sábado, 31 de maio de 2008

Parece cocaína, mas é só tristeza - Há tempos / Legião Urbana

Bom, como todos podem ver, mudei o layout do .status quo.
Sabe como é, né, essa de ter dois autores complica xD Tenho que pôr algo que sirva pra nós dois... O lay da cereja era muito bonitinho e tal, mas só estava adequado quando o blog era só meu xD

A propósito, [P].a.[R].ente (por favor, diga que escrevi o nick direito >.<") não está podendo postar ultimamente, porque está sem internet por tempo indeterminado... Eu deveria ter avisado isso há dias, mas deixa pra lá xD

Ai, caramba, estou realmente sem imaginação pra escrever qualquer coisa... Isso é inaceitável! xD~

Voltei a ler fics... Tinha parado por pura e simples falta de tempo >.< Aí do lado coloquei uma lista das minhas fics favoritas, mas acho que vou tirar, ficou meio estranho nesse lay xD
Droga, eu realmente não estou conseguindo escrever nada que preste...

Fui!


Minha namorada - Vinícius de Moraes

Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber por quê

Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer

Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois

quarta-feira, 28 de maio de 2008

"Sirius, me ouça. Deus nos deu três grandes instrumentos: o cérebro, a mão e a bunda..."

A singela frase do título é uma fala de Remus em Pecados Íntimos, de N. Shibboleth. xD~

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Daniel na cova dos leões - Renato Russo

Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo
De amargo e então salgado, ficou doce
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços
E ainda leve e forte e cego e tenso
Fez saber que ainda era muito
E muito pouco

Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é um espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção

Mas tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Sempre me disseram que eu tinha cara de psicopata.

A frase acima é (ou pelo menos era pra ser) a primeira frase de uma tentativa de mangá que eu fiz, mas deixa pra lá... xD

Bom, a maioria das pessoas que lerem esse post (como se fossem muitas! ô ilusão) não vai entender bulhufas do assunto, mas vou tentar dar uma explicada geral...

O Will é um personagem que essa criatura aqui que vos fala criou há anos e anos atrás. E eu escrevo e reescrevo a história dele desde então. Não sei se vai terminar um dia (xD), mas é minha "válvula" de escape, talvez até um alter-ego xD

Vou publicar aqui um trecho da Parte III - Prelúdio para um encontro, que escrevi um dia desses. É só um rascunho, então não liguem para os possíveis erros de gramática.

Só esclarecendo esse trecho:

1- Eu costumo escrever em primeira pessoa, sempre. Mas dessa vez resolvi experimentar em terceira pessoa pra ver como ficava. Acho que não ficou muito ruim xD

2- Nessa parte Will, que é professor, está casado e tem um amante, que, por acaso, é um de seus alunos (xD). É, eu sei, é bem clichê... >.<"

3- Essa história é yaoi/shonen-ai/gay/homo/mxm ou seja lá que nome você prefira. Se não quer ler, nem chegue perto, mas não reclame que não avisei!

Tá, vou parar de enrolar...

Parte III - Prelúdio para um encontro (Fragmento)


O rapaz adormecido em seus braços respirava tranquilamente. Na mesinha de cabeceira repousavam três ou quatro miosótis quase murchos. Porque ele dera miosótis ao rapaz? Porque supor que eus gostos eram iguais? Talvez fosse essa a necessidade que lhe obssecava; a de encontrar um igual, de que rapazes representassem fielmente a sua própria juventude perdida.

Não suportando mais esses pensamentos, ele se levantou e foi até a cozinha. De repente se deu conta de que aquela não era a sua casa. Mas ele se infiltrara ali; aqueles eram seus livros, suas flores, seus filmes, suas roupas jogadas no sofá. Ele se metera na vida de outra pessoa por pura obssesão.

Voltou ao quarto, devagar, para não acordar o outro. Vestiu-se, procurou o maço de cigarros e saiu para a rua. Ali sentia finalmente algum alívio. Já não estava mais enclausurado naquele apartamento em que ele tentara, inconscientemente, amar sua própria imagem.

Aquele garoto dourado de olhos claros, tão doce, que gostava dos livros e das flores que ele trazia, quem mais seria a não ser ele mesmo há quase quinze anos? O que ele buscava nesse garoto, afinal? Apenas a si mesmo, os anos que perdeu. Ele o faria sorrir como nunca lhe fizeram. O faria feliz, lhe ensinaria as coisas que não sabia quando tinha essa idade. Seria o pai e o amante.

Pensava nisso a cada tragada. E quando echava os olhos via aquele corpo jovem envolto apenas em fumaça (1). Aquela mesma expressão inocente de um anjo enquanto dorme. Abriu os olhos; mais um suspiro esfumaçado. Sentia alta da doçura daquele rapaz. Dos olhos suplicantes de amor. Dos beijos ternos, que pareciam dizer "como você é bom pra mim". Do calor do corpo dele.

Não podia estar amando aquele rapaz. Seu coração estava trancado a sete chaves já havia muito tempo. Fechara-se no momento em que lhe disseram "eu te amo". Estranho, sim. Ele decidira abandonar o amor quando percebeu que sofria a eterna solidão do ser que é amado e não ama. (2)

- x -

- Will!

Justin lhe chamava, da sacada do apartamento. Começara a chover, mas ele não tinha percebido. Lentamente, como num sonho, entrou no prédio e pegou o elevador.

- Porque você saiu na chuva?

- Não estava chovnedo quando saí.

O rapaz ia perguntar mais alguma coisa, mas foi calado por um beijo.

- Dorme mais um pouco. - Will sugeriu, deitando-o na cama desfeita.

- Pra onde você vai?

- Pra cozinha.

E foi. Fez café e depois voltou ao quarto. Com a xícara na mão, sentou-se na beirada da cama para ver seu garoto dormir. Tirou-lhe uma mecha de cabelos da testa, e ele abriu os olhos mais uma vez.

- Café?

- Não.

Will terminou seu café, pôs a xícara na mesinha, e beijou seu garoto novamente. Deitou-se ao seu lado, sob os mesmos lençóis. Pouco tempo depois tinha, mais uma vez, aquele corpo quente e jovem sob si. Mais uma vez chamando seu nome entre beijos e sussurros sôfrregos, na escuridão daquela madrugada úmida e fria.


............................

(1) Descarada alusão ao verso de Gorki (Visto-te apenas com a fumaça do meu cigarro)

(2) Verso da música Filho Único, de Cazuza.

domingo, 25 de maio de 2008

You know I'm no good - Amy Winehouse

Acordar

Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da Rua do Ouro,
Acordar do Rocio, às portas dos cafés,
Acordar
E no meio de tudo a gare, que nunca dorme,
Como um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono.

Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo.

À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se
Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma,
E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo.

Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne,
Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha,
Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom,
São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada,
Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes,
Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades que vão leste-oeste,
Seja
A mulher que chora baixinho
Entre o ruído da multidão em vivas...

O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito,
Cheio de individualidade para quem repara...

O arcanjo isolado, escultura numa catedral,
Siringe fugindo aos braços estendidos de Pã,
Tudo isto tende para o mesmo centro,
Busca encontrar-se e fundir-se
Na minha alma.

Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.

Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.

Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,
Para aumentar com isso a minha personalidade.

Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.

Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.

Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.

A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.

Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.

Dá-me lírios, lírios
E rosas também.

Dá-me rosas, rosas,
E lírios também,
Crisântemos, dálias,
Violetas, e os girassóis
Acima de todas as flores...

Deita-me as mancheias,
Por cima da alma,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Meu coração chora
Na sombra dos parques,
Não tem quem o console
Verdadeiramente,
Exceto a própria sombra dos parques
Entrando-me na alma,
Através do pranto.

Dá-me rosas, rosas,
E llrios também...

Minha dor é velha
Como um frasco de essência cheio de pó.

Minha dor é inútil
Como uma gaiola numa terra onde não há aves,
E minha dor é silenciosa e triste
Como a parte da praia onde o mar não chega.

Chego às janelas
Dos palác ios arruinados
E cismo de dentro para fora
Para me consolar do presente.

Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.

Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.

Por isso, não te importes com o que eu penso,
E muito embora o que eu te peça
Te pareça que não quer dizer nada,
Minha pobre criança tísica,
Dá-me das tuas rosas e dos teus lírios,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Fernando Pessoa

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? - Poema em linha reta / Fernando Pessoa

All those beautiful people

(Todas essas pessoas bonitas)

I want to have them

(Eu quero tê-las)

I want to have them all

(Eu quero tê-las todas)

All those porcelain models

(Todos esses modelos de porcelana)

If only I could...

(Se ao menos eu pudesse...)

If only I could make them fall

(Se ao menos eu pudesse fazê-los cair)

Be my heart a well of love

(Seja o meu coração um poço de amor)

Flowing free so far above

(Fluindo livre para longe e acima)

A wintry eve once upon a tale

(Era uma vez uma véspera invernal)

An ugly duckling lost in a verse

(Um patinho feio perdido num verso)

Of a sparrows carol dreaming the stars (...)

(Da melodia de pardais sonhando com as estrelas)

In my world love is for poets

(No meu mundo, o amor é para os poetas)

Never the famous balcony scene

(Nunca a famosa cena do balcão)

Just a dying faith on the heaven’s gate

(Só uma fé que morre nas portas do paraíso)

Crystal pound awaits the lorn

(A moeda de cristal espera pelo infeliz)

Tonight another morn for the lonely one is born

(Essa noite, outra manhã nasce para o solitário)


(Swanheart – Nightwish)


Talvez eu poste algum poema de Fernando Pessoa hoje... (tudo a ver: Fernando Pessoa e Nightwish xD~) Mas só se eu achar o que procuro.

Bom, é só isso...
Até mais.

sábado, 24 de maio de 2008

Look at the stars. Look how they shine for you. And everything you do. Yeah, they were all yellow - Yellow / Coldplay

Pois é, anteontem lhes foi apresentado o mais novo integrante do .status quo., e ontem ele mostrou o seu potencial xD Vamos lá, uma salva de palmas para .[P].a.[R].ente-san!

Ok, já chega.

Ontem assiti Extermínio (tenho que parar um pouco de só falar de livros e filmes, senão isso aqui vai virar um guia cultural). É um filme ótimo, e quem assistiu Eu sou a lenda vai ver como são incrivelmente parecidos.

O enredo é "simples": uma doença começou a contagiar todas as pessoas no mundo, que se tornaram um tipo de zumbi, ou vampiro (não assisti ao começo, então perdoem os erros e indecisões xD), que vivem na escuridão e atacam os não-contagiados quando os vêem. Então os sobreviventes vivem fugindo deles, matando-os quando têm oportunidade, buscando a cura, enfim... É o fim do mundo.

É basicamente o mesmo enredo de Eu sou a lenda. Mas é melhor xD Um dos atores principais é o Cilian Murphy, que também fez o Robert Capa em Sunshine, e o diretor também é o mesmo: Danny Boyle.

Eu sou a lenda definitivamente não é um filme ruim. Muito pelo contrário, é ótimo. Mas, sei lá, eu acho "leve" demais pra se ambientar numa "realidade" tão devastadora quanto a transformação de bilhões de humanos em zumbis. Além do mais, essa de só existir na Nova York inteira apenas um homem (não-contaminado) é meio cansativo xD

Extermínio é mais assustador, mais violento, se aproxima mais do terror. Bem, é um filme de terror. E tem mais atores nas cenas xD. E, claro, um grande diferencial: não se passa nos EUA xD Já notaram que na maioria dos filmes a catástrofe mundial só acontece em Nova York, Los Angeles? Pois é, Extermínio se passa na Inglaterra. Também tenho reparado que os filmes ingleses são "cinzentos", sombrios, mas deixa pra lá...

Eu sou o tipo de pessoa que gosta de filmes/livros de terror, alienígenas, assombrações e tal, mas que tem um defeito: depois de assistir/ler algo assim, passa algumas semanas sem dormir direito xD

Claro que não acontece sempre. Guerra dos Mundos e Sinais, por exemplo, são ótimos filmes, mas me deixam apavorada por semanas xD Tá, eu sei que isso é ridículo, mas fazer o quê? ETaken, que eu assistia toda semana! Ia só renovando o problema! xD

Só que há alguns meses atrás tomei coragem e fui ler Christine, de Stephen King. Resultado: passei alguns dias sonhando com cadáveres dirigindo carros. Mas tudo bem, eu supero...

Então fui ler outro de Stephen King: Zona Morta. (percebam que os livros desse cara têm uma característica em comum: são enormes, e o "terror" propriamente dito só começa mesmo lá pro final do livro) O enredo é o seguinte: Um cara, o Johnny, depois de um acidente de carro e de passar anos em coma, descobre que pode ver o futuro ao tocar nas pessoas. Então, um dia, num comício, ele aperta a mão de um candidato (a deputado, acho) e vê que esse mesmo candidato vai se tornar presidente dos EUA e começar uma guerra nuclear. E ele, Johnny, precisa evitar isso de qualquer forma.

Lendo a sinopse, pensei: "Bom, é simples. Não parece ter coisas muito assustadoras envolvidas." Mas mesmo assim fiquei com um pé atrás xD Mas tudo acabou bem, porque não é como Christine, sabe. É mais leve, e muito melhor, bem mais interessante. Recomendo!

Compreendam uma coisa: não é sempre que isso me tira o sono! Na verdade, depois das Crônicas Vampirescas adquiri uma certa resistência xD Mergulharei na literatura gótica e de terror (estão basicamente na mesma categoria, né?) e não perderei o sono! (espero...)

Ok, sei que hoje escrevi terrivelmente mal, mas compensarei qualquer dia desses...


Yellow - Coldplay
Look at the stars,
Look how they shine for you,
And everything you do
Yeah, they were all yellow.

I came along,
I wrote a song for you,
And all the things you do
And it was called "Yellow."

So then I took my turn,
Oh what a thing to've done,
And it was all yellow.

Your skin
Oh yeah, your skin and bones,
Turn into something beautiful,
Do you know?
You know I love you so,
You know I love you so.

I swam across,
I jumped across for you,
Oh what a thing to do.
Cos you were all yellow,

I drew a line,
I drew a line for you,
Oh what a thing to do,
And it was all yellow.

Your skin,
Oh yeah your skin and bones,
Turn into something beautiful,
You know,
For you I'd bleed myself dry,
For you I'd bleed myself dry.

It's true, look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine for...
Look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine...

Look at the stars,
Look how they shine for you,
And all the things that you do.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O ANKH


Desde o começo do ano venho me cobrando em me empenhar em algum projeto em que pudesse escrever, discutir, opinar. Já que ano passado o fazia constantemente em correspondências de cartas com Kamila(época em que estudávamos juntos). E considerando também que os contos e poesias que escrevo têm lá suas periodicidades, necessitando sempre de uma inspiração do além, fico feliz em voltar à ativa, através desse blog.

Por acaso hoje, visitei o orkut de um amigo, que parece ser ligado a algum desses grupos de magia, e tinha lá em seu álbum uns símbolos intrigantes que me chamaram muito a atenção, principalmente um em que ele descrevia ser a representação da sexualidade. Resolvi pesquisar, então, sobre o dito ‘Ankh’. (figura acima do texto) Leia:

"...o plano dos grandes edifícios religiosos da Idade Média, pela junção de uma abside semicircular ou elíptica ligada ao coro, adota a forma do signo hierático egípcio da cruz de argola, que se lê ank e designa a Vida Universal oculta nas coisas... Por outro lado, o equivalente hermético do signo ank é o emblema de Vênus ou Cypris (a impura)..."

(O Mistério das Catedrais – Fulcanelli)

Trata-se de um símbolo ligado à crença egípcia, que designa vários sentidos, principalmente a imortalidade, mas ainda (e eu explico já por que) a sexualidade. Sua forma se assemelha a uma cruz e por tanto, é identificado aqui no ocidente como Cruz egípcia.
Segundo relatos quem possui o Ankh tem o dom da imortalidade, em algumas situações é encontrado próximo a boca da figura dos deuses, onde significa o sopro da vida.
Também há alusão a esse, quando se trata de vampiros, posto que os mesmos sejam seres imortais; ao nascente-poente do sol, simbolizando o ciclo vital da natureza, entre outros. Foi agregado por movimentos ocultistas, esotéricos, por emergentes grupos hippies no final da década de 60, bruxos contemporâneos ou simplesmente como amuleto protetor de quem o carrega.

“Na cultura pop, ele foi associado pela primeira vez ao vampirismo e a subcultura gótica através do filme The Hunger - Fome de Viver (1983), em que David Bowie e Catarine Deneuve protagonizam vampiros em busca de sangue. Há uma cena em que a dupla, usando Ankhs egípcios, está à espreita de suas presas numa casa noturna ao som de Bela Lugosi is Dead, do Bauhaus. Assim, elementos como a figura do vampiro, o Ankh e a banda Bauhaus, podem atuar num mesmo contexto; neste caso, a subcultura gótica. Possivelmente através deste filme, o Ankh foi inserido na subcultura gótica e pelos adeptos da cultura obscura, de uma forma geral.”

Mas apesar da introdução do Ankh, em tantas culturas distintas, ele não perdeu muito de seu significado primitivo lá da Idade Média.

Em relação à sexualidade é que a parte superior do Ankh possui uma forma oval onde os dois pontos opostos se unem, em intersecção entre os pólos, exatamente no centro do “laço”. Os pontos opostos significam o feminino e o masculino (fundamentais para a criação da vida) e a intersecção o fruto da união entre os opostos. – Explicado!
Infelizmente, nós, ocidentais temos conceitos errôneos em relação ao Ankh. O mesmo não esteve livre de atribuições com caráter negativistas de leigos que não conhecem sua verdadeira história e origem.

Espero que esse, por assim dizer, artigo ou nota de esclarecimento, tenha sido útil.

Mais informações: http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/ankh.htm


NAMASTÊ!!!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Visto-te apenas com a fumaça do meu cigarro- Máximo Gorki

Já que a dita cuja com quem compartilho esse blog, disse que os títulos começam com uma frase não específica, vou começar com uma que ela mesma me indicou e eu adoro! Mas não espere muita subserviência da minha parte, cretina!... Então, eu e Moony temos tanto em comum e ao mesmo tempo não! Mas enfim, o importante é o que nos une e não o que nos separa, muito embora nada nos separe.

A primeira-última vez que tive um blog foi por influência dessa de quem vos falo, (hj ele ta por aê, perdido em algum lugar do universo.) e agora dei p fazer blog comunitário. XD.

Inda não tenho nenhum assunto específico pra comentar. Mas vou deixar o fragmento de uma letra de música, vale a pena ler. Isso vai deixar escrachado minhas tendências ‘romântico-melancólico’, então, é isso...

Sentimental- Los Hermanos

“O quanto eu te falei que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
Não vai me livrar de viver

Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar.

De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão
Pra se perder no abismo que é pensar e sentir

Ela é mais sentimental que eu!
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais...”

Aguardem-me...

Drink from me and live forever - Lestat, em Entrevista com o vampiro

Estou, neste exato momento, acertando so detalhes para colocar mais um auotr neste blog... Se tudo der certo, até o fim do dia conseguimos xD

Entrevista com o vampiro é mais um dos meus livros favoritos... Admito que durante muito tempo eu simplesmente não tinha simpatia nenhuma por vampiros, mas isso mudou, sabe-se lá porque... Apesar disso, lembro claramente de ter entrevisto uma cena do filme na televisão. Isso deve ter sido em 1995, no máximo 96. Lembro que era uma cena em que Cláudia, Lestat e Louis discutiam, e um deles dizia ao outro algo assim: - Somos o pai e a mãe dela, não podemos discutir!
Tá, isso que eu escrevi ficou muito tosco, mas era algo assim xD

Então, ano passado, resolvi ler o livro. E adorei. É um desses livros que têm muito sentimentos, entende? Tantos que você acaba sentindo todos eles. Quando li eu já não tinha mais nada contra os vampiros (xD(, mas também não era lá uma grande fã, até porque nunca tinha lido nada assim. Mas Entrevista com o vampiro mudou tudo.

Vou logo avisando que muita gente simplesmente odeia esse tipo de livro. As crônicas vampirescas são livros realmente macabros em muitas passagens, falam muito sobre demônios, rituais, e têm muito sangue xD Mas pra quem gosta de literatura gótica, são um prato cheio!

Depois de Entrevista com o vampiro, li O vampiro Lestat, seguindo a ordem das Crônicas. Admito que assim que comecei a ler pensei: "Droga, acho que esse não é bom". Motivo: começa logo com uma história absurda de que o Lestat, depois de séculos "vegetando" debaixo da terra, simplesmente começa a ouvir a música dos mortais ao longo dos anos e decide levantar e ter uma banda de rock.

Agora, me diz uma coisa: não parece o enredo de uma fic particularmente mal feita? Foi o que me pareceu na hora xD Mas tudo bem, eu superei... Continuei lendo, e então Lestat foi contando a sua história...

Claro que, por ser outro personagem, a narração dele é completamente diferente da de Louis, em Entrevista. Digamos que eles vêem o mundo de forma diferente. E eu gosto mais do jeito como Louis vê o mundo. É uma visão mais romântica, mas sensível... Mais humana. Na minha opinião, Louis é o vampiro que mais conservou a sua "humanidade" depois da transformação.

Mas a história de Lestat não deixa de ser muito interessante. E até redime ele, pois quem lê Entrevista o vê quase que apenas como um vampiro arrogante e totalmente mal, mas em O vampiro Lestat conhecemos sua história de vida (e de morte) e vemos que não é bem assim.

O que mais me impressionou em O vampiro Lestat foi a "recriação" do mito de Osíris que Anne Rice fez. Vou tentar contá-lo aqui, mas quem não leu o livro ainda e não tá afim de saber antes de ler, nem chegue perto do parágrafo abaixo:

Segundo a "versão vampiresca" do mito, Osíris e Ísis eram governantes do Egito, há milhares e milhares de anos atrás. Eles eram bons líderes, apreciados pelo povo. Mas, como sempre, havia um grupo que não os apoiava e queria derrubá-los do poder.
Certo dia, Osíris resolve entrar num lugar que estava supostamente assombrado por espíritos, para ver se resolvia o problema para o seu povo. Os conspiradores, aproveitando a situação, entram também e lá esfaqueiam Osíris. Saem de lá dizendo para o povo que ele foi morto pelos demônios e tudo o mais...
Só que o que acontece dentro do lugar lá, é que, aproveitando-se das feridas de Osíris e do sangue que corria, os demônios (que assombravam os lugares porque queriam e não conseguiam ter uma vida mortal, com um corpo e tudo o mais) entram no sangue dele. Por algum motivo que não me lembro exatamente qual é, Ísis vai parar lá dentro também e os demônios também entram no sangue dela.
Ou seja: os planos dos conspiradores vão por água abaixo e Osíris e Ísis continuam a governar o Egito, mas estão bem diferentes... Eles foram os primeiros vampiros, e por isso chamados de Pai e Mãe pelos outros vampiros.
Akasha e Enkil (Ísis e Osíris), por serem os mais velhos vampiros do mundo, são os mais resistentes, portanto não se queimam se forem expostos ao sol. De tão antigos nem precisam mais beber sangue para sobreviver. Na verdade, eles nem sequer se movem mais xD (há controvérsias, claro, mas isso é pra quem ler o livro...). Como todos os outros vampiros do mundo vieram do sangue deles, qualquer coisa que lhes aconteça repercurte nos outros vampiros, como no dia em que, acidentalmente expostos ao sol, eles ficaram apenas "bronzeados", enquanto que todos os vampiros da Terra que eram mais novos e menos resistentes morreram carbonizados, mesmo dentro do caixão.
Sinistro, não?

Pois é... Além disso tudo, é uma obra cheia de sensualidade, de sangue (xD), de conflitos... Quem esquece de Louis atormentado com a duvida de se vai para o Inferno ou não? Se ser vampiro significa ter de ser mal de qualquer forma? Se não há como ser bom se precisa matar todas as noites para sobreviver?

E Cláudia, claro, é íncrivel... Uma mulher presa num corpo de menina por toda a eternidade. Aliás, poucos vampiros conseguem viver para sempre. Todos esses conflitos acabam por matá-los. Marius (ou foi Magnus? Sempre confundo os nomes...) se jogou no fogo para não ter de jurar fidelidade a Satã! Lestat quase enlouquece quando o século XVIII acaba, ele não suporta as transformações, o barulho das sirenes, dos carros!

Pois bem, ficam as minhas dicas para quem ler As Crônicas Vampirescas. Reparem bem: nos conflitos, no Teatro dos Vampiros, na eterna busca pela beleza, nos momentos da morte das vítimas, nas transformaçoes de mortais em vampiros, na morte de vampiros, nas lendas, no Pai e na Mãe.

E em tudo o mais, claro!!
Até mais...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

- Vamos matar Santiago Nasar - Crônicas de uma morte anunciada / Gabriel Garcia Marquez

Tentei pegar Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway na biblioteca hoje, mas já estava alugado... Não me lembro exatamente onde foi que vi o nome "Hemingway" pela primeira vez, mas seja onde tenha sido, foi o que me fez colocá-lo na minha singela listinha de autores a conhecer. Então li O sol também se levanta.

Esse livro (O sol também se levanta) teve um efeito estranho em mim. Estranho e maravilhoso. Nem sei explicar exatamente porque, mas cada página que lia me dava uma vontade quase que absurda de escrever. Isso mesmo. Eu tinha vontade de continuar lendo, mas ao mesmo tempo me vinha também um incrível desejo de pegar uma folha e escrever alguma coisa, qualquer coisa.

Aqui vai um trecho de um texto sobre Hemingway:

Hemingway foi autor de grandes confrontos existenciais. Em “O sol também
se levanta” o par romântico não poderia ser melhor: um impotente mutilado de
guerra e uma ninfomaníaca vivem uma paixão impossível.(...)
Ler um texto de Hemigway é mergulhar fundo nos conflitos mais
corriqueiros do ser humano. De temas simples do cotidiano, ele criou grandes
histórias, quase todas esculpidas com mãos de mestre na solidez das
palavras. Sua arte consistia em mostrar apenas a ponta do iceberg, deixando
sob a superfície da narrativa três quartos da trama. Na verdade, em seus
contos e romances o que importa muitas vezes é o subtexto, aquilo que está
presente de maneira sutil e subjetiva.(...)

(texto na íntegra:
http://www.tanto.com.br/jorgefernando-hemingway.htm )


A frase que coloquei como título do post é uma fala de Crônicas de uma morte anunciada, de Gabriel García Márquez. Ainda não li, mas achei interessante essa frase na sinopse. Estou lendo também Voragem, de Maximo Gorki. Busquei Gorki porque li uma única frase de um poema dele (se bem que nem sei se é de fato de um poema) - Visto-te apenas com a fumaça do meu cigarro - e achei maravilhosa xD Desde então tenho procurado mais obras dele.

Bom, agora vou-me embora pra Pasárgada...

Até mais.

domingo, 18 de maio de 2008

Apenas um esclarecimento...

Só para esclarecer que o post "Love is the irresistible desire to be irresistibly desired", que está logo aí embaixo, foi publicado ontem, no dia 17 de maio. Acontece que eu tinha salvo um rascunho desse post no dia 13, então acho que foi por isso que foi que apareceu lo dia 13 no lugar de 17.
Está explicado!!
Bye...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Love is the irresistible desire to be irresistibly desired - Marck Twain

Bom, a partir de hoje o título de cada post meu será uma frase que achei legal, e que não precisa ter, necessariamente, alguma relação com o post. Estamos entendidos? Ok.
Semana passada assisti um filme chamado Sunshine - Alerta Solar. Algumas pessoas não gostam de filmes de ficcção científica, mas devo dizer que esse filme em particular é ótimo até pra quem não gosta.
A história é a seguinte: a Terra está congelando porque o Sol esfriou. Então, um grupo de astronautas (esse grupo inclui um psicólogo, um físico, enfim, uma ruma de gente... cerca de oito pessoas) parte numa missão cujo objetivo é jogar uma bomba no Sol para reativá-lo. Loucura? Sim, é muita loucura junta xD Aliás, o filme já começa com eles já no espaço, dezesseis meses depois da nave ter sido lançada.
O nome da nave é Ícaro II. A Ícaro I, que tinha a mesma missão que eles, não conseguiu jogar a bomba, perdeu a comunicação com a Terra e simplesmente desapareceu no espaço.
Aliás, o filme se passa quase todo no espaço. Só há uma cena na Terra, e eu não vou contar qual é xD
Pronto, não vou mais contar nada da história, senão revelo demais xD O que eu quero falar mesmo é sobre a beleza que eu vi nesse filme. Ele me lembrou muito o quarto volume de As Brumas de Avalon, O Prisioneiro da Árvore.
Quem leu e gostou sabe do impacto que esse livro causa, não é?
Agora você deve estar se perguntando: O que um livro sobre o Rei Arthur tem a ver com um filme de ficção científica muito doido?
Primeiramente, Brumas de Avalon não é apenas sobre o Rei Arthur. É um relato, claro que não real ou histórico (bem, quem sabe, não é? xD), sobre a transição para o cristianismo que aconteceu na Idade Média. Sobre como as religiões "pagãs" foram desaparecendo, e as pessoas tiveram de abadonar o culto aos seus deuses e deusas para dar lugar à nova religião que surgia.
No quarto volume surge na história o Santo Graal. Não como os cristãos estão acostumados a pensar, como sendo o cálice em que Jesus bebeu, mas sendo um dos objetos sagrados de Avalon (eles têm um nome específico, mas não me lembro agora...), assim como a Excalibur.
Segundo Brumas, as pessoas que não estão preparadas para vê-lo ou tocá-lo, morrem ao fazer isso. Eles não estão preparados para a luz. E, no entanto, a luz que o cálice emana é própria paz.

(quem não leu Brumas e não quer saber ainda o final da história, não leia o parágrafo abaixo)

Tanto que, Galahad (filho de Lancelote) morre ao ver o cálice/Graal, mas vê-se que a expressão dele era a de quem havia encontrado a paz, o sentido de tudo. E, no fim, Lancelote, já velho, parece também ter morrido ao ver o cálice. Não importando o que lhes acontecesse, eles viram a luz, sentiram o vinha dela.

Em Sunshine há algo parecido em relação a luz. Quase todos os astronautas da missão (tanto Ícaro I quanto Ícaro II) ficam fascinados pela superfície do Sol, a ponto de não se importarem com a morte. Ficam tão hipnotizados por ele que se deixariam carbonizar para ter apenas uma visão do Sol em 100% da sua luz.
É isso que Sunshine e Brumas de Avalon tem em comum; essa busca pela luz, pela paz. Como o psicólogo do filme disse, logo no começo, "a escuridão total é a ausência de tudo, mas a luz total é a presença de tudo, é se sentir envolvido, acalentado" por algo maior. Algo acima de nós. A luz total. Em 100% da sua luminosidade xD
E é isso...
Até mais.

domingo, 11 de maio de 2008

First post...

Mais um blog pra minha coleção... nunca sei o que colocar quando pedem a descrição do blog. Como vou descrever uma coisa onde não sei nem sobre o que vou falar a cada dia? Blog (pelo menos na minha definição) é um negócio extremamente pessoal, e por isso mesmo sempre mutável. Posso num dia postar simplesmente a letra de uma música, e no outro escrever linhas e linhas sobre um assunto qualquer, ou uma notícia, um conto, sei lá...
Meu principal objetivo ao criar o .status quo. era fazer deste um blog para dois. Eu e Rô, meu best friend de tantos (!) carnavais sem fim... Esse é um sonho antigo, mas nunca posto em prática. Se conseguirmos, parabéns pra nós!! xD
Meus blogs nunca foram líderes de "audiência", então não escrevo pensando que vou receber milhões de coments (muito menos no primeiro post), mas é sempre bom ter esperanças o/*
Há algum tempo atrás (anos!) os blogs eram muito valorizados... Foi uma verdadeira febre. Mas agora as pessoas tem flogs, orkut e tal... E não é todo mundo que tem disposição pra escrever, manter tudo atualizado e tal. Parei por muito tempo de blogar por causa de um "mal" (que não é de fato um mal) de muita gente na net: estudo. Tanta gente que pára tudo pra fazer vestibular, e depois que passa, tem estudar dobrado e não tem mais tempo... Mas é assim mesmo, fazer o quê xD
Não garanto ter tempo pra postar sempre, mas vou tentar. Vou fazer o melhor que puder ^^
Por enquanto é só...