Olá, pessoas...
Este é o post de despedida de 2008, pois provavelmente não terei internet durante o recesso xD Quanto a capítulos novos do Pra não dizer que não falei de flores... Só ano que vem, quando também começarei a publicar o Will na seqüência (maiores esclarecimentos sobre o Will, favor clicar em “will” nos marcadores xD)
E é isso... Aos que fizeram vestibular esse mês, good luck o/*
À pessoa que comentou no post Drink from me and live forever, por favor identifique-se pra que a gente possa conversar mais sobre vampiros qualquer dia desses o/
Até mais, e Feliz Natal, Ano-Novo e todos os derivados...
(o texto abaixo foi escrito no dia 13/12)
Passei esta semana lendo O Encontro Marcado. Ou melhor, relendo, pela milionésima vez xD Tenho uns cinco livros para ler, trabalhos imensos a fazer, o recesso só começa semana que vem, não tenho tempo suficiente na internet para fazer tudo que preciso... Enfim, passei esses últimos dias quase que sem tempo nenhum para ler este livro, mas... O Encontro Marcado é um caso especial.
Ler este livro é como afirmar para mim mesma que tenho que escrever. Toda vez que leio, termino com uma vontade imensa de escrever, qualquer coisa que seja. Como disse pra Rafael-san uns dias atrás, descobri que pra escrever não preciso só da inspiração. Tem que vir antes a vontade de escrever. Não a obrigação de fazer capítulo tal para o dia tal, ou ainda ficar me cobrando para terminar o Will, por exemplo. Quando é assim não sai bom. Os melhores escritos vêm quando há primeiro a vontade pura e simples de escrever.
Acho que já disse aqui há alguns posts atrás, que comecei o Pra não dizer que não falei de flores como um projeto para me livrar da mania de revisar exaustivamente o que escrevo. Funcionou, pois eu não reviso nenhum capítulo. Escrevo e publico, escrevo e publico; é automático. É um exercício xD Não vou dizer que não me apeguei à história, porque me apeguei sim, mas não me dedico à ela. Assim como a outras cinco ou seis fics que abandonei no FF.net e só atualizo de meses em meses xD
Desde que comecei a reler o Encontro Marcado tenho escrito o Will com uma freqüência anormal. E é aí que entra o assunto principal deste post: o meu sofrimento em escrever.
Gosto de escrever, não há dúvida. É o que mais amo nesta vida. Mas escrever, para mim, é um processo penoso, difícil. Levei duas semanas (senão quase três!) para escrever o sexto capítulo do Pra não dizer que não falei de flores (nossa, que título enorme xD), e olha que esse é dos que eu não reviso! Ontem passei quatro horas em frente a uma folha de papel, e consegui escrever apenas uns dois parágrafos do Will.
Eu não acho que escrevo mal. Muito pelo contrário, não tenho vergonha nenhuma deixar a modéstia de lado e dizer que sei que o Will é bom. Mas também conheço pessoas que escrevem muito bem, e têm facilidade pra escrever.
Ou seja: há quem goste de escrever, e quando tem uma idéia desenvolve, escreve e termina com a maior facilidade do mundo.
E há quem goste de escrever e não consegue escrever sempre. É o meu caso. Já passei meses sem escrever nada que prestasse. Porquê? Porque não conseguia, não saía nada.
Agora, por exemplo, estou com vontade de escrever e vou aproveitar isso. Escrevi três folhas do Will em três dias, e isso, no meu ritmo lento e sofredor, já é um avanço considerável xD
Outra peculiaridade: não gosto de escrever no computador. É fácil demais. É só digitar e pronto, tá feito. Não tem graça, não é meu. Se não escrevi, com lápis (ou melhor, lapiseira xD) e papel, não fui eu que fiz. Tenho dessas doidices. Tem gente que diz que só gosto de coisa antiga (Parente-san, por exemplo, vive dizendo isso de mim xD), mas fazer o quê? Sou assim mesmo. Gosto de máquinas de escrever xD
Na verdade, eu também gosto de computadores, e muito. Afinal, dentro de pouco mais de dois anos é deles que eu vou viver, não é? Tinha que gostar xD Mas o computador é uma máquina, e escrever nele é algo mecânico, sem vida. Minhas histórias não são relatórios, são? Não são. Então só digito quando é pra publicar em algum lugar.
Aí vem a pergunta: máquina de escrever também não é uma máquina?
É sim, mas então temos outra loucura da mente desequilibrada de Moony-chan: na máquina de escrever há o sofrimento. É doloroso, engancha-se os dedos, tem que ficar trocando o papel, a fita de tinta, as teclas são duras, desconfortáveis, as letras quase sempre vêm irregulares... É uma maravilha xD Acho que a questão é essa: eu preciso de sofrimento físico para sentir que o que estou escrevendo é meu mesmo.
Escrevo geralmente de madrugada, duas ou três horas da manhã, com fome, até a exaustão. Não sei por que reclamo da insônia de vez em quando; sem ela o que seria das minhas idéias, dos meus escritos?
Ando meio doida ultimamente, com vontade de discutir essa minhas idéias malucas sobre o ato de escrever... Ou de simplesmente escrever sobre elas. Sinto que vou passar o recesso escrevendo e isso é bom. Queria que fosse assim sempre... Meus “bloqueios criativos” chegam de repente, sem aviso... Tenho medo deles. Não posso parar. Dane-se a Engenharia, eu quero mesmo é escrever!
Ok, calma xD
Uma coisa que tem me inspirado demais (agora é inspiração, não vontade. Vontade é por causa do Encontro Marcado) é a série Capitu. Adoro o livro, adoro coisas doidonas, e adoro o fato do texto ser o próprio livro, sem adaptações (claro que há cortes, mas no mais... tudo é Machado de Assis).
Fico pensando no que vou fazer quando terminar de ler o Encontro Marcado e quando terminar a série (termina hoje, dia 13/12, daqui a pouco)... Espero que o efeito que eles me causaram dure muito tempo, porque acho que vou demorar para encontrar outra dupla dinâmica dessas pra me impulsionar assim xD Talvez simplesmente não exista, seja um momento único... Sei lá. Ando doida esses dias.
Eu disse pra Parente-san que andava deprimida, mas não é bem isso... Deprimida eu tava em outubro xD Agora eu estou num estado meio estranho, meio de reflexão. Acho que finalmente consegui captar um pouco da essência da amargura de que tava precisando para escrever. Afinal, a dor, a tristeza, a nostalgia, a melancolia e a insônia são as eternas musas dos escritores... Parece triste, mas é verdade.
Não estou deprimida, nem triste sem motivo. Não ando chorando pelos cantos ou remoendo problemas. Só estou vendo as coisas de um jeito um pouco mais... Sei lá. Ultimamente eu tava só deixando a vida passar, só esperando. Agora estou tentando dar um sentido às coisas.
Talvez (ou melhor, com certeza) daqui a vinte anos eu pense: Nossa, quanta besteira. Pode até ser, mas é bom xD É construtivo. As coisas que achamos importantes hoje são importantes hoje, e isso basta. Daqui a vinte anos é claro que não vai ser a mesma coisa, pra ninguém. As coisas importantes daqui a vinte anos serão importantes daqui a vinte anos assim como as de hoje são agora. Deu pra entender? xD Tudo depende do momento.
A vida é feita de momentos. Momentos felizes, momentos tristes, momentos neutros.
Considero este um momento feliz.