sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Você entrou no sol, criança. E sobreviveu para contar a história - Marius, em O Vampiro Armand.

Hallö, pessoas...

Há séculos tô com vontade de escrever umas coisinhas mais interessantes pra postar aqui, mas a enxurrada de provas do fim de semestre não me permitia i.i Mas agora estou de férias *_*

Como o restante do primeiro capítulo de Todos Aqueles Ontens (sim, o primeiro capítulo acaba hoje!! xD) é relativamente curtinho, vou me dar ao luxo de escrever um pouco e postar o novo selo que o .status quo. recebeu xD

-----

Primeiro o selo:


Esse aqui foi indicado pelos blogs Sem Gorduras Trans, Varda, Blá, blá, blá... etc e tal's! e Sophie.

Regras:

1. Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”.










2- Poste o link do blog que te indicou:

.Sem Gorduras Trans.
Varda

Blá, blá, blá... etc e tal's!
Sophie

3- Indique 10 blogs de sua preferência:

je' suis
Aja Modéstia!
Irracionalidade Racional
Nenhum Mistério
O que uma garota pensa
Development
I wanna be sedated
Duas doses de desdém
.das minhas convicções.
Thays Lima


4 - Avise seus indicados.

5- Publique as regras.

6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.8- Só vale se todas as regras acima forem seguidas.


Prontinho ^^

Os outros selos, indicados pela Sophie, pela GueGue do Carpe Diem e pela Magui Jay do Chrono Poetry II já foram colocados aqui ao lado ^^ São os três últimos, e indico pra mesma listinha do selo Olha que blog maneiro!

-----

Eu andei pensando ultimamente... A gente convive com tantas pessoas na vida, mas tão poucas delas fazem realmente alguma importância! São tantos amigos, tantas pessoas que, naquele momento em especial, a gente acha que vão estar ao nosso lado pra sempre.

Mas isso acaba não acontecendo.

Dá pra contar nos dedos das mãos os amigos-realmente-amigos que tenho xD Tive alguns outros que, na época, foram muito incrivelmente importantes pra mim, mas hoje em dia nem nos falamos mais. Não por raiva ou qualquer outra coisa assim, mas simplesmente porque não mantivemos contato.

É tão cruel encontrar um desses amigos na rua e não se lembrar do rosto dele imediatamente! É cruel perceber que a ausência de uma pessoa já não faz mais tanta diferença pra você. É cruel saber que uma amizade tão forte virou um “e aí, como você vai?”...

Acabei de voltar da “confraternização” (porque chamam assim? Pra mim tá mais pra reunião mesmo xD) de despedida do P3 (3º semestre). Agora só volto lá no CEFET pra fazer uma prova de Química (a última da minha vida, antes da UECE! xD), e então... Férias e esperar pelo P4 ^^
Foi boa, a confraternização/reunião... Pela primeira vez na vida tenho contato com (quase) todas as pessoas com quem convivo naquela sala. Sempre fui meio anti-social, mas desde que entrei no CEFET isso tem diminuído a cada semestre ^^

Não quero perder o contato com essas pessoas... Não quero deixar de ter crises de riso com elas...

Mas, enfim...

Agora é aproveitar meu tempo livre para:

- voltar a desenhar;
- (tentar) aprender a tocar violão;
- ouvir todas as músicas que baixei e não ouvi;
- ler os livros que pude ler durante a temporada de provas;
- escrever;
- digitar os capítulos prontos do Will;
- etc...

Ok, é isso... Agora o Will ^^


------

Aqui está o último pedaço do primeiro capítulo (nossa, que difícil xD) de Todos Aqueles Ontens:


Todos Aqueles Ontens

Parte I - Prelúdio para a solidão


Capítulo 1 – Palavras de um futuro incerto (Continuação)


O Natal daquele ano chegou e se foi como todos os anteriores. Não chegava a ser minha época favorita, apesar de não ter nenhum motivo especial para pensar assim. Eu gostava apenas do frio e do movimento nas ruas.

Mil novecentos e oitenta e um começou gelado e com cara de ressaca; toda pessoa que eu via na rua parecia ter passado as últimas duas semans destruindo o fígado. Mas, naquele começo de janeiro, quando cheguei à Stefani & Stefani, vi que Orlando era exceção.

Não nos falávamos desde aquela tarde em que acabei sendo espremido contra a parede. Nosso relacionamento, se é que já tínhamos um, já começou cheio de falhas de comunicação. Nesses últimos dias ele só tinha telefonado quando eu não estava em casa. Cheguei a pensar que fosse proposital.

- Vou fechar a livraria. – ele disse, quando subimos a escada.

- Porquê?

- Não dá lucro.

Simples assim. Ele foi até a cozinha; movido por um impulso, me adiantei e tirei a jará da cafeteira das suas mãos.

- Onde está o pó? – perguntei.

Com um sorriso e sem dar uma palavra, ele abriu o armário e de lá tirou o pote do café. Depois se sentou na bancada e ficou me olhando.

- Vá em frente.

Eu fui. Não dava pra entender como ele conseguia tornar ruim algo tão simples de se fazer. Enquanto eu observava a cafeteira fazer seu trabalho, Orlando desceu da bancada.

- Você é um rapaz muito prendado. – ele sussurrou, enquanto me abraçava.

- Sei disso. Onde tem mel?

Um tanto intrigado, ele me soltou e foi buscar. Enchi uma xícara de café, pus uma colher de mel e lhe entreguei.

- Não está ruim.

- Claro. Fui eu que fiz.

- x -

- O que acha de ser meu namorado? – ele perguntou de repente, já no sofá.

- Acho que não sei o que dizer – respondi, algum tempo depois. Tinha sido pego de surpresa. – Ou o que pensar - acrescentei, um tanto trêmulo.

- Não acho que seja exatamente o tipo de questão em que se precise ficar pensando, porque, se pensar, vai acabar achando errado.

- E não é? – perguntei baixinho, com vergonha de mim mesmo pela pergunta.

Orlando me olhou como se eu o tivesse ofendido. Depois sua expressão mudou para algo parecido com pena, e me beijou.

- Isso parece errado?

- x -

Foi assim que começou, simples como um beijo. Minha cabeça, no entanto, era um turbilhão de contradições; resolvi seguir o conselho de Orlando e não pensar. Talvez por isso eu lembre desse início mais como um sonho do que como algo que realmente aconteceu. Era como os campos de girassóis, que foram se tornando apenas uma lembrança luminosa e confusa com o passar dos anos.

-----

Preview básica do Capítulo 2 - Dizes que sou feliz, e não mentes:

“Naquele momento tive vontade de chorar. Cheguei a sentir meus olhos se encherem de lágrimas, e nem sabia ao certo o porquê disso. A lareira, a conversa, os anéis em nossos dedos; tudo parecia tão surreal. Orlando ali, na minha frente, me dando certeza de que tudo ficaria bem.
Tão surreal e, no entanto, era tudo em que eu conseguia acreditar.”



Comentem para fazer Moony feliz xD~
Até mais...

domingo, 25 de janeiro de 2009

"Tudo em ti foi naufrágio"- Pablo Neruda

Nossa, sinto que faz tempo que não escrevo nada aqui, além de minhas poesias que, evidentemente, falam por mim. Mas, ainda assim, gostaria de escrever para além destas hoje. Estava pensando como eu e Moony temos alguns gostos parecidos, tipo gostar de chuva, dia desses descobrimos que talvez seja justamente porque quando nos conhecemos, chovia muito, em pleno verão no hemisfério sul. E também gostamos muito do outono, eu, gosto porque acho uma estação completamente melancólica, ótima para compor... Todas aquelas folhinhas caindo, rs. É uma pena que aqui no nordeste a lógica das estações não se manifestem tão plausivelmente, por assim dizer. Fora a coincidência dos gostos pelas estações do ano e fenômenos climáticos, é difícil dizer... Na verdade, estou sento injusto, temos ainda a paixão pelas letras, as histórias, literatura, poesia, MPB (...)
É, por mais que eu fique tentando nos auto-sabotar, sim, ela é o amor da minha vida.

Gostaria muito de ser tão feliz assim no amor, mas pelo que segue aqui embaixo vocês descobriram que não, na verdade nem deveria fazer qualquer analogia entre minhas poesias e eu. Porque a poesia não deve ser relacionada com seu autor, nunca! A não ser que seja autobiográfica, deve-se considerar sempre o eu - lírico. Muito embora sempre há muito da percepção própria do autor em tudo que ele escreve, até mesmo a forma de escrever, depende da soma de sua vivência em determinadas áreas, por isso que muda a percepção de uma determinada 'coisa', para cada autor, saca?

Eis a poesia:





ACABOU...




...E a perspectiva de você estar
Em outros braços, agora, - me mata

E descobrir de repente que não mais sou
Aquele amor que você tanto sonhou
Que já não são meus braços que você procura
Não mais são minhas tuas noites, tuas...
E que não sou mais a razão da tua vida
- como me dizias, que mentira!

Meu Deus, porque dói tanto?
Ando chorando pelos cantos
Rezando a todos os santos
- mas eu sei que jamais serei atendido.
Porque nada agora é capaz de domar a dor
E a perspectiva de viver sem teu amor:
Acabou.





Rôh

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

É só lembrar que o amor é tão maior que estamos sós no céu...

Hallö...

O título é um verso de Conversa de Botas Batidas, do Los Hermanos ^^

Aqui finalmente começou a chover. Não tá chovendo todo dia, mas uma manhã ou outra chove. Ontem, por exemplo, foi um dos raros dias em acordei cedo xD Lá pelas sete da manhã começou a chover. Adoro quando isso acontece. Adoro o cheiro de chuva que fica. É tão nostálgico... Mas não nostálgico no sentido triste. É o tipo de coisa que me faz pegar o ônibus sorrindo xD

Tenho memória olfativa xD O cheiro das coisas me faz lembrar determinadas situações ou pessoas... Não sei exatamente o que o cheiro da chuva me faz lembrar, talvez seja algo muito remoto, do meu inconsciente (xD). Mas o fato é que gosto muito. É como a sensação de estar, finalmente, em casa.

Também fazia tempo que eu não nadava. Ainda mais na chuva. É legal *-* E a piscina do CEFET está tão limpa (trocando o filtro xD~)! É um prazer extra, poder olhar pra baixo e ver o fundo, em vez da água turva e cheia de microorganismos desconhecidos xD~

É muito bom ter esses momentos... Eu ando ficando triste, às sem motivo, às vezes com motivo... A parte boa é que isso me dá vontade de escrever. O que significa, basicamente, que é o que me faz pegar o Will e adiantá-lo mais. Acabei um capítulo dele ontem mesmo ^^

Dia desses vi uma frase que não me saiu da cabeça. Foi em uma site de astrologia, e a frase era a seguinte:

"(...)um amor que aos poucos evoluirá para uma amizade."

O que me chamou a atenção foi o fato da amizade ser considerada uma evolução em relação ao amor. Uma vez eu disse aqui:

"(...)Porque, ao menos pra mim, não é possível amar amante algum mais do que a um verdadeiro amigo ou amiga. A amizade é um amor completo."

Evolução, entendem? Não é maravilhoso? Pensem nisso ^^

E eu estava devendo o capítulo sete do Pra não dizer que não falei de flores (eita, nome grande xD) e aqui está ele. Verdade seja dita, terminei agora mesmo xD~


----

Capítulo 7 – Vergonha

Ele estancou, com a mão ainda dentro da minha mochila, com a típica expressão de quem foi pego no ato. Minha única atitude foi correr até lá e arrancar a mochila da mão dele, que ficou parado no mesmo lugar, me olhando. Conferi minhas coisas, pra ver se nada faltava. Bom, faltar não faltava; na verdade sobrava.
Lá estava, dentro do caderno. Uma pétala, dessa vez cor-de-rosa, e um bilhete. Ambos estavam um pouco amassados; talvez Lucas os tivesse apertado na hora do susto. O fato é que estavam lá. Olhei pra ele, com as “provas” na mão. Não sei que expressão eu tinha, mas o sentimento era um misto de decepção e confusão. Eu nunca tinha falado com aquele cara. Nunca tinha sequer reparado nele antes da festa. E Walter? Onde ficava nessa história?
Nesse momento ele entrou na sala. Deve ter achado muito estranho nos ver lá, parados, um olhando pro outro, sem reação. Passei por eles sem olhá-los nos olhos. Ainda com a pétala e o bilhete na mão.

- Ei! O que aconteceu? – ouvi Walter gritar da porta.

Fui até um banco afastado dali. Sentei, ofegante, ainda meio confuso com aquilo. Porque ele? A pétala na minha mão estava toda amassada e feia. Joguei fora, com raiva. Não era quem eu pensava ser. Com que cara eu olharia pro Walter agora? Sempre tinha achado que era ele. Sempre.
Abri o bilhete.

Eu sempre reparei em você, desde o começo.

Que coisa mais idiota de se escrever! Que começo? A minha entrada na faculdade? Um maluco que nem sequer me conhecia, isso é o que ele era.
Ouvi passos; era Walter que me encontrara. Ele sempre sabia onde eu estava... Não adiantava me esconder.

- O que aconteceu?

Não olhei pra ele. Não poderia. Todo o tempo que passei achando que ele me mandava aquelas pétalas... Todo o tempo que achei que não era apenas meu amigo. Me senti enganado. Cruelmente enganado. E o pior: fui eu mesmo que me enganei, que me iludi.

- Ei... Rô. Acorda! – Walter chamou, passando a mão diante dos meus olhos. Por um segundo senti que ia chorar. Realmente, ótimo, depois de tudo aquilo ainda ter que chorar por um motivo que eu não poderia dizer a ele qual era!

Mas não teve jeito. Uma lágrima caiu discreta e silenciosamente. Depois outra. E mais outra, até que eu estivesse aos prantos, com a cabeça entre as mãos. Walter não sabia o que dizer, mas reparou no bilhete que eu segurava. Ele o puxou e leu.

- Foi ele que escreveu?

- Foi. – respondi, entre os soluços. Chorava de vergonha.

- Eu não sabia que... Bom, qual foi o problema, exatamente?

Não respondi, mas ele também não insistiu mais. Devia ter percebido que eu não estava nem um pouco afim de contar. Walter passou um braço pelos meus ombros, me consolando, mas me desvencilhei dele. Contato era a última coisa que eu queria naquele momento. Na verdade, meu único desejo era ser tragado pela terra e nunca mais voltar à superfície.

- Vai embora. – eu falei, de repente, contra minha própria vontade. A presença dele piorava as coisas, mas também que ele descobrisse por que.

- Cara, o que foi? – ele falou, confuso, tentando olhar pro meu rosto, que eu escondia nas mãos.

- Vai embora!

Walter ainda tentou falar alguma coisa, mas desistiu. Suspirou resignado e foi embora, me deixando só com a minha confusão. Era tudo tão decepcionante que chegava a doer. Devo ter chorado por muito tempo, porque quando levantei dali já estava quase anoitecendo. Fui até o corredor da minha sala, esperei a aula acabar e todos saírem, e peguei minha mochila. Quando me virei pra sair, dei de cara com Walter me esperando na porta.

- Não vai ser livrar de mim tão fácil. – ele falou, sorrindo. Ao menos não tinha ficado chateado comigo. Já era alguma coisa.

- Walter, eu... O problema não é com você, mas eu queria ficar sozinho, por enquanto.

- O que esse cara fez pra te deixar assim? – ele continuou, como se não tivesse me ouvido. – Olha só pra você, tá com os olhos inchados.

- Eu tô bem. – falei, com a voz fraca. Era ridículo, mas tinha voltado a chorar. Estar tão perto dele me angustiava.

- Não fica assim...

Dito isso, Walter me abraçou e enxugou uma lágrima que teimava em cair pelo meu rosto. Devo ter estremecido, não sei. Era tão confortável ficar ali, encostado a ele, como se nada mais no mundo existisse.
Esse momento deve ter durado uns cinco minutos, senão menos. Ele me soltou, passou a mão pelo meu cabelo, e sorriu mais uma vez. Walter era mais alto e forte que eu. O cabelo, mais comprido e um tanto cacheado, era preto. Os olhos, profundos, eram de um castanho bem escuro, e o nariz comprido e reto. Eu nunca tinha reparado muito nesses detalhes. Pra mim, Walter sempre foi algo que transcendia os aspectos físicos, e pela primeira vez eu estava reparando direito neles. Ele se assustou quando comecei a rir de repente.

- Eu não te entendo, cara. – ele reclamou, revirando os olhos e apagando a luz da sala. Fomos embora.

- x -

No dia seguinte eu estava curiosamente mais leve. A vergonha do dia anterior tinha se tornado uma espécie de alívio. Porque? Eu não sabia. Mas foi o que aconteceu. De repente, passei a aproveitar mais a presença de Walter, sem ficar pensando no que ele fez ou deixou de fazer. Simplesmente era melhor não ter mais a dúvida.
Quanto ao cara do S5, devo tê-lo visto umas duas vezes naquela manhã, sempre me espreitando. Eu só queria distância daquele Lucas. Nem o conhecia, talvez fosse até um cara legal, mas nada naquele momento me convenceria disso.
Por enquanto, a única coisa que eu queria era esquecer tudo o que tinha acontecido. Cheguei até a pensar em jogar fora todas as pétalas guardadas, mas tive pena delas. Pareciam os resquícios de um passado perdido, morto... Mas ainda assim não consegui jogá-las no lixo. Deixei elas lá, dentro da Antologia Poética de Fernando Pessoa, até decidir o que fazer.
Contei ao Walter todo o acontecido, sem mencionar, claro, que eu achava que era ele quem me enviava as pétalas. Pra minha surpresa, ele permaneceu sério durante todo o meu “relato”. Por fim, olhou pra mim com uma certa hesitação que eu não estava acostumado a ver.
Então abriu o caderno e mostrou pra mim um saquinho transparente, com uma pétala amarela dentro.

- É pra você.

---

Até mais... No próximo tem Todos Aqueles Ontens.
o/*

sábado, 17 de janeiro de 2009

Queria dizer coisas engraçadas em momentos propícios. Mas acabo sempre levando alguém a cometer suicídio.


O REMATE DAS HORAS




Perverso é o teu amor que me maltrata
E por negligência tua, amarga minha alma
Deixando meu mundo a mercê dos versos incertos

E os meus versos a mercê do mundo funesto

Nem as horas do relógio sabem me dizer

O que faço pra poder te esquecer
Eu fico observando o movimento dos ponteiros que se arrastam
Burlando o itinerário das horas que retardam

Enquanto esse teu amor, perverso!
Me envenena a alma




tic-tac, tic-tac...


~Rôh

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

You've got time, you've got time to escape - All those yesterdays / Pearl Jam

Olá, pessoas...

POST EDITADO EM 14/01:

Gente, estou editando só pra postar aqui os selos que foram indicados para o .status quo. pelo Homero, do Divagações e anormalidades de uma mente ociosa, e pela Sophie.

Do Homero:


Eu indico para:

Jellyfish
Sophie
Irracionalidade Racional

E da Sophie:






Que eu indico para:

Jellyfish
Irracionalidade Racional
Nenhum Mistério
Aja Modéstia!



Agora o post original:

----

Vou postar hoje a continuação de Todos Aqueles Ontens, mas antes vou falar umas coisinhas...

Ultimamente eu andei bem triste... Não sei bem porque, é uma coisa que me acontece às vezes, isso de ficar triste sem motivo. Mas aí, quando cheguei em casa, simplesmente vi que tinha chegado uma carta pra mim. Uma carta da Rebeca, uma amiga minha que foi morar (e estudar, evidentemente xD~) nos Estados Unidos há mais ou menos um ano.

A gente sempre se fala por e-mail (ela não tem msn), e há alguns meses eu mandei (enviei, pros não-cearenses xD~) uma carta pra ela. E agora veio a resposta ^^

Eu fiquei muito feliz. Confesso que quase chorei lendo. Quase, porque eu sou meio difícil de chorar >.<" Ela sabe como eu gosto do outono. Aliás, acho que todo mundo que me conhece sabe disso xD Dá pra notar até pelo Will xD~ Então sabe o que ela colocou na carta? Folhas de outono. Daquelas que parecem uma estrela. Ainda tô atrás de um saquinho, pra elas não estragarem i.i Eu até tirei uma foto, mas meu celular tá frescando com a minha cara e não quis conectar com o computador ¬¬ Mas tudo bem, eu supero e posto a foto outro dia. Ah, e eu fiquei muito feliz com os comentários do post anterior ^^ Continuem assim xD~ E agora, a continuação do primeiro capítulo de Todos Aqueles Ontens: --- Parte I - Prelúdio para a solidão


Capítulo I - Palavras de um futuro incerto (Continuação)


Naquela época eu não era nem um pouco sociável. Al era, praticamente, meu único amigo. E eu estava feliz assim. Acho que por isso já dá para avaliar minha dificuldade em resolver ir ver o cara da livraria de novo.

Parecia tão absurdo, tão incrivelmente ilógico e surreal, voltar àquela livraria só para vê-lo mais uma vez, que adiei o momento tanto quanto pude. Mas a necessidade foi mais forte que o meu senso de absurdo.

Eu não sabia o que faria lá, não sabia o que diria. Nem sequer sabia se ele estaria lá. Cheguei ao extremo ridículo de sonhar com aquele cara.

No meu sonho Orlando era uma presença forte, porém pouco nítida. Eu sabia que ele estava ali, me observando, mas não o via. Acordei quando senti, de uma forma assustadoramente real, sua mão esbarrando na minha. Um contato rápido, mas que fez (ou pelo menos achei que fez) todo o meu corpo tremer com um calafrio.

Apenas depois disso decidi, finalmente, ir àquela livraria na sexta-feira seguinte. Uma péssima idéia: passei a semana inteira num estado deplorável de ansiedade. E acho que o mais me angustiava era pensar o tempo todo no porquê de estar tão nervoso.

Foi assim que, na tão esperada sexta, meus pés me levaram quase que automaticamente até lá. Passei alguns segundos com a mão na maçaneta, tentando ajustar meus pensamentos, mas, por fim, entrei. Um sininho tocou quando abri a porta, e Orlando levantou os olhos dos papéis que lia, com a expressão de surpresa desconfiada que todos os donos de negócios falidos adquirem ao ver um cliente.

Ele estava na mesa perto da escada. Usava óculos, mas se apressou a tirá-los. Ou muito me engano, ou o sorriso que vi passava a impressão de que eu era muito esperado. Eu disse “oi”, e como resposta recebi um “fique à vontade”.

Para não parecer que eu tinha ido lá só pra ficar olhando pra cara dele, me meti entre as estantes e dei uma olhada nos livros. Era terrivelmente sufocante sentir o cheiro forte de mofo por todos os lados, mas fiz o possível para agüentar. Alguns exemplares nem eram tão velhos assim, e foi um desses mais conservados que me arrisquei a pegar. Era um volume único de O Conde de Montecristo. Na primeira página estava escrito “Orlando S. - 1972” numa caligrafia firme e inclinada. Meus pensamentos sobre o motivo de ele ter posto os próprios livros à venda foram interrompidos quando ouvi passos na escada.

Recoloquei o livro na estante e voltei ao hall. Orlando não estava mais na mesa. Aproveitei para continuar olhando os livros e, em quinze minutos, ouvi novamente os passos. Por algum motivo estranho que preferi não tentar identificar, minha respiração ficou descompassada quando percebi que ele se aproximava. Quando ele se postou atrás de mim e tocou meu ombro, eu já nem respirava mais.

Me virei lentamente, com medo de que as batidas do meu coração fossem ouvidas. Para mim, elas já estavam ensurdecedoras. Orlando tinha uma xícara de chá em cada mão, e me ofereceu uma, que aceitei; seria uma ótima maneira de descongelar minhas mãos, que quase tremiam. Mais uma vez me perguntei a razão de estar tão absurdamente nervoso, e mais uma vez não obtive resposta.

Perdido nesses questionamentos intermináveis, só percebi que tinha subido para a casa dele quando sentamos no sofá. Silenciosamente, tomamos nosso chá, lado a lado. Nem por um segundo me atrevi a olhar para ele. No entanto, me sentia observado.

Quando consegui relaxar mais, lhe perguntei sobre Al. Depois de constatar que realmente tínhamos alguém em comum, passamos algum tempo conversando sobre como o mundo é pequeno e outras amenidades. Enfim, tudo se resumiu numa visita bem comum, até eu notar que já passava das oito da noite.

- Tenho que ir. Já é tarde. - falei, já me levantando.

- Te deixo lá. - ele disse, como se fosse a coisa mais normal do mundo um cara que só vi duas vezes ir me deixar em casa.

Recusei educadamente umas quatro vezes, e ele desistiu, mas não sem antes me fazer prometer que voltaria.


- x -

E então começou: toda semana eu aparecia por lá, e ele foi “visitar o Al” algumas vezes (a visita sempre acabava na minha casa). Não teve jeito; nos tornamos amigos. E a livraria ficou com uma aparência muito mais saudável quando comecei a dar palpites nela.

O “problema” nisso tudo era que eu não podia negar que, por mais acostumados que estivéssemos um com o outro, o nervosismo sempre me acompanhava toda vez que eu o via. Principalmente quando a distância entre nós diminuía.

Eu já tinha até parado de me perguntar o motivo disso. Tanto que, com o tempo, a resposta foi se formando, no fundo da minha consciência, e cresceu tanto que se tornou impossível de negar. Ela dançava bem na frente dos meus olhos, todo o tempo. Mas só a aceitei definitivamente quando aconteceu o que iria determinar todo o resto da minha vida.

- x -

Foi no finzinho daquele outono. Estávamos perto do Natal, mas ainda não tinha começado a nevar. Eu já não encontrava Orlando apenas na livraria; nós saíamos juntos de vez em quando, ao cinema, ou pra fazer compras de Natal.

No fim de uma tarde de sábado em que saímos para simplesmente dar uma volta, nos refugiamos do vento gelado em um pub. Era um lugar velho e escuro, quase sem clientes. A única iluminação vinha de uma lâmpada amarela, fraca, dependurada no teto por um emaranhado de fios elétricos.

O balconista parecia estar dormindo. Orlando o acordou e, depois de me avaliar por alguns segundos, pediu duas cervejas. Nos sentamos e, algum tempo depois, o homem surgiu com duas enormes canecas cheias para nós. Tomamos alguns goles daquela coisa quente e ruim chamada cerveja, e tentamos conversar. Em cinco minutos o silêncio já reinava novamente, interrompido apenas pelos sons estranhos que o homem do balcão fazia quando esfregava os copos com alguma coisa que ele achava que podia limpá-los. O sol estava se pondo, deixando o pub com uma iluminação alaranjada e melancólica.

Então reparei que, no fundo, encostada na parede, perto da janela por onde entravam os últimos raios de sol daquele dia, havia uma jukebox. Fui até ela e pus Day Tripper para tocar. A coitada engasgou, ameaçou não conseguir, mas por fim a música saiu.

O balconista parecia levemente assustado com o funcionamento repentino de algo há tanto tempo abandonado, e Orlando, passada a surpresa inicial, ria. Afinal, não é todo dia que se vê uma jukebox renascer das cinzas do esquecimento.

Voltei para a nossa mesa, e tentei tomar mais daquela terrível coisa amarelada. Orlando saiu do seu lugar à minha frente e sentou-se ao meu lado. Eu sabia que ele me observava, calado, como sempre, e já não me importava mais com isso. Só comecei a achar a situação estranha quando senti seu braço passando pelas minhas costas. Instintivamente, olhei para o balcão; o homem tinha sumido, e Orlando tinha aproveitado a oportunidade.

Até então eu ainda não tinha criado coragem para me virar para ele. Meu corpo todo parecia feito de pedra, e minha cabeça já começava a girar. Depois do que me pareceram horas, ele segurou meu queixo e me fez encará-lo. Seus olhos estavam mais cinzentos ainda, mas não consegui olhar para eles por mais de dois segundos. De repente senti que ele me beijava, e ainda levei alguns instantes até reagir. Foi um beijo rápido e, pelo menos de minha parte, assustado.

- x -

É muito fácil contar como um relacionamento aparentemente perfeito acaba, mas contar como ele começou não é uma tarefa tão simples assim. Eu poderia dizer que, depois daquele beijo, começamos automaticamente a namorar, ou ainda que todo o processo aconteceu lenta e respeitosamente, e que já estava tudo predestinado para que nos conhecêssemos e ficássemos juntos... Mas não foi assim. Bom, talvez fosse realmente o destino, mas isso eu não posso confirmar. E talvez seja melhor esclarecer, antes de qualquer coisa, que não era a primeira vez que eu me interessava por um rapaz, e que não convém explicar tudo sobre isso agora.

O fato é que, a meu ver, nossa amizade se encaminhou naturalmente para um objetivo, que era, obviamente, o que houve (ou melhor, o que começou) no pub. Foi lento, sim. Se ele quisesse ter resolvido logo as coisas, poderia ter simplesmente me convidado pra sair, cheio de enésimas intenções, e num instante saberia se eu estava realmente interessado nele ou não.

Mas não. Orlando sempre foi um cavalheiro. Um belíssimo cavalheiro, aliás. E devo parar de enrolar e contar o que aconteceu depois daquele beijo.

Bom, aconteceu que acordei no dia seguinte com a cabeça girando e com a ligeira impressão de ter tomado um porre (o que experiências posteriores confirmavam ter sido realmente apenas uma impressão, e muito ligeira). Assim que sentei na cama, precisamente às dez horas da manhã, lembrei de todo o ocorrido de uma vez só, como uma pancada na cabeça.

Lembrei claramente dos olhos dele, incrivelmente perto de mim, e de constatar que eram realmente cinzas. Lembrei de como me senti derreter nos seus braços e de como ele soltou meu cabelo. E lembrei daquela expressão faminta que ele tinha quando terminou o beijo.

Me meti debaixo do chuveiro, o que não foi exatamente uma boa idéia, já que a manhã estava fria. E as imagens não paravam de pular na minha mente, me fazendo sentir mais culpa a cada segundo. Eu não queria nem pensar na possibilidade de perdê-lo. Mas, no fundo, eu sabia que isso não aconteceria. Ele me beijou, não foi? Soltou meu cabelo, me trouxe mais pra perto dele. E ainda me deixou em casa. Não, eu não iria perdê-lo.

- x -

O telefone tocou pouco depois do almoço. De alguma forma eu já sabia quem era. Atendi quase tremendo.

- Oi. Tá melhor? – foi o que ele disse depois dos “alôs” iniciais.

- Aham.

- Hm... Que bom.

Ridículo. Eu não sabia o que dizer, e ele também não. E ainda por cima fingíamos que nada tinha acontecido. Era o mais fácil a fazer no momento, afinal. Ao menos ele teve coragem de telefonar.
Sei que depois daquela ligação fiz o que me pareceu ser o mais sensato; me enfiei na cama, com a cabeça debaixo do travesseiro. Nada me tiraria dali, pensei. Nunca mais teria coragem de olhar na cara do Orlando...

Claro que a minha pequena tragédia adolescente não terminou assim. Em uma semana o encontrei de novo. Saímos juntos, fomos a uma praça e por lá ficamos, admirando o lago quase congelado e as pessoas com suas dezenas de sacolas. Faltavam cinco dias para o Natal.

- Devo pedir desculpas? – ele perguntou, de repente.

- Não. – respondi, dois segundos depois.

Não falamos mais nada. Estávamos sentados num banco e tomávamos enormes copos de café. Ele passou um braço pelas minhas costas e se aproximou de mim. Afastou meu cachecol e beijou a curva do meu pescoço. Estremeci. O hemisfério norte congelando e ele me beija com os lábios quentes de café!

Eu deveria estar sonhando. Só poderia ser um sonho, estar sentado ali, ao lado do homem mais bonito que eu já tinha visto. Era tão perfeito que me dava medo.

- Está tremendo de frio? – ele perguntou, perigosamente perto do meu ouvido.

- Não. Eu não estou tremendo.

Nunca, jamais, duvide da capacidade de uma pessoa dizer bobagens quando é bruscamente interrompida de seus devaneios com uma pergunta óbvia.

- Quer voltar? – ele perguntou, rindo.

- Não. Tá tudo bem. – respondi, talvez um pouco rude demais.

Mas ele não se importou com isso. Ele nunca se incomodava com minhas bobagens. Apenas soltou meu cabelo e me beijou mais uma vez. Atrás da orelha, pra ser mais específico. O café tinha acabado, mas a boca ainda estava quente.

Olhei ao redor. Ninguém reparava em nós. Só queriam saber de seus próprios umbigos. Que bom.

- Vem. – ele disse, se levantando e estendendo a mão.

E eu, evidentemente, a segurei e fui com ele. Se ele tivesse dito esse “Vem” no momento em que estivesse pulando de um prédio, eu teria ido também. E acho que ele sabia disso.

Fomos pra casa dele. Estava quase anoitecendo. Quando entramos na livraria, ele não se incomodou com a escuridão. Nenhuma luz acesa; mais uma vez, eram apenas os escassos raios de sol poente. Orlando tirou o meu casaco e meu cachecol e depois tirou os dele também.

Me senti ser imprensado contra a parede. Senti as mãos fortes na minha cintura. O hálito quente no meu rosto. Ele me beijou; tinha gosto de café. Era um beijo lento, quente, experiente. Eu só me deixava conduzir. Ele gostava de mexer no meu cabelo. Quase perdi o fôlego, mas ele não parou. Me entreguei totalmente. Derreti. Talvez tenha até gemido, não sei. Ele era tão mais alto que eu, e no entanto estávamos ali, perfeitamente encaixados, nos beijando como loucos. Talvez eu já nem tivesse os pés no chão.

Em algum lugar do meu inconsciente entorpecido registrei que aquele homem definitivamente tinha sangue quente nas veias. Muito quente. Talvez até demais.

- Ei, ei ,ei, calma!

Ele parou imediatamente. Me afastei um pouco, totalmente sem forças, só para manter uma distância respeitável e segura. Naquela época eu ainda tinha algum juízo. E ele tinha resolvido se manifestar quando, entre aqueles beijos absurdamente inebriantes, percebi que, uma vez nos braços de Orlando, ele faria o que quisesse comigo, e eu não teria a menor chance de me defender. Qual não foi meu alívio ao ver que ele parou quando reclamei!

- Desculpa. – ele murmurou, ofegante, se afastando para acender a luz.

É isso aí. Bom garoto.

-----

Ok. Pra quem estranhou o fato de eles terem ficado juntos tão rápido, não se preocupem, por que o foco da história não é como eles ficariam juntos e sim... Bom, não vou dizer xD~
E o primeiro capítulo ainda não acabou!! xD
Tem mais outro dia ^^
Bye!!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Não és bom nem és mau: és triste e humano - Olavo Bilac

"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria sempre interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."
(Trecho de O Encontro Marcado, de Fernando Sabino, p. 145)


Bom, aqui estou eu para cumprir o prometido: começar a postar, oficialmente, o Will. A citação acima, de O Encontro Marcado, é pra simbolizar o quanto esse livro significou para mim, não só na criação e continuação da história, mas também na minha vida, pois cada vez que eu o leio acabo melhorando em algum aspecto. Dessa vez ele me fez conseguir terminar o primeiro capítulo do Will, que estava "empacado" há anos (!). Como esse primeiro capítulo é um tanto "grande" para ser publicado em um post só, vou publicá-lo aos poucos. Hoje vai o Prólogo e o primeiro pedaço.


Esclarecimentos básicos sobre a história para ninguém se perder:


1 - A história, que se chama Todos Aqueles Ontens, é dividida em um Prólogo, quatro partes (subdivididas em três capítulos cada), e um Epílogo;

2 - O título veio da música All Those Yesterdays, do Pearl Jam. A história não tem nada a ver com a música, e o título é provisório (ou não...);

3 - Essa é uma história yaoi. Se você for procurar o significado da palvra yaoi por aí, vai encontrar páginas dizendo que é um "gênero de publicação que tem o foco em relações homossexuais entre dois homens e tem geralmente o público feminino como alvo"*, mas nesse caso o termo yaoi está sendo usado como uma uma "segunda definição, comumente usada por escritores de fanfics, que aplica yaoi para histórias com romance sem presença de conteúdo sexual explícito(...)"*. Então, agora que está tudo devidamente explicadinho, se você não quer ler, não leia, mas depois não venha dizer que não avisei ¬¬ (maiores esclarecimentos sobre o gênero yaoi em um post futuro o/);

* citações retiradas da Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Yaoi)

4 - Plágio é crime. Seja original e não copie.

Ok, então... Vamos lá. o/

-----

Todos Aqueles Ontens

Prólogo


Londres, Inglaterra. 1973.


Uma campainha tocou em um típico bairro inglês de classe média alta. Tocou mais uma vez, e ainda outra. Quem insistia era um rapaz moreno, visivelmente desacostumado com o frio da véspera de Natal. Alguns vizinhos interromperam seus cânticos para dar uma espiada; só podia ser estrangeiro. Trazia duas malas consigo.


A porta foi aberta. Uma senhora rechonchudamente simpática deu as boas vindas ao estranho e o ajudou com a bagagem. Tudo o que os vizinhos curiosos puderam ouvir foi algo como “James não disse que você viria”. Depois disso, o suave baque da porta sendo fechada, e os cânticos voltaram.

- x -

- Só peço pra ficar até o ano novo, depois me viro.

O rapaz ia falando enquanto aceitava os pães que a Sra. Bradford lhe passava.

- Pode ficar o quanto for preciso. Só gostaria de saber o motivo dessa... Bem, dessa sua saída repentina de casa.

O Sr. Bradford, cachimbo entre os dentes, claramente evitava a palavra “fuga”. Seu visitante olhou para o amigo, bem à sua frente na mesa, como se pedisse ajuda.

- Deixe-o descansar, pai. É Natal. – James falou.

E assim foi feito. O Sr. Bradford ainda imaginava o que um rapaz sempre tão responsável como aquele poderia ter feito para querer (ou precisar) fugir de casa. Sua mulher, no entanto, só se preocupava em aquecê-lo e alimentá-lo bem.

- Nos trópicos não neva. – ela dizia, enquanto pegava mais um suéter, para logo depois perguntar: - O México fica nos trópicos?

- x -

Na madrugada de Natal, enquanto todos dormiam, os rapazes conversavam no quarto de hóspedes.

- Você vai voltar? - James perguntou.

- Não.




Inglaterra, Londres, distrito de Brixton, 1977.


- Já chegamos? – o garoto perguntou à mãe, em russo.

Ele tinha acabado de acordar; tinha pegado no sono em Gales. Quando a mãe disse “Sim”, ajeitou-se melhor no táxi para olhar a paisagem.
Estavam passando por um mundo que, em seus doze anos de vida, ele nunca tinha sequer imaginado. Nunca tinha visto prédios, nem tantos carros juntos. E o barulho era ensurdecedor! Teve vontade de chorar, chegou a sentir o ardor na garganta, lhe sufocando... Mas não podia; afinal, não era mais nenhuma criança.

Mas estava assustado.

Depois de mais uma hora o carro passou por um lugar completamente diferente do anterior. As casas não eram os edifícios de concreto, com janelas de vidro. Eram prédios baixos, encardidos, que pareciam se amontoar uns sobre os outros. Havia mais barulho; uma completa cacofonia de línguas e músicas estranhas.

E as pessoas... O garoto nunca tinha visto pessoas daquelas cores, que variavam do dourado ao marrom-escuro. Ele as achou tão bonitas... Eram cores quentes. Nada pareciam com a neve que ele deixara pra trás. Até seus sorrisos o aqueciam.

Por fim, chegaram a outro lugar, e nesse não havia tanto barulho. Nem prédios. Apenas casas; todas iguais, com varanda, garagem e jardim. Desembarcaram na última casa da última rua. No jardim só havia grama. Nenhuma flor ou árvore.

Enquanto a mãe pagava o táxi, ele olhou para os lados; de um estava Londres, distante e sombria. O fim do mundo. Do outro, estava o sol, ainda alto, e um campo verde que se estendia por outros vilarejos. O começo do horizonte.

- x -

- Nós vamos voltar? – ele perguntou à mãe quando ela pôs a chave na fechadura da nova casa.

- Não.

---

Parte I - Prelúdio para a solidão

Capítulo I - Palavras de um futuro incerto

Novembro de 1980; outono. Por algum motivo estranho, os grandes acontecimentos da minha vida sempre vinham no outono. E o primeiro de todos eles foi o meu nascimento, em 22 de outubro de 1965. Mas isso não importa agora.

O que importa é que, nesse início de novembro, as coisas começaram a mudar. Percebi isso quando, pela primeira vez desde que cheguei a Londres, mudei o caminho pra casa, entrando em uma rua diferente da que costumava entrar. Fiz isso porque tive a idéia repentina e irresistível de comprar sorvete. Entrei numa rua onde desconfiava que houvesse uma padaria e saí de lá com uma lata de 400 ml de sorvete de flocos na mão, pronto para continuar o caminho normal. Mas tive outro impulso e resolvi comer numa praça ali perto, tranqüilamente sentado. E foi o que fiz.

Uma das coisas mais bonitas do outono são as praças; elas ficam aconchegantes e douradas, quando as árvores soltam as folhas secas... Fiquei sentado lá, admirando o vento do fim de tarde derrubar as folhas quando outra coisa me chamou a atenção: um homem, com vários livros nos braços, lutando para não deixar nenhum cair. Por fim, ele os despejou no banco onde eu estava e se sentou também, cansado e praguejando palavrões em espanhol. Baixei a cabeça pro meu sorvete quase terminado, sem querer ser notado, mas não deu muito certo.

- Boa tarde. - ele disse, esticando o pescoço para me ver do outro lado dos livros. Acenei, pensando “Já é quase noite, mas tudo bem”, e voltei ao sorvete, mas já tinha acabado. Suspirei e coloquei a lata ao meu lado. Já estava pegando a mochila e levantando para ir embora quando o tal falou de novo, parecendo ter superado uma grande crise interior: - Será que você poderia me ajudar a levar isso? Eu moro a umas duas ruas daqui; não é muito longe.

E foi aí que o olhei pela primeira vez com atenção. Era moreno, tinha cabelos pretos e olhos claros que pareciam suplicar para que eu o ajudasse. Hesitei por alguns segundos, mas depois murmurei um “Tá”, e então vi seu sorriso pela primeira vez; um sorriso de alívio, mas autêntico. Ele levantou e dividiu a pilha em duas partes, entregando uma pra mim, e seguimos rumo à sua casa.

- Eu sei que não devia estar pedindo isso, que é um abuso e tudo o mais, - ele dizia, enquanto andávamos – Mas tava meio difícil ir sozinho.

- Tudo bem. - respondi. Percebi que ele me olhou de relance, e continuei andando.

Ao fim de poucos minutos chegamos em frente a uma livraria chamada Stefani & Stefani. O homem se contorceu um pouco para pegar as chaves e abriu a porta. Entramos.

- Pode colocar aqui. - disse, me indicando uma mesa.

Uma vez livre do fardo dos livros, dei uma olhada no lugar. Era pequeno, escuro e cheirava a mofo. Terrível.

- Orlando. - ele se apresentou, me estendendo a mão.

- Will. - respondi, apertando a mão oferecida.

- Moro lá em cima. - ele continuou, apontando uma escada atrás da mesa. - Se quiser, sabe...

- Claro. - respondi, sem saber. Segui-o através da escada estreita.

A primeira visão que tive da casa foi um choque. Ao contrário da livraria, era bastante clara e limpa. Orlando se adiantou até a cozinha e começou a preparar algo que me parecia ser café. Quando ele trouxe as xícaras eu já estava no sofá, e ele se sentou também.

- A livraria é sua, então? - perguntei.

- É.

- Pois é horrível. Cheira a livros velhos. - comentei, displicente. Depois me recriminei por esse péssimo hábito de ser sincero, mas ele não pareceu dar importância. Na verdade, apenas riu.

- Precisa de uns cuidados mesmo... - disse, depois de algum tempo, e continuou bebendo o café. Eu já tinha desistido do meu na metade; era muito ruim.

Percebi então que os olhos dele eram cinzentos. Como uma tempestade. A pele era morena de sol e quase brilhava, ou talvez eu estivesse apenas delirando. Nunca tinha visto uma cor tão bonita assim... Levantei, decidido a ir embora, mas algo me dizia que se ele dissesse “Não vá” eu não mexeria mais um músculo sequer.

- Já vai? - ele perguntou quando lhe devolvi a xícara. Que pergunta idiota! Era óbvio que eu estava indo embora, mas me limitei a responder um simples “Já”. Orlando se levantou também e, passando à minha frente, segurou a porta para mim. - Quando der...

- Certo.

Ele não precisava terminar as frases; eu sempre sabia o que queria dizer, desde aquele momento, e sempre saberia. Mas isso não fazia dele uma pessoa previsível; na verdade, dava uma sensação boa de que nos conhecíamos o suficiente para não falar. Naquele momento era apenas uma sensação, claro, porque eu só o conhecia há uma hora, mas mesmo assim foi bom. Foi o que me deu confiança para lhe abrir um sorriso quando já estava saindo e dizendo “Tchau”.
Desci a escada sozinho e, ao sair para a rua, vi que ele me olhava de uma janela. Acenei mais uma vez e continuei meu caminho. Enquanto andava sentia seu olhar me seguindo até a esquina como uma presença quente e protetora.

- x -

- O que você tem? - Al me perguntou de repente, levantando os olhos do caderno.

Estávamos no quarto dele, estudando. Também acontecia com Al isso de não precisar de palavras; eu sabia que ele se referia ao estado sonhador em que eu me encontrava desde a noite anterior.

- Nada demais... Aconteceram uma coisas estranhas ontem.

- Que tipo de coisas estranhas? - ele insistiu, voltando a fazer o dever.

- Ajudei um cara a carregar uns livros.

- E o que isso tem de estranho?

- Ah, sei lá... É que fiquei pensando nele depois, só isso. - respondi, tentando me esquivar de mais perguntas. Não funcionou.

- Como ele era?

- Moreno, alto, bonito e gentil. - despejei.

- Resumindo, é o sonho das colegiais de Londres... - ele zombou. Joguei um travesseiro nele, o que serviu para adiar a próxima pergunta. - Qual o nome dele?

- Orlando, porquê? - perguntei, distraído, mas percebi que ele parecia reconhecer alguma coisa quando falei o nome.

- E ele tem uma livraria chamada Stefani & Stefani, pois é... - ele continuou, rindo. Eu ainda estava perplexo. - Acho que você conheceu meu primo.

- Como é que é? Ele não pode ser seu primo, ele tem muito mais melanina que você e... Ai, caramba... - dei um tapa na minha própria testa. Tinha acabado de me ocorrer mais uma coisa que me escapara na noite anterior. - Como eu não me toquei que vocês têm o mesmo sobrenome? - perguntei, desolado.

- Acontece... Meu pai tem um irmão que vive no México e se casou por lá.

- Isso explica a melanina.

- É, explica.

- Você seria mais bonito se fosse moreno como ele. - comentei.

Rimos por algum tempo e voltamos aos livros. Só então percebi que o jeito de Orlando me lembrava Al de alguma forma. Que burrice não lembrar o sobrenome dele!

- Vai voltar lá? - ele perguntou depois de vários minutos de silêncio.

- Acho que sim... Não sei, talvez... Mas porque eu voltaria?

- Pra vê-lo de novo, oras.

- E porque eu quereria vê-lo de novo?

- Isso é alguma espécie de auto-análise?

- Responde, vai... É importante pro meu autoconhecimento.

- Tá... Você quer vê-lo de novo para entender porque pensa tanto nele.

- Boa resposta... Acho que é isso mesmo...

- Então vai lá hoje.

- Hoje não; semana que vem.

- Como queira.

------

Notas do Prólogo:
1. A primeira parte trata da chegada de Orlando a Londres. Apesar do protagonista ser Will, mostro sua chegada na segunda parte do prólogo por questões de tempo. Afinal, Orlando chegou alguns anos antes;

2. Tomei a "liberdade poética" de fazer com que haja uma espécie de "conjunto habitacional" tranqüilo e chato nas vizinhanças de Brixton. Não conheço bem (ainda!) a geografia de Londres, então perdoem os erros o/*


A quem chegou até aqui, obrigada ^^
Em breve mais do primeiro capítulo...

domingo, 4 de janeiro de 2009

"Querido diário, de palavras inconformadas... " (Eduardo Coreixo)

O Post de hoje é surpreendente, sobretudo para minha amiga e colega com quem compartilho este blog, Moony.
É que no último post dela, ela enfim intitula sua recente história, o "Todos aqueles ontens". E baseando-me no título criei um textinho, uma poesia, não sei ao certo, para servir de prelúdio ao Todos aqueles ontens quando este tornar-se uma série de Hollywood. xD.

Claro que, não está de todo pronto, ainda falta fazer alguns ajustes, mas não pude segurar o excitamento de postá-lo; peço, pois, que reconsiderem, rs

~~x~~


TODOS OS ONTENS


Para Moony

Todos aqueles ontens
E o que restou de nós:
Lágrimas pelos cantos
Cartas de desencontros
Poesias que nunca serão lidas
Beijos que nunca serão selados- roubados

Todos aqueles ontens
E o que restou de ti
Ainda procura por mim
Debaixo das cobertas
Em cima dos telhados
Pelos cantos do quarto- dentro do armário

Todos aqueles ontens
E o que restou de mim
E do meu ser
irremediavelmente
ainda busca por
todos aqueles ontens- todos os ontens


"Você é o pensamento recorrente, que não sai da minha mente"

~~x~~

Um abraço, Rôh~;D

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

What to say to make you come again? - Superstar / Sonic Youth

Hallö...
Aqui estou eu de novo, dessa vez em 2009 o/*, e ouvindo Pearl Jam, meu novo vício ^^
Rafael e Sophie indicaram um selo para o .status quo. Aqui está ele, lindo e maravilhoso:





E indico para:

Nenhum Mistério
19 de Novembro
Irracionalidade Racional

Os dois primeiros são blogs que acompanho há algum tempo, e têm muito conteúdo, além de terem servido como mais uma forma de contato com amigas que estão longe, ou com que eu não tenho visto há algum tempo ;__; (Vanessa e Patrycia).
O Irracionalidade Racional foi um dos primeiros a entrar na listinha de blogs aí ao lado ^^ Ano passado eu tava super-hiper-mega sem tempo, e só tinha internet no CEFET. Ou seja, não dava pra acompanhar direto todos os posts, mas sempre que dava eu passava lá (mesmo sem comentar >.<) e pretendo nesse ano (já que finalmente estou com internet em casa o/) acompanhar os blogs que eu gosto decentemente.

Regras:

1.Postar o selo em seu blog, tendo consciência do propósito de promover uma confraternização em blogueiros, homenagem à seus trabalhos.
2.Dizer de quem recebeu.
3.Repassar a "Declaração" para outros blogs (quantos quiser) que você realmente queira declarar o seu amor por belos trabalhos. Deixar link do homenageado, sem esquecer de avisá-lo!
4.Postar as regras.



Aproveitando o momento “respondendo tudo”, vou responder aos memes que o Rafael (do Jellyfish) indicou ao .status quo. :


Primeiro:


As regras são as seguintes:

1. Linkar a pessoa que te indicou.
2. Escrever as regras do meme em seu blog.
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5. Deixe a pessoa saber que você o indicou, deixando um comentário para ela.
6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.


1. Adoro este blog, e o fato de estar conseguindo mantê-lo há tantos meses devidamente atualizado xD Isso não é fácil pra mim... Faz uns cinco anos que tenho blogs, e nunca consegui levá-los adiante. Eu passava meses sem postar nada... Com o .status quo. foi diferente. Quando o criei eu queria que ele fosse um blog meu e do Rôh, e só consegui colocá-lo no blog depois de já ter feito alguns posts sozinha. Hoje em dia ainda é meio difícil a gente conseguir entrar em consenso sobre quando cada qual deve postar, mas tudo acaba se resolvendo xD


2. O Rôh é, e sabe que é, a pessoa mais especial da minha vida (agora em fevereiro serão três carnavais, né? ^^). Ele agüenta minhas loucuras, tenta me entender do jeito estranho e louco que eu sou e me ampara quando eu preciso (e eu preciso muito). É a única pessoa que me entende, e uma das poucas das quais eu não consigo ter raiva. Ele deve ter estranhado essa última frase, porque a gente briga demaaaaaais, e gravemente, mas é verdade... Eu não consigo ter raiva dele. Eu brigo, insulto, reclamo, fico puta com uma ruma de coisa, mas passa cinco minutos e eu já me arrependo.


3. Eu sou uma pessoa estranha. Completamente louca. Algumas pessoas gostam de mim, outras me odeiam, outras não estão nem aí... Sou altamente ciumenta e possessiva com amigos (as), namorados (as) e derivados. Tenho milhares de defeitos (já contados em outro post ¬¬). Eu sou um saco. Não sei como o Rôh me agüenta. Brigo o tempo todo com as pessoas que eu gosto, e com as que não gosto também. Sou problemática, instável, explosiva e chata. Nem eu me agüento às vezes.


4. A coisa que mais gosto de fazer na vida é escrever. Tenho vários projetos, alguns começados, outros esquecidos, outros quase terminando. Quero fazer tanta coisa ao mesmo tempo, que acabo não fazendo nada. Gosto quando dizem que eu escrevo bem, gosto de dar um up no ego de vez em quando xD Gosto de ver um capítulo terminado, um comentário novo. Já que, como já postei aqui uma vez, cada escrito meu é um sofrimento pra sair, cada um que acaba é um novo presente pra mim. Sensação de dever cumprido. Não um dever ruim, como algo forçado, mas sim algo que eu precisava fazer e consegui fazer. É bom. É ótimo.


5. O Will. Ele é o meu projeto mais importante. É o espelho da minha vida. Ele tem quase cinco anos. Eu não sabia nada quando comecei; sempre gostei de escrever, mas não escrevia bem. O Will foi minha escola. Ele foi absorvendo todas as influências que recebi nesses anos, foi se modificando, foi virando algo tão importante... É minha válvula de escape, meu jeito de me aliviar da minha própria vida e entrar na dele. Ser a vida dele, decidir, dar um rumo à história... Não vou saber o que fazer da minha vida quando ele acabar de ser escrito xD


6. E por último... CEFET. Sempre foi meu sonho entrar lá. Rôh dizia que era o sonho da minha família, não o meu, e tal, mas não. É meu mesmo. Meu grande objetivo era conseguir entrar e estudar lá. Me formar lá, ter o orgulho de dizer que foi lá que estudei. Fiz a prova em 2006 e não passei. Ok, bola pra frente... Fiz de novo em 2007 e consegui. Realizei um dos meus sonhos mais importantes da época. O começo foi complicado, era difícil ver os amigos, eu não tinha tempo pra nada, tava me adaptando... Agora é isso, em março começa o quarto semestre; metade do curso. Metade! Parece que foi ontem... Hoje o CEFET é o meu segundo lar, é onde eu passo as manhãs e tardes, me dedicando a fazer o que eu sempre quis: me formar lá. Poder colocar no currículo: Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará. (se bem que estamos em transição, vai virar IFET – Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Ceará). Eu tenho orgulho sim de estudar lá, não nego. Eu encho a boca pra dizer, se alguém perguntar xD Eu consegui chegar lá, e estou conseguindo me manter lá até agora. A cada semestre é menos gente na sala. O pessoal vai desistindo. Outros ficam. E enquanto eu for dos que ficam, vou me orgulhar, sim. Talvez as pessoas pensem: você dá muita importância a isso, etc... Bom, eu dou mesmo. Meu objetivo é simples: quero ter uma boa formação pra ter um bom emprego. Simples. E pra isso eu tenho que correr atrás e dar muita importância ao que já tenho.


Indico para responder:

19 de Novembro
Irracionalidade Racional
Hyoukami

Thays Lima
Kátia Flávia


Segundo:

Regras:
-Passar para 5 pessoas.
-Assim que responder me envie um comentário avisando
-Não esquecer que é um meme feito pelo Assuntos Assim, direitos totalmente reservados.

1-A última pessoa com quem falou hoje: minha mãe
2-A última coisa que falou: “pensei que fosse um cara que eu conhecia” (xD)
3-O último pensamento: “pqp, Rôh ainda não entrou no msn”
4-A última pessoa que se reconciliou: Strokes
5-A última pessoa com quem brigou: meu pai, como sempre ¬¬
6-A última pessoa que falou de Deus pra você: nem lembro...
7-O último lugar que você gostaria de estar: na sala xD
8-O último filme que assistiu: O fabuloso destino de Amélie Poulain (muito bom o/*)
9-O último livro que leu ou que está lendo: Risíveis amores, de Milan Kundera e Agosto, de Rubem Fonseca.
10- O último presente que ganhou: um colar muito bonitinho *.*
11- A última coisa que gostaria de estar fazendo: estudando análise de circuitos >.<
12-O ultimo telefonema feito ou atendido no seu celular ou telefone: minha irmã
13-O último conselho que deu e pra quem deu: que talvez ela (a pessoa) devesse pensar em como está agindo, pra melhorar. Não vou dizer quem foi xD
14- A última vez que chorou e pq: faz um tempinho... foi durante a última meia hora de A Lista de Schindler, o melhor e mais triste filme que eu já assisti.
15-O que faria hoje se fosse seu último dia de vida?: diria pra algumas pessoas coisas que eu já deveria ter dito há muito tempo, e ficaria com o Rôh o máximo de tempo possível (e impossível).


Indico para:

19 de Novembro
Irracionalidade Racional
Kátia Flávia
Livre Pub
Thays Lima



E é isso...
Aviso: ainda esse mês começo a postar o Will, paralelamente ao Pra não dizer que não falei de flores, sob o título de Todos aqueles ontens.
Sei que o post vai ficar meio enorme, mas vou falar um pouco de 2008.
Foi um ano bom. Tranqüilo. Eu não sabia que dava pra levar uma vida tranqüila, mas dá sim xD O começo foi complicado, foi o fim de um namoro que tinha (quase) tudo pra dar certo, mas não deu. Foram tempos de adaptação.
Lá pra outubro fiquei meio deprê, mas isso não ruim. Serviu pra me ajudar. Hoje acho que encaro as coisas de um jeito diferente. Foi nesse mês também que assumi pra mim mesma que estava apaixonada por uma pessoa, e disse isso à ela. Não rolou nada, mas foi bom mesmo assim xD Ele é um cara muito especial e sempre vai ser. Fazia muito tempo que eu não me sentia assim, foi como uma renovação... Talvez nunca aconteça nada, mas estarei feliz enquanto ainda formos amigos.
É assim... A cada ano que passa eu acho que as coisas tendem a melhorar *momento estranhamente otimista de Moony, a pessismista*.
E agora aqui estou eu, cumprindo o clichê básico de falar do ano que passou e dizer que o próximo vai ser melhor xD
Quero que esse seja O Grande Ano. Quero realizar velhas vontades, sonhos antigos, projetos esquecidos. Quero começar de novo.
Bom, então vamos lá...