sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Não se preocupe", sorria ele. "Morrer é muito mais difícil do que se acredita."

#1 - Livro favorito

Não vou falar do livro favorito, favoritão mesmo, porque seria sacanagem falar do Encontro Marcado... DE NOVO. Eu já falei tanto desse livro na vida, e exatamente nessa mesma posição, que é melhor variar um pouco. O fato é que o top 3 de livros no meu coração é, atualmente, o seguinte (em ordem alfabética, porque né):

  • A Menina que Roubava Livros
  • Cem Anos de Solidão
  • Grande Sertão: Veredas
  • O Encontro Marcado

Sim, tem quatro livros aí. Me deixa.

Mas vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cem Anos de Solidão.

Autor: Gabriel García Márquez
Ano: 1967
País: Colômbia

"Só quando começou a desmontar a porta do quartinho é que Úrsula se atreveu a lhe perguntar por que o fazia, e ele lhe respondeu com certa amargura: “Já que ninguém quer ir embora, nós iremos sozinhos.” Úrsula não se alterou.
— Nós não iremos — disse. — Ficaremos aqui, porque aqui tivemos um filho.
— Ainda não temos um morto — ele disse. — A gente não é de um lugar enquanto não tem um morto enterrado nele.
Úrsula replicou, com uma suave firmeza:
        — Se é preciso que eu morra para que vocês fiquem aqui, eu morro."

Cem anos de solidão conta a história de uma família, em várias e várias gerações. Se passa no povoado fictício de Macondo. Um gênero? Realismo fantástico.

Histórias de família sempre têm aquela coisa toda especial. Talvez seja o drama - que invariavelmente sempre vai estar lá, porque, oras, estamos falando de famílias, certo? -, talvez seja a possibilidade de acompanhar vidas, talvez seja  curiosidade de saber onde vai dar o destino e se ele está mesmo ligado a outros tantos fatores. Em Cem anos de solidão existem muitos e muitos personagem (dá uma olhada na árvore genealógica), e boa parte deles com o mesmo nome: José Aureliano Buendía. Uma das coisas que eu achei impressionante foi que, mesmo não dando pra se aprofundar totalmente em tanta gente, cada José Buendía é único e em determinado momento não tem mais como confundi-los.

Só li dois livros do Gabriel García Márquez na vida: esse e O amor nos tempos do cólera, que por acaso terminei hoje e fica pra outro dia do meme. Mas mesmo tendo lido pouco, já sou apaixonada pela escrita. Não sou exatamente uma grande fã do espanhol, mas não posso negar que o que é escrito nessa língua tem uma musicalidade própria. E falo isso da tradução mesmo, imagina o original. Mas não é só a língua que dá essa fluidez ao texto, é o estilo do autor também. Gosto tanto desse estilo dele quanto do Saramago, e até que os dois tem lá as suas semelhanças. Fico imaginando esses autores (e Guimarães Rosa também) quando traduzidos pro inglês, ou pra qualquer outra língua não latina. Complicado, né.

Olha ele aqui na lista das 100 melhores primeiras frases de romances.
"Muitos anos depois, em frente ao pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o seu pai o levou a conhecer o gelo." 

Um comentário:

Mundo da Lua disse...

Adoreiiiii, quero ler os 4, hehe, beeijo.