos meus versos
E é pra você, de novo, que acabo escrevendo
Você se apossa dos meus pensamentos

É você quem está em cada métrica, cada rima
Cada estrofe envolve um punhado de você
E fico formando anagramas sem perceber
Cada palavras escrita me faz te ler...

É impossível da minha poesia te suprimir
-Te incubar, te omitir

Porque, amor, é explícito tudo que por ti sinto
E eu tento mudar o rumo dos meus versos de atrevido
Mas ainda assim admito:
Em cada um deles você está contido.

Rôh

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"- Quanto tempo me resta? - repetiu Veronika, enquanto a enfermeira aplicava a injeção.
- Vinte e quatro horas. Talvez menos.
Ela abaixou os olhos e mordeu os lábios. Mas manteve o controle.
- Quero pedir dois favores. O primeiro que me dê um remédio, uma injeção, seja o que for - de modo que eu possa ficar acordada e aproveitar cada minuto do que sobrou da minha vida[...]
- Qual o segundo pedido?
- Sair daqui, e morrer lá fora preciso subir no castelo de Lubljana, que sempre esteve ali e nunca tive a oportunidade de vê-lo de perto. Preciso conversar com a mulher que vende castanhas no inverno, e flores na primavera; quantas vezes nos cruzamos e eu nunca lhe perguntei como passava? Quero andar na neve sem casaco, sentindo o frio extremo - eu, que sempre estive bem agasalhada com medo de pegar um resfriado.
"Enfim Dr. Igor, eu preciso pegar chuva no rosto, sorrir para os homens que me interessam, aceitar todos os cafés para os quais me convidam. Tenho que beijar minha mãe, dizer que a amo, chorar no seu colo - sem vergonha de mostrar meus sentimentos, porque eles sempre existiram, e eu os escondi.
Talvez eu entre na igreja, olhe aquelas imagens que nunca me disseram nada, e elas terminem me dizendo alguma coisa. Se um homem interessante me convidar para uma boate, eu vou aceitar, e vou dançar a noite inteira, até cair exausta. Depois irei para a cama com ele - mas não da maneira como fui com os outros, ora tentando manter o controle, ora fingindo coisas que não sentia. Quero me entregar a um homem, à cidade, à vida e, finalmente, à morte. "

Fragmento de
Veronika decide morrer.

Boa Noite.

2 comentários:

Mahzinha disse...

Lindo poema (acho q é um poema pelo menos), lindo trecho, eu quero muito ler esse livro. Você me deixou incrivelmente interessada por ele.

Morango disse...

caramba que poeminha massa... de quem é?
ficou massa aki com esse template novo adorei....^^ bjinhu pra ti.