sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo?

Então, é a vida... Eis o post de fim de ano:

Pra começar, nem sei o que a maioria de vocês pensam de tudo isso, mas, se é pra rasgar logo, eu vou dizer: ODEIO FIM DE ANO.
Putz, a época mais deprimente do ano, e eu reluto muito em dizer minhas percepções aqui, pois preferia colocar uma mensagem de otimismo, paz, amor, alegria e etc, etc, etc... dizer que o fim de um ano e o começo de um novo significa novas oportunidades, uma nova chance, de fazer diferente, fazer melhor: Mudar! E eu realmente sou favorável à mudança e acho que todas essas mensagens de praxe são válidas, sim!
Mas há algo a mais que me incomoda, todas aquelas luzinhas piscando, por todos os lugares aquele ritmo sombrio e deprimente das músicas natalinas (eu até tenho um encantamento por coisas deprimentes, mas esta em questão, não me apetece), como diz um amigo: "todo mundo fica amigo por um dia", eu, particularmente, não participo mesmo desta lógica cínica e representativa. Nem sou tão bom ator assim! Antes fosse.
Mas não sou.
Não sei ao certo de onde vieram as raízes destas percepções, lembro-me de quando era criança meu pai me dizer algo nesse sentido, de que era uma época triste e monótona, também não sei porque ele a considera assim, mas sei porque considero: Fora o descrito acima, sempre tive horror a despedida, odeio despedidas. E querendo ou não, vivemos um momento assim, pois o ano de dois mil e oito jamais voltará, nem os acontecimentos, bons e ruins que nele foram possibilitados. (E você pode me dizer que ainda assim existiram as lembranças, e eu reforço em dizer que é uma percepção íntima e subjetiva). Acontece que encaro a ocasião como um desprendimento, uma despedida, e isso me traz dor. Não estou falando que essa é uma situação especial, qualquer sensação de "adeus", me fará certamente, sentir algo que classifico como angústia. (Vai ver eu tenho um trauma muito doido na infância em relação a isso e sei que tenho de aprender a lidar melhor).
Podem acreditar que na hora do "3... 2... 1... Feliz ano novo!", fico me perguntando: será que não dá pra adiar mais um minuto, hem? Mas isso era antes, até entender que esse "fim de ano" é um fim de ano civil, um cumprimento de calendário, porque na verdade, se formos nos reportar a indícios astrológicos, posicionamento estrelar, aspectos planetários, o movimento de translação, que é o percurso que a terra faz ao redor do sol e é este percurso, que marca a contagem dos anos, veremos que, na realidade a terra só termina este percurso no dia 21 de março, e não no dia 31 de dezembro. Este é o verdadeiro ciclo, não o que foi imposto pela sociedade, que favorece o comercio, enfim, Sempre há os interesses! (A proximidade do natal e ano novo é o período mais lucrativo do ano, podem pesquisar onde quiserem). Mas não é disso que estamos tratando, só comentei sobre esta, por assim dizer, nota de esclarecimento em relação ao "verdadeiro ciclo", para dizer que este ano, não será como os outros, irei ao reveillon não com o peso que tinha outrora e no dia 21 de março, certamente estarei aqui para desejá-los um FELIZ ANO NOVO!


Rôh. ;D

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.

Olá, pessoas...
Este é o post de despedida de 2008, pois provavelmente não terei internet durante o recesso xD Quanto a capítulos novos do Pra não dizer que não falei de flores... Só ano que vem, quando também começarei a publicar o Will na seqüência (maiores esclarecimentos sobre o Will, favor clicar em “will” nos marcadores xD)
E é isso... Aos que fizeram vestibular esse mês, good luck o/*
À pessoa que comentou no post Drink from me and live forever, por favor identifique-se pra que a gente possa conversar mais sobre vampiros qualquer dia desses o/
Até mais, e Feliz Natal, Ano-Novo e todos os derivados...

(o texto abaixo foi escrito no dia 13/12)

Passei esta semana lendo O Encontro Marcado. Ou melhor, relendo, pela milionésima vez xD Tenho uns cinco livros para ler, trabalhos imensos a fazer, o recesso só começa semana que vem, não tenho tempo suficiente na internet para fazer tudo que preciso... Enfim, passei esses últimos dias quase que sem tempo nenhum para ler este livro, mas... O Encontro Marcado é um caso especial.
Ler este livro é como afirmar para mim mesma que tenho que escrever. Toda vez que leio, termino com uma vontade imensa de escrever, qualquer coisa que seja. Como disse pra Rafael-san uns dias atrás, descobri que pra escrever não preciso só da inspiração. Tem que vir antes a vontade de escrever. Não a obrigação de fazer capítulo tal para o dia tal, ou ainda ficar me cobrando para terminar o Will, por exemplo. Quando é assim não sai bom. Os melhores escritos vêm quando há primeiro a vontade pura e simples de escrever.
Acho que já disse aqui há alguns posts atrás, que comecei o Pra não dizer que não falei de flores como um projeto para me livrar da mania de revisar exaustivamente o que escrevo. Funcionou, pois eu não reviso nenhum capítulo. Escrevo e publico, escrevo e publico; é automático. É um exercício xD Não vou dizer que não me apeguei à história, porque me apeguei sim, mas não me dedico à ela. Assim como a outras cinco ou seis fics que abandonei no FF.net e só atualizo de meses em meses xD
Desde que comecei a reler o Encontro Marcado tenho escrito o Will com uma freqüência anormal. E é aí que entra o assunto principal deste post: o meu sofrimento em escrever.
Gosto de escrever, não há dúvida. É o que mais amo nesta vida. Mas escrever, para mim, é um processo penoso, difícil. Levei duas semanas (senão quase três!) para escrever o sexto capítulo do Pra não dizer que não falei de flores (nossa, que título enorme xD), e olha que esse é dos que eu não reviso! Ontem passei quatro horas em frente a uma folha de papel, e consegui escrever apenas uns dois parágrafos do Will.
Eu não acho que escrevo mal. Muito pelo contrário, não tenho vergonha nenhuma deixar a modéstia de lado e dizer que sei que o Will é bom. Mas também conheço pessoas que escrevem muito bem, e têm facilidade pra escrever.
Ou seja: há quem goste de escrever, e quando tem uma idéia desenvolve, escreve e termina com a maior facilidade do mundo.
E há quem goste de escrever e não consegue escrever sempre. É o meu caso. Já passei meses sem escrever nada que prestasse. Porquê? Porque não conseguia, não saía nada.
Agora, por exemplo, estou com vontade de escrever e vou aproveitar isso. Escrevi três folhas do Will em três dias, e isso, no meu ritmo lento e sofredor, já é um avanço considerável xD
Outra peculiaridade: não gosto de escrever no computador. É fácil demais. É só digitar e pronto, tá feito. Não tem graça, não é meu. Se não escrevi, com lápis (ou melhor, lapiseira xD) e papel, não fui eu que fiz. Tenho dessas doidices. Tem gente que diz que só gosto de coisa antiga (Parente-san, por exemplo, vive dizendo isso de mim xD), mas fazer o quê? Sou assim mesmo. Gosto de máquinas de escrever xD
Na verdade, eu também gosto de computadores, e muito. Afinal, dentro de pouco mais de dois anos é deles que eu vou viver, não é? Tinha que gostar xD Mas o computador é uma máquina, e escrever nele é algo mecânico, sem vida. Minhas histórias não são relatórios, são? Não são. Então só digito quando é pra publicar em algum lugar.
Aí vem a pergunta: máquina de escrever também não é uma máquina?
É sim, mas então temos outra loucura da mente desequilibrada de Moony-chan: na máquina de escrever há o sofrimento. É doloroso, engancha-se os dedos, tem que ficar trocando o papel, a fita de tinta, as teclas são duras, desconfortáveis, as letras quase sempre vêm irregulares... É uma maravilha xD Acho que a questão é essa: eu preciso de sofrimento físico para sentir que o que estou escrevendo é meu mesmo.
Escrevo geralmente de madrugada, duas ou três horas da manhã, com fome, até a exaustão. Não sei por que reclamo da insônia de vez em quando; sem ela o que seria das minhas idéias, dos meus escritos?
Ando meio doida ultimamente, com vontade de discutir essa minhas idéias malucas sobre o ato de escrever... Ou de simplesmente escrever sobre elas. Sinto que vou passar o recesso escrevendo e isso é bom. Queria que fosse assim sempre... Meus “bloqueios criativos” chegam de repente, sem aviso... Tenho medo deles. Não posso parar. Dane-se a Engenharia, eu quero mesmo é escrever!
Ok, calma xD
Uma coisa que tem me inspirado demais (agora é inspiração, não vontade. Vontade é por causa do Encontro Marcado) é a série Capitu. Adoro o livro, adoro coisas doidonas, e adoro o fato do texto ser o próprio livro, sem adaptações (claro que há cortes, mas no mais... tudo é Machado de Assis).
Fico pensando no que vou fazer quando terminar de ler o Encontro Marcado e quando terminar a série (termina hoje, dia 13/12, daqui a pouco)... Espero que o efeito que eles me causaram dure muito tempo, porque acho que vou demorar para encontrar outra dupla dinâmica dessas pra me impulsionar assim xD Talvez simplesmente não exista, seja um momento único... Sei lá. Ando doida esses dias.
Eu disse pra Parente-san que andava deprimida, mas não é bem isso... Deprimida eu tava em outubro xD Agora eu estou num estado meio estranho, meio de reflexão. Acho que finalmente consegui captar um pouco da essência da amargura de que tava precisando para escrever. Afinal, a dor, a tristeza, a nostalgia, a melancolia e a insônia são as eternas musas dos escritores... Parece triste, mas é verdade.
Não estou deprimida, nem triste sem motivo. Não ando chorando pelos cantos ou remoendo problemas. Só estou vendo as coisas de um jeito um pouco mais... Sei lá. Ultimamente eu tava só deixando a vida passar, só esperando. Agora estou tentando dar um sentido às coisas.
Talvez (ou melhor, com certeza) daqui a vinte anos eu pense: Nossa, quanta besteira. Pode até ser, mas é bom xD É construtivo. As coisas que achamos importantes hoje são importantes hoje, e isso basta. Daqui a vinte anos é claro que não vai ser a mesma coisa, pra ninguém. As coisas importantes daqui a vinte anos serão importantes daqui a vinte anos assim como as de hoje são agora. Deu pra entender? xD Tudo depende do momento.
A vida é feita de momentos. Momentos felizes, momentos tristes, momentos neutros.
Considero este um momento feliz.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Hold me, darling, just a little while - Last kiss / Pearl Jam

Finalmente, voltei xD Este capítulo está um pouco menor que os outros, por causa de um motivo: bloqueio criativo xD~
Comentem e façam .moony. feliz o/*
Aí vai:


Capítulo 6 – Ops!

A tarde de quinta seria torturante para mim, pelo simples fato de que não sabia como olhar para o Walter e não pensar no bilhete do dia anterior, que, aliás, continuava no meu caderno, para ser relido quantas vezes fossem necessárias... Necessárias para o quê? Achei que ia acontecer exatamente o que tinha escrito no bilhete: ele ia continuar mandando pétalas, bilhetes e sabe-se lá mais o quê, e eu ia continuar fingindo que não sabia quem era. Parecia realmente o tipo de coisa que me aconteceria mais cedo ou mais tarde. Quem mandou ser tão idiota?

Para piorar minha situação, cheguei atrasado pra aula. Minha cadeira estava lá, marcada pela gigantesca mochila de Walter. Só prestei atenção nas pessoas que estavam falando na frente da sala depois de me sentar. Tinham começado as eleições para o grêmio e as chapas já faziam campanha nas salas. Eu nem teria me interessado no que eles estavam dizendo se não tivesse notado que o cara do S5 estava lá também, encostado à lousa. Tive a impressão de que ele me olhava.

Procurei não olhar mais pra ele e me virei para Walter.

- Oi.

- Hm? Ah, oi.

Foi um oi estranho. Ele estava aéreo, rabiscando tracinhos no caderno. Achei que seria difícil falar com ele depois do bilhete, mas não foi. Por algum motivo, ele não parecia mais ser o cara que me mandava pétalas. Não daquele jeito.

- O que foi? – perguntei, baixinho.

- Nada.

Nunca acredito quando uma pessoa diz “nada”.

- Diz.

- Não foi nada, já disse.

- Eu te conheço.

Ele suspirou, contrafeito, parou de rabiscar o caderno e olhou pra mim.

- A aula vai começar.

- Você nunca se importou com isso.

- Depois te conto.

Pensei em insistir, mas desisti. Ele contaria. Os representantes da chapa agora saíam da sala. O último a sair foi o que me olhava (ou que eu achava que me olhava).

- Conhece aquele cara? – perguntei pra Walter, me xingando mentalmente segundos depois por ter feito isso.

- Quem? Ah, é o Lucas. Quinto semestre. – ele respondeu, distraído. Algum tempo depois acrescentou: - Vamos sair daqui.

Hesitei. Eu não gostava de sair de sala assim, sem mais nem menos. Mas, por fim, fui com ele. Era por uma boa causa, afinal.

Andamos até o bebedouro mais próximo, e esperei que Walter resolvesse me dizer porque estava tão esquisito.

- Minha mãe vai embora. – ele disse.

- Como assim? Pra onde?

- Trabalhar no interior, onde precisam de médico, sabe como é.

- Aham.

O que mais eu poderia dizer? Não era a pior coisa do mundo.

- E a minha irmã resolveu de um dia pro outro que quer ir pra França. Simplesmente acordou num belo dia dizendo “Vou estudar em Paris. Tchau, a gente se vê!”.

Ok, agora estava piorando um pouco. Ele devia estar se sentindo abandonado.

- Elas me abandonaram. Me jogaram fora, não precisam de mim. – ele reclamou, choroso, com uma cara de criança sentida que quase me fez sorrir, mas consegui me conter.

- Não seja dramático. Elas só estão... sei lá, vivendo a própria vida e coisa e tal. Um dia você sairia de casa mesmo, não é? Ficaria “sozinho”. Foi só o processo inverso que aconteceu. Elas vão e você fica.

Ele não disse nada. Olhava pros pés. Dava pra entender porque estava triste, apesar de eu estar tentando consolá-lo. Eu ficaria daquele mesmo jeito se todo mundo resolvesse sair de casa e me deixar lá. Uma coisa é sair por conta própria, outra é ser deixado pra trás.

- Acho que é assim as mães se sentem quando os filhos vão embora, você não acha? – comentei, pensando alto.

- Deve ser. – ele respondeu, com a voz fraca. Tive medo que chorasse; eu não saberia o que fazer. – Vamos.

Voltamos pra sala num silêncio estranho. No corredor não pude evitar lançar um olhar à sala do S5. Não tinha muita gente; o professor devia ter faltado ou algo assim. O tal Lucas não estava lá.

- x -


Durante algumas horas consegui até esquecer o bilhete da noite passada. Ver Walter daquele jeito, cabisbaixo e desatento, me afligia. Mas eu não podia fazer nada, e o jeito era esperar ele ver que tudo ficaria bem.

Propus a ele que fôssemos da uma volta na faculdade depois dessa aula, até a outra começar. Fomos aos recantos mais escondidos que conhecíamos, ora conversando besteria, ora andando. Não acho que tenha surtido muito efeito, mas ao menos eu tentei fazê-lo se distrair...

Na volta para o nosso bloco ele disse que ia ao banheiro, e eu voltei para a sala sozinho. Olhei mais uma vez para o S5, e o cara ainda não estava lá. Eu nem sabia porque queria tanto vê-lo. Talvez fosse pra saber porque insistia em ficar me olhando, ou então para saber se ele realmente me olhava ou se era minha imaginação.

Perdido nesses pensamentos malucos, cheguei à minha sala meio distraído. Pensei que não tivesse ninguém lá e levei alguns segundos para perceber que estava enganado. Debruçado sobre a minha mesa estava um cara, aparentemente procurando alguma coisa na minha mochila. Devo ter feito algum barulho ao ver isso, por que ele se virou pra mim, um tanto assustado.

Era o cara do S5.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

"Eu bem queria fazer um travesseiro dos teus braços..."

Olá... Saudade. ;DD
Hoje, depois de tanto tempo sem postar, vou colocar aqui uma poesia, que nem sei se é a mais condizente com meu momento atual, mas é uma das mais recentes, fato que deve ser quase cultuado por mim, já que ando com "bloqueio criativo" como diz Moony-san. Mas a boa notícia é que temos toda a semana para nós, já que "a outra" só poderá postar semana que vem. xD

Vivo me cobrando que mude de escrever sobre o mesmo tema, que me engaje em algum tipo de poesia social, não sei, mas como diz um verso meu... "Por mais que eu tente mudar o rumo dos meus versos..." São sempre os de amor que acabo escrevendo.



Não mais

A pior coisa do mundo é não ter você
E descobri isso da maneira mais cruel possível
Agora que tuas mãos não mais povoam meu corpo...
E o teu cheiro não mais povoa meu quarto...

Queria por nesse poema todo meu sentimento
- Mas tudo é tão confuso neste momento...
As luzes se apagaram e eu não preciso mais fingir ser feliz
Porque a felicidade, meu amor,
foi-se embora com teus passos largos que se afastaram de mim
Agora, só há dor em meu mundo...
Em cada esquina que passo
Em cada verso que faço
Essa dor me vigia e
me persegue noite e dia
E cada segundo que passa me faz ver
Que a pior coisa do mundo é não
ter você.


Rôh