sábado, 23 de janeiro de 2010

All men are created equal. No matter how hard you try, you can never erase those words.

COMBO ANOS 70 - PARTE I

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Não, eu não nasci nos anos setenta. Não tenho sequer a mais vaga idéia do que é ter vivido os anos setenta. Não, mentira, tenho sim. Livros e filmes e pessoas que nasceram nos anos setenta existem pra isso mesmo. Pra gente ter uma idéia de como foi. Vamos direto ao assunto?

Era uma vez uma Moony entediada. Ela resolveu assistir um filme, e foi ver Milk, que estava com muita vontade de assistir. Depois ela assistiu outros três filmes que se passam na década de setenta e pensou: putz, vou fazer um combo com isso.

Antes de qualquer coisa, lembra do que aconteceu nos tão falados seventies? A Wikipedia te ajuda. Resumindo, foram tempos difíceis na questão do preconceito, mas incrivelmente férteis na arte.

Como eu sei que não é todo mundo que tem tempo/disposição pra ler um post do tamanho do universo, vou dividir em duas partes. Dois filmes de cada vez, e pra não deixar ninguém deprimido e infeliz, um filme que vai te fazer chorar litros vai vir acompanhado de um filme que vai te fazer sorrir (que lindo, não?)

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Milk – A voz da igualdade (Milk, 2008)

Harvey Milk foi um pioneiro dos direitos homossexuais nos Estados Unidos, como o primeiro homem abertamente homossexual eleito para um cargo oficial na Califórnia: supervisor da cidade de San Francisco. Foi assassinado em 1978 pelo ex-supervisor Dan White.

Pois muito bem. O filme, do diretor Gus Van Sant, conta essa história. Milk só se tornou ativista depois dos quarenta anos, quando começou a se envolver na política para lutar por direitos para os homossexuais e, numa escala maior, para todas as minorias desfavorecidas.

O filme, em si, visualmente falando, é ótimo. As cenas são perfeitamente fundidas com imagens de documentário. Lindo. Todo o clima dos anos setenta e de como era difícil ser gay naquela época, naquela cidade, naquele país, naquele momento.

Bom, não é novidade, porque eu sou chorona em filmes mesmo, mas: chorei, e chorei litros. Do início ao fim. Chorei porque é revoltante saber que uma lei que proibiria professores homossexuais de ensinar quase foi aceita, porque as pessoas realmente acreditavam (e, não se iludam, muitas ainda acreditam. muitas mesmo) que os gays saíam por aí recrutando crianças para a perversão porque não podiam ter filhos, porque acreditavam que a pedofilia era um crime muitos menos grave do que ser gay. Chorei nas cenas dos movimentos, das revoltas, das eleições, em tudo. Porque se sempre tem alguém pra dizer besteira, também sempre tem alguém pra tentar mudar isso.

Milk mostrou que, se você questiona a homossexualidade, deve questionar também a heterossexualidade. Lembrou que todos, absolutamente todos, nasceram iguais e com os mesmos direitos e que isso é imutável. Ele sabia que poderia morrer e foi em frente, ele sabia que era difícil, que era muito e muito difícil como ainda é hoje, e foi em frente. Essa é a questão.

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C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor (C.R.A.Z.Y., 2005) 


Eu tenho uma história de amor com esse filme desde o momento em que ele estreou aqui no Brasil, há alguns séculos. A primeira coisa que eu notei foi o cartaz, pelo qual me apaixonei loucamente. Depois, pela sinopse. E, pasmem, eu só assisti o filme há uns dois dias atrás.

Enfim, C.R.A.Z.Y. é um filme canadense que conta a história do amor de um filho pelo seu pai e de um pai pelos seus filhos. Simples, não? O título vem da abreviação do nome dos cinco filhos do casal Beaulieu: Christian, Raymond, Antoine, Zachary e Yvan. O pai deles é apaixonado pelas músicas de Patsy Cline e em especial por, adivinhem, adivinhem... Crazy.

(momento moony: também passei a vida toda ouvindo essa música, mas na voz do Julio Iglesias, de quem a minha mãe é fã. Mais uma coisa pra que eu me identificasse pra caramba com o filme)

Zac, que é quem nos conta a história, nos mostra a Quebec dos anos 60, 70 e 80, mas em especial a de 70, quando ele é adolescente. Desde pequeno, quando foi acidentalmente pego pelo pai vestindo as roupas da mãe, Zac é taxado pelos irmãos e todos os outros como a bicha da família. Não é uma situação agradável pra ninguém, principalmente se você tem cinco anos e seu pai é bem conservador.

C.R.A.Z.Y. acompanha Zac desde a infância até os vinte e um anos. Ele ama o pai, ama demais, e não quer desapontá-lo. Mas, pra isso, precisa viver numa mentira, precisa ficar com tudo pra dentro de si.

O filme é bonito, sutil. É realmente a história de uma pessoa, é engraçado, é feliz, é triste, te faz rir e chorar (bom, tudo me faz chorar...) e tudo o mais. E, se você lembrar de tudo o que estava acontecendo nos anos setenta, vai ver como tudo isso enriquece ainda mais o filme e suas referências. O auge do glam rock, os óculos, as roupas, os carros. Os discos. Pink Floyd. Sexo, drogas e rock and roll, literalmente.




Eu posso dizer com toda a certeza que é um filme maravilhoso e que você vai gostar, nem que seja um pouquinho. Que você torcer pelo Zac, que vai se sentir como um velho amigo ou até mesmo mais um dos irmãos. Só não posso te garantir o que você vai sentir, assim, como eu senti. Não sei bem explicar essa parte. Esse filme me pegou de um jeito que há muito tempo não acontecia. Ele estava falando comigo. Era pra mim. Acontecia comigo, e se acontecia com você, vai me entender.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Era Lola em seus slacks. Era Dolly na escola. Era Dolores quando assinava o nome. Mas, em meus braços, era sempre Lolita.


E aí, crianças. Tenho uma listinha de filmes para falar sobre, mas não to afim de fazer isso hoje. Vamos falar de outras coisas.

Bom, pra quem não sabe, vamos começar dando notícias: como eu sou a desocupada-mor do universo e não resisto à pequenas tentações e novidades, fiz um formspring. Ou seja, se quiser me fazer alguma pergunta qualquer dia desses, é só chegar lá e fazer. E fiz mais um blog. É, é isso aí. Vocês devem estar cansados de me ver chegar aqui e falar “fiz mais um blog!”, mas é a realidade xD Sabe por quê? Porque eu precisava de um. De qualquer modo, tá mais explicadinho lá.

Enquanto isso, ando produzindo fics mais loucamente do que nunca, mas acho que isso não chega a interessar muita gente (anyway, pottermaníacos, cliquem aí no “fics”).

Ah, e eu estou lendo Lolita. Estou exatamente na metade, mas é mais por preguiça de continuar do que por qualquer outra coisa. Não temam, o livro não é ruim, é só que dá uma... sei lá, uma estancadinha no meio, mas parece que depois flui melhor.

Pra quem não sabe, Lolita é um livro de Vladimir Nabokov, que conta a história de Humbert Humbert, um homem que se apaixona perdidamente por sua enteada. E ela tem doze anos. Sim, é sobre pedofilia. Sim, é doentio. E, sim, é boa literatura e quem vier dizendo que um livro desses não deveria ser lido leva uma voadora. É como dizer que ler O Apanhador no Campo de Centeio incentiva a violência. Vou te contar um segredinho: um livro faz o que você quer que ele faça por você. Ninguém vira um serial killer ou pedófilo ou whatever porque leu um livro. Tenha a cabeça no lugar e seja feliz.

Até mais :) Juro que quando terminar de ler Lolita venho falar mais do livro aqui.

domingo, 3 de janeiro de 2010

E olha só até onde nós chegamos...

Pois é. Eu e Rôh chegamos a quase-começar a ter idéias para um post coletivo, mas nem rolou.

Um pouco atrasada, eu venho falar que sou o tipo de pessoa que gosta de Natal e Ano Novo, mas que dificilmente gosta de ficar saindo por aí espalhando bons votos. Sei lá, só não faz o meu tipo mesmo. Mas, inevitavelmente, eu começo um ano novo me lembrando do anterior. Ou seja, eu acabo caindo no clichê de um jeito ou de outro.

No dia primeiro desse mês eu contabilizei minhas metas cumpridas de 2009: oito de quinze. É um bom número, não é? É, sim. Eu não vou enumerar de novo as coisas que pretendo fazer nesse ano, porque possivelmente serão as mesmas que você pode encontrar no último post de dezembro de 2008, por exemplo. Na verdade, eu nunca mudo muito as minhas vontades. Pelo menos não as fixas, já que as passageiras estão sempre – e obviamente – indo e vindo.

Pensando bem, as passageiras é que são eternas. Mas não vamos filosofar agora.

Como eu já devo ter mencionado uma vez no Twitter, não consigo viver sem um ou dois projetos megalomaníacos na cabeça. Quem sabe neste ano um deles sai do papel? Seria divertido.

Por enquanto, ficamos com o essencial: Moony & Rôh desejam a todos um feliz 2010. Paz, harmonia, saúde e derivados estão incluídos no “feliz”, portanto não precisam ser necessariamente citados. Ops, já citei.

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Tá, esqueçam meu mal humor involuntário de uma madrugada sem café. Amo vocês. -q

(por falar em ano novo, passem lá no We Never Lost Control que tem um post com Os Melhores de 2009.)