domingo, 31 de agosto de 2008

Usa a desgraça como outros usam o veludo; o sofrimento o favorece como a luz das velas; as lágrimas lhe servem como jóias

(a frase acima foi tirada de A História do Ladrão de Corpos, e Lestat está se referindo a Louis)

Olá, pessoas...

Pra início de conversa, vou logo esclarecendo que não sou o [P].a[R].ente-san, e que tenho total e absoluto desprezo por Paulo Coelho.

Sou Moony, e, pros que não liam esse blog antes das minhas merecidas férias e pros que não prestam atenção profile do blog, vale explicar que esse blog é meu e de Parente-san, ok?

Ok, feitas as apresentações, vamos aos fatos...

Não acabaram minhas férias ainda, mas tive uma ligeira oportunidade de postar, então estou postando xD Eu juro que, se tivesse com net em casa, postaria com uma frenqüência monstruosamente maior, e, se quando não tivesse de férias eu tivesse tempo, com certeza postaria mais também, mas nem tudo é como a gente quer xD
Como eu disse antes de sair de cena por algumas semanas, meu plano para as férias era, basicamente, terminar de ler as Crônicas Vampirescas que tenho aqui. Ou seja, eu tinha terminar de ler A Rainha dos Condenados, e terminei. Não vou dizer que foi lindo e maravilhoso, porque só ficou bom mesmo do meio pro fim, mas valeu a pena.

Eu também tinha que ler A História do Ladrão de Corpos. E li. E foi bom xD Mais curtinho, mais básico, e mais interessante também.

Tinha que ler Memnoch, o demônio. E li. Assustador no começo, bastante convincente no meio, e maravilhoso no fim. Pela primeira vez li um final bem acabado em um livro da Anne Rice. Não que os outros fossem horríveis, mas sempre deixavam um "sim, e aí?" no último parágrafo. Esse, porém, não foi assim... Foi... gratificante xD Foi merecidamente a última Crônica Vampiresca, pois, se não me engano, depois de Memnoch começam as Novas Crônicas Vampirescas. Ou seja: o narrador deixa de ser Lestat e passa a ser David Talbot, a mais nova cria de Lestat.

Eu tinha que ler O Vampiro Armand, e estou lendo. E amando. Adoro aquele cara... Me lembra o Will.

Por falar em Will... Vou aproveitar a oportunidade e postar logo um trecho do Will...

Explicando quem é o Will:

Will é o personagem criado por mim, Moony, e é o protagonista de minha história ainda sem título que escrevo há anos e ainda não terminei xD
O trecho que vou colocar agora é da Parte II. Não sei ainda de que capítulo.
Leiam.

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Parte II – Solidão

Capítulo (?) - Untitled


- Há quanto tempo?

Não respondi. Estava concentrado apenas em observar a mudança que acontecia a Will. Ele parecia estar acordando de um sonho particularmente confuso. E, pior ainda, descobriu que dormiu demais.

- Que lugar é esse? Há quanto tempo eu tô aqui?

Continuei sem responder. De tanto me preocupar em acalmá-lo, durante aqueles últimos meses eu quase não tinha parado para pensar em como ele se sentiria ao se olhar no espelho, agora que uma rede de cicatrizes grossa e profundas lhe deformavam o lado esquerdo do rosto, do canto do olho até quase o pescoço. E pensar que disseram que tinha feito o possível...

- Responde! - ele exclamou, desesperado, no tom mais alto que conseguiu articular.

- Você está aqui há uns sete ou oito meses... - respondi, ocultando parte da verdade e me levantando para arrumar melhor o seu lençol. Da janela se podia ver uma enfermeira conduzindo um homem usando o mesmo “uniforme” branco de Will, que apontava bobamente para o céu. Fechei as cortinas do modo mais natural possível.

- Que lugar é esse? - Will perguntou, como se tivesse adivinhado os meus temores.

- É um... centro de recuperação. Para soldados, sabe como é.

- O que aconteceu comigo?

- Você não lembra de nada?

Eu não queria fazê-lo lembrar de momentos tão ruins, mas também não queria ter de contá-los a ele. Will pareceu tentar lembrar de algo, e algum tempo depois pôs a mão no rosto, em busca da cicatriz.

- Ela era menor. - ele falou, enquanto percorria com os dedos o caminho tortuoso da sua face. - E eu enxergava. Esse olho... O que aconteceu?

Eu não sabia se, no lugar dele, reagiria tão calmamente ao descobrir que estava cego de um olho, mas já estava tão acostumado com as suas inconstâncias que já não estranhava mais nada. Bem, quase nada.

- Eu imagino que tenha sido conseqüência da queda. - falei, tentando fugir do assunto. Eu preferiria falar sobre qualquer coisa do que lhe dizer que ele tinha sido brutalmente torturado.

- Que queda?

- De um cavalo. Não me pergunte como, mas ele caiu em cima de você. - bom, isso era verdade. Ainda não entendo como um homem esmagado por um cavalo sobrevive, mas o fato é que ele sobreviveu, e isso me bastava.

- Por isso elas doem tanto? - ele perguntou, apontando as próprias pernas.

- É.

- E eu vou...?

- Vai.

Pronto. O véu de frieza atrás do qual ele estava se protegendo caiu. Will deus um suspiro de alívio e se recostou no travesseiros. Estava agora analisando todo o quarto com seus olhos rápidos, sem o tormento de saber se poderia andar ou não.

- Isso é um manicômio. - ele constatou, depois de alguns minutos. O tom indiferente tinha voltado a sua voz; estava com medo.

- Há nomes mais sutis pra isso. - comentei calmamente, fazendo o seu jogo.

- Oito meses num manicômio? Pelo que você disse, devo ter passado meses no hospital antes disso... Eles refizeram minhas pernas, não foi? - ele disse, quase afirmando, enquanto levantava o lençol e analisava cada cicatriz que encontrava pelo corpo. - Em que ano estamos?

- Oitenta e nove.

- Que mês?

- Setembro.

Will se ajeitou de novo na cama, mas não parava de olhar rapidamente para todas os cantos do quarto. Estava frenético. Segurei sua mão, em parte para acalmá-lo, mas também para, por pelo menos alguns instantes, sentir que era real, que ele estava enfim lúcido. Ele se acalmou um pouco e, pela primeira vez desde que “acordara”, olhou diretamente para mim.

- Eu não quero saber. Nem lembrar, nem nada. - ele pediu, visivelmente desesperado. Seus olhos estavam tão amargos, tão tristes e opacos, que quase me desesperei também. E o pior, o infinitamente pior, era saber que ele era ao menos um pouquinho mais feliz quando estava louco.


- x -


A dor de Will era tão forte que eu tinha medo dos seus olhos. Eu sabia que, se os visse, cairia também no abismo em que ele estava se perdendo.
Ele sempre tinha sido um garoto bonito e disposto a enfrentar o que lhe acontecesse. Esperto, vibrante... E agora se tornava um homem amargurado e infeliz, que passava as tardes a olhar pela janela os tons do céu no pôr-do-sol.
Naquelas horas eu lembrava quase com saudade o brilho de satisfação que lhe surgia nos olhos quando eu lhe trazia um girassol. Na sua loucura, Will era apenas um garotinho que ficava feliz facilmente e ainda era capaz de sorrir.
Mas agora os girassóis que eu trazia já não eram tão importantes. Parecia que cada vez que os via ele se lembrava de uma vida melhor do que a presente, e sofria mais ainda pela felicidade perdida. Então não olhava mais para eles, assim como eu evitava seus olhos.

- Não quer sair um pouco, ver o jardim? - perguntei, esperançoso, num dia em que ele parecia menos triste.

- Não posso levantar daqui. - ele falou, desalentado.

- É claro que pode...

Pensei em colocá-lo na cadeira de rodas, mas o pânico que ele tinha dela, mesmo louco, me fez desistir imediatamente disso. Levei Will nos braços até o jardim e o coloquei na grama, sentando ao seu lado. Definitivamente, era melhor do que aquele quarto abafado.
Will desviou os olhos dos outros pacientes que andavam, num canto mais distante jardim. Eu, ao contrário, já começava a gostar daquela realidade absurda em que eles viviam. Perdidos nas próprias mentes, não lembravam mais dos problemas, das dores. Acho que eu estava começando a ficar louco também.
Então, nessa altura dos meus pensamentos, ele se encostou em mim e repousou a cabeça no meu ombro, fechando os olhos. Há muito tempo ele não chorava mais. O que sentia era maior que isso. Era algo que ia de fora pra dentro, e lá fica.

- É como uma coisa se enroscando em mim, me sufocando. - ele disse, num sussurro, se agarrando mais ao meu braço. - Eu quero morrer, Lando.

- Eu sei. - porque, pela primeira vez, eu também queria.
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Curtinho, né? xD
Então é isso, vou-me embora pra Pasárgada novamente...

Até mais...

sábado, 30 de agosto de 2008

Vai dizer que o tempo não parou naquele momento?

É impossível

Tento mudar o rumo dos meus versos
E é pra você, de novo, que acabo escrevendo
Você se apossa dos meus pensamentos

É você quem está em cada métrica, cada rima
Cada estrofe envolve um punhado de você
E fico formando anagramas sem perceber
Cada palavras escrita me faz te ler...

É impossível da minha poesia te suprimir
-Te incubar, te omitir

Porque, amor, é explícito tudo que por ti sinto
E eu tento mudar o rumo dos meus versos de atrevido
Mas ainda assim admito:
Em cada um deles você está contido.

Rôh

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"- Quanto tempo me resta? - repetiu Veronika, enquanto a enfermeira aplicava a injeção.
- Vinte e quatro horas. Talvez menos.
Ela abaixou os olhos e mordeu os lábios. Mas manteve o controle.
- Quero pedir dois favores. O primeiro que me dê um remédio, uma injeção, seja o que for - de modo que eu possa ficar acordada e aproveitar cada minuto do que sobrou da minha vida[...]
- Qual o segundo pedido?
- Sair daqui, e morrer lá fora preciso subir no castelo de Lubljana, que sempre esteve ali e nunca tive a oportunidade de vê-lo de perto. Preciso conversar com a mulher que vende castanhas no inverno, e flores na primavera; quantas vezes nos cruzamos e eu nunca lhe perguntei como passava? Quero andar na neve sem casaco, sentindo o frio extremo - eu, que sempre estive bem agasalhada com medo de pegar um resfriado.
"Enfim Dr. Igor, eu preciso pegar chuva no rosto, sorrir para os homens que me interessam, aceitar todos os cafés para os quais me convidam. Tenho que beijar minha mãe, dizer que a amo, chorar no seu colo - sem vergonha de mostrar meus sentimentos, porque eles sempre existiram, e eu os escondi.
Talvez eu entre na igreja, olhe aquelas imagens que nunca me disseram nada, e elas terminem me dizendo alguma coisa. Se um homem interessante me convidar para uma boate, eu vou aceitar, e vou dançar a noite inteira, até cair exausta. Depois irei para a cama com ele - mas não da maneira como fui com os outros, ora tentando manter o controle, ora fingindo coisas que não sentia. Quero me entregar a um homem, à cidade, à vida e, finalmente, à morte. "

Fragmento de
Veronika decide morrer.

Boa Noite.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fizeram de nós

Fragmento de Veronika decide morrer, nesse momento da história ela está em um sanatório, foi mandada para lá após ter tentado o suicídio: tomando dúzias de comprimidos (uma droga aê). Através dos quais entrara em coma, tendo sido seu coração irremediavelmente afetado e deixará de bater em breve:

"Do lado de fora da janela gradeada, o céu estava coberto de estrelas, com uma lua em quarto crescente subindo por trás das montanhas. Os poetas gostavam da lua cheia, escreviam milhares de versos sobre ela, mas Veronika era apaixonada pela meia-lua, porque ainda havia espaço para aumentar, expandir-se e preencher de luz toda a superfície, antes da inevitável decadência..."


"... nesse momento ela odiava tudo. A biblioteca, onde trabalhara com seu monte de livros cheios de explicações sobre a vida. O colégio onde fora obrigada a passar noites inteiras aprendendo álgebra, embora não conhecesse nenhuma pessoa - exceto os professores e matemáticos - que precisasse de álgebra para ser mais feliz. Por que a fizeram estudar tanto álgebra, ou geometria, ou aquela montanha de coisas absolutamente inúteis?

Veronika empurrou a porta da sala de estar, chegou diante do piano, abriu sua tampa, e - com toda a força - bateu com as mãos no teclado. Um acorde louco, sem nexo, irritante, ecoando pelo ambiente vazio, batendo nas paredes, voltando aos seus ouvidos sob a forma de um ruído agudo, que parecia arranhar sua alma. Mas isso era o melhor retrato de sua alma naquele momento.

Tornou a bater com as mãos e mais uma vez as notas dissonantes reverberaram por toda parte.

"Sou louca. Posso fazer isso. Posso odiar, e posso espancar o piano. Desde quando os doentes mentais sabem colocar as notas em ordem?"


Então, novamente, uma profunda paz inundou-a, e Veronika voltou a olhar o céu estrelado, com a lua em quarto crescente - sua favorita - enchendo de luz soave o lugar onde se encontrara. Veio de novo a sensação de que o infinito e a eternidade andavam de mãos dadas e bastava contemplar um deles - como o universo sem limites - para notar a presença do outro, o tempo que não termina nunca, que não passa, que permanece no presente, onde estão todos os segredos da vida. Entre a enfermaria e a sala ela fora capaz de odiar, tão forte e tão intensamente, que não lhe sobrara nenhum rancor no coração. Deixara que seus sentimentos negativos, represados durante anos em sua alma, viesse finalmente à tona. Ela os havia sentido e agora não eram mais necessários - podiam partir.

Ficou em silêncio vivendo seu momento presente, deixando que o amor ocupasse o espaço vazio que o ódio deixara. Quando sentiu que chegara o momento, virou para a lua e tocou uma sonata em sua homenagem - sabendo que ela escutava, ficava orgulhosa e isso provocava ciúme nas estrelas. Tocou então uma música para as estrelas, outra para o jardim e uma terceira para as montanhas que não podia ver de noite, mas sabia que estavam lá.
No meio da música para jardim, outro louco apareceu - Eduard, um esquizofrênico que estava além da possibilidade de cura. Ela não se assustou com sua presença: ao contrário, sorriu, e para sua surpresa ele sorriu de volta
Também no seu mundo distante, mais distante do que a lua, a música era capaz de penetrar e fazer milagres."

Juro que pretendia colocar um fragmento bem curtinho, só para fazer alusão da história (o que vou fazer agora em todos os posts). Mas, aproveitando minha disposição súbita e meu encantamento pelos trechos aqui expostos (final de um capítulo muito interessante), decidi dedicar o post inteiro para o mesmo.

Um cheiro.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Amanhã será tudo diferente, mesmo que pareça tudo tão igual.

Já que o assunto “política” anda tão em evidência, graças às benditas eleições que se aproximam. Fato que é deplorável, diga-se de passagem. Por que afinal de contas as discussões políticas deveriam exceder “anos eleitorais”, essa iniciativa, entretanto, não interessa nem a políticos, nem a pessoas que se declaram “anti-política”, e uma terceira parcela de pessoas que se dizem politizadas, não fazem nada para mudar essa realidade ou ainda, fazem, mas não obtêm êxito. Acontece que as pessoas ainda não entenderam que TUDO a sua volta é política, as diretrizes que são decididas nesse processo têm conseqüências diretas na vida de cada um de nós. O que se observa, hoje, são jovens que já desistiram de toda e qualquer iniciativa dessa origem. “Odeio política”, “Nem começa com esse assunto”, ”Vou votar só com 18 anos, porque é obrigado”. Nós, jovens deveríamos ser os primeiros a optar por esse direito: o voto. Se existem maus políticos, fomos nós mesmos quem os colocamos lá.

Uma amiga blogueira escreveu em seu blog, algo realmente salutar com relação ao marketing dos candidatos que buscam ganhar os votos através de “musiquinhas ridículas”, que não dizem nada com relação a sua capacidade de governar ou suas propostas de melhorias para nossas cidades, estados, países. Metendo o bedelho: outra coisa que também sou radicalmente contra é a utilização de cabos eleitorais, que visa a massificação desordenada de pessoas a votar em uma outra, determinada, que não se sabe nem ao certo quem é, o que pretende fazer, apenas devido a filiação partidária. Não podemos nos alienar dessa forma! Deixar que uma organização partidária dite o que se vai fazer ou não é um absurdo.

Ouvi dizer: “Vou votar em qualquer um que seja do PT”, “Esse aí é do partido do Lula?”. Quer dizer, estamos promovendo, não pessoas, com ideais, percepções diferentes e inovadoras. Mas sim, o partido A, B, e C,... Com metodologias muita das vezes arcaicas, contraditórias e que não se importam com a real necessidade da população, antes, o poder é apenas um meio de suprirem suas próprias necessidades.

Continua...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"Onde é a Eslovênia?"

Estou surpreso com nosso amigo polêmico: Paulo Coelho. Tenho estado bastante envolvido na história de Veronika decide morrer, ele até ganhou alguns pontos comigo hoje, quando li uma passagem que dizia:

"Veronika sabia que a vida era uma questão de esperar sempre a hora certa para agir. E assim foi: dois amigos seus sensibilizados com suas queixas de que não conseguia mais dormir, arranjaram - cada um - duas caixas de uma droga poderosa, que era utilizada por músicos de uma boate local. Veronika deixou as quatro caixas na sua mesa-de-cabeceira durante uma semana, namorando a morte que se aproximava, e despindo-se - sem qualquer sentimentalismo - daquilo que chamam vida."

Melodramática demais? Um amigo me pegou lendo essa manhã entre intervalos de aula e garante que a história é excepcional: "É massa! Você se sente muito bem no final, uma lição de moral, sempre que estou "meio assim", leio. Já li umas três vezes... "
Então, conforme for lendo, adianto mais algumas coisas...

Ah! Vou fazer uma pesquisa sobre Sidney Sheldon, meu autor preferido. Para escrever sobre ele aqui no Blog. Por hora, indico algumas de suas obras-primas: Manhã, tarde e noite, O Plano perfeito, A ira dos anjos (que eu ainda não li, mas todo mundo me indica.) e Conte-me seus sonhos (esse é meu predileto).

Já me vou, meu povo, que quero dá uma última revisada pra prova de matemática, amanhã. UI. Resto da noite: OFF.

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Versão em Español

Te quiero ...

... Pero debemos decir adiós
A pesar de que está aquí;
Triste y llorando las esquinas
Aunque sé que nunca voy a olvidar que
Pero debemos decir adiós
¿Y qué avances
Mi discusión lágios
Si mi corazón que nunca decir?
Tengo que decir adiós:
Adiós a ese sufrimiento
Que ha tenido en cuenta mi ser
Esa angustia de no tener usted.
(No sabía que poldar las alas de mis sueños)
Te necesito ...
-- Digo, usted se olvida ...
No de usted.
Es este amor que me da alas
Y mis pensamientos Vivienda

La razón me obliga a decir adiós
Pero como decimos
Pro mi cuerpo,
Para mi alma,
Pro mi corazón?
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Versão em Português

Te amo...

... Mas preciso dizer adeus
Embora fique aqui;
Triste e chorando pelos cantos
Por mais que saiba que nunca vou te esquecer
Mas preciso dizer adeus
E o que adianta
Meus lábios falarem
Se meu coração nunca irá dizer?
Preciso dizer adeus:
Adeus a esse sofrimento
Que tomou conta do meu ser
A essa angústia por não te ter.
(Eu, que nunca soube podar as asas dos meus sonhos)
Preciso de você...
- Digo, te esquecer...-
Não de você.
Preciso desse amor que me dá asas
E habita meus pensamentos

A Razão me obriga a dizer adeus
Mas como dizer isso
Pro meu corpo,
Pra minha alma,
Pro meu coração?

(Rôh Parente)

Boa Noite.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sem Título

Então, passando rapidinho pra atualizar meus blog's. Senão a outra lá, (Moony) me mata qdo a net dela voltar!!!
E aproveitar pra falar de um livro que tô lendo, muito interessante: O Terceiro travesseiro, de Nelson Luiz de carvalho. Como ainda tô no começo não tem como adiantar nada, só ouvi dizer que é uma história muito triste e tô muito excitado com o mesmo, (só lembrando que é uma história homossexual) tô lendo também Verônika decide morrer, de Paulo Coelho. Primeiro livro dele que to lendo e sei lá, sempre ouvi falar das polêmicas de quem alega que ele é bruxo, fora que ainda tem as histórias de como ele influencia as pessoas através de seus personagens... isso me assusta às vezes, mas todo esse clima de tensão e curiosidade também é muito excitante. Optei por ler dois livros ao mesmo tempo, pq to seguindo o conselho do meu prof. de biologia que me disse que isso estimula o cérebro: -"Por ser um músculo, como outras partes do corpo, se você exercitar, ele vai se desenvolver, e essa é uma boa maneira de fazê-lo..."
Só espero que ele não desenvolva o bastante e saia pelos ouvidos!!! kkk
Que piadinha idiota!!! =/
Meu povo, eu já me vou e, como não poderia deixar de ser:

-A uma ausência... -

A tua ausência
Que torna triste os meus dias
E põe aos prantos meu coração
E esse amor...
Que me ludibria, me desencaminha
Esse amor que habita meus pensamentos
Até os dias choram se compadecendo do meu sofrer
Só você não vê
O que meu ser já não consegue esconder
E as minhas noites são tão frias sem o teu calor
São tão infelizes sem esse amor
Mas a culpada é essa tua ausência
É esse te querer...
É esse não te ter

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-Necessidade de você-

Tuas cartas
Espalhadas pelo quarto
Não são suficiente
Eu preciso do teu tato
-Dos teus braços
E releio os versos de amor que compôs
Inevitavelmente
Ainda mais ardente
É a falta dos teus beijos
-Do teu cheiro
E meu quarto me faz te ver
Tuas cartas sobre a cama
Sobre a cômoda
Pelo chão e na estante
Me fazem te querer
E não te ter, agora!
É o que me mata.

E pra sobreviver... Releio tuas cartas.


Eu me fico por aqui... Boa Noite.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Leia-me:

Tenho de concordar com Moony: "... descobri que o objetivo da minha vida é fazer as pessoas que gostam de mim, me odiarem."
Só queria te dizer que se te magoei, não foi por querer e por favor, não me tenha mal. Eu apenas não posso lidar com isso "agora". Mas talvez seja melhor mesmo que você encare dessa forma, porque fica mais fácil de aceitar. Invés de permanecer com alguém que não sabe lidar com os próprios sentimentos.
Então eu te deixo ir, fico aqui observando seus passos largos se afastarem de mim... Quem sabe um dia você volta e eu tenho de acreditar.
Ou sou eu quem me afasto?...
Nem importa, agora. A verdade é que... A verdade também não importa.

Ao meu amor...

Já faz algum tempo que as palavras que nunca ousei dizer se tornaram mudas em meu coração, e os meus versos já não têm mais forma, nem intensidade, nem cor: Estão todos mortos.
Ah, meu amor, hoje me perguntei se você realmente existe ou é apenas um delírio do meu inconsciente, um sonho... que acordou e se foi com o vento, voando pra longe dos meus braços.
Quem dera a lua soubesse falar e levasse um recado meu pra você. Mas não, ela se limita a passar as noites pastorando a minha dor.
Meu amor, você pode me ouvir agora? Ainda que não exista. Mas ainda assim me alimenta esse amor, que existe apenas em minha mente.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Todos sabem que o príncipe jamais virá. Talvez a Bela Adormecida já esteja morta. - Lestat, em A Rainha dos Condenados

Olá...
Dessa vez estou passando apenas para dizer que não não passarei mais por aqui por um mês xD Ou menos. Seguinte: tô de férias (o/*) e sem internet em casa. Ah, e sem saco pra lan house também. Logo, conclui-se que não postarei durante esse "breve" recesso.
Meus planos de férias:
- terminar de ler A Rainha dos Condenados (tô quase lá!), O ladrão de corpos, O vampiro Armand, O reverso da medalha... Enfim, milhares de milhões de coisas...
- ouvir muita música (principalmente heavy metal)
- escrever xD

Acreditem, um dia eu volto a postar coisas interessantes regularmente xD Enquanto isso não rola, explorem o jovem Parente-san, com esse nick estranho mesmo.

Até mais, pois agora vou-me embora pra Pasárgada...

sábado, 2 de agosto de 2008

Quem roubou nossa coragem?

Incrível, cara... Eu arranjo um jeito de postar, e quando abro o blog descubro que a criatura com nick estranho com quem divido o blog postou também, e há exatamente uma hora... Destino, né... xD
Aqui vai um trechinho de alguma coisa que um dia resolvi escrever. Não, realmente não faz o menor sentido e não aconselho ninguém a tentar encaixar isso em algum enredo qualquer xD. Mas acho que ficou legal, e é isso que importa...

Aí está o fruto de minha mente deprimida:

No instante seguinte me vi arrebatado por uma verdade incontestável que se descortinava diante dos meus olhos. De repente, como que num baque surdo de um soco, me dei conta de que não era mais um adolescente. De que o mundo não estava mais em minhas mãos. De repente, vi que já não fazia mais sentido ostentar um sorriso orgulhoso na cara, como se já soubesse de tudo. Vi que não sabia de nada, que o mundo ainda não tinha me mostrado tudo o que havia para ser visto. Mas, ainda assim, ele parecia ter dado uma pausa. Em outros tempos, a vida acontecia tão rápido, tão extraordinária e surreal... Eu era o centro de tudo, o protagonista, o elemento principal de tudo o que acontecia ao meu redor. Era tudo tão extremo, tão vívido... As cores eram mais brilhantes, os sorrisos mais fáceis, os sentimentos mais fortes. Sim, o mundo era inundado de sentimentos, cores e formas. Todos os prazeres e todas as dores eras possíveis. Eu podia ser qualquer um, podia fazer qualquer coisa, porque sabia que nada me atingiria, que o mundo estava em minhas mãos. Estranho como justamente a sede de viver tudo antes que a vida acabasse era o que me dava a sensação de ser imortal.

E, no entanto, o tempo passou sem que eu ao menos percebesse que tudo havia mudado. E ele foi passando até que eu percebesse a verdade. De repente, não mais que de repente, eu já não era mais o centro de tudo, e sim um mero espectador. Eu assistia a minha vida acontecer, sem estar de fato nela. Assistia as horas passarem, lentas e cruéis, sem me dar conta de que os ponteiros se moviam. Antes os minutos eram tão preciosos, cada um deles, e agora já nem percebia a sua existência. Estava condenado à amargura de dias banais. Sem cor, sem formas, sem sentimentos. De repente, tudo ao meu redor era cinza, fossem prédios, carros, fumaça ou ternos de pessoas anda depressa. De repente tudo se tornou vazio e opaco, pois não havia mais aquela sede de viver. Eu já não era mais imortal. E sabia que o tempo acabaria, mas não percebia que ele passava. Tinha a sensação de que ia acabar logo, mas as horas se esticavam... Os minutos, antes tão preciosos, agora passavam aos montes, mas estranhamente lentos e humilhantes, me lembrando sempre que ainda existia um depois. E depois de uma hora vinha outra e outra e mais outra... Já não importava mais. Era tudo fumaça, cinzas de cigarro. De repente tudo ficou tão efêmero e distante. E, ao mesmo tempo, tão lento e torturante... Como as coisas podiam ser passageiras e ainda assim lentas? Não sei. Só sei que antes tudo parecia ser a primeira e única vez, tudo era incrível, como ser uma criança ao ver o mundo pela primeira vez. Olho pra trás e me vejo envolto numa inocência que beirava à ingenuidade séria. Tempos de prazeres vibrantes, e ainda assim, tão puros. Nada era obrigação. Tempos de preocupações ínfimas, que eu julgava serem tão importantes e, no entanto, hoje rio delas. Tudo era pra sempre, pois eu acreditava no infinito, e nas estrelas.

De repente me dei conta de como sentia falta de mar. Amar de todas as formas; à vida, às coisas, à alguém... Sentia falta da pureza dos primeiros toques, do sangue que tão facilmente fluía ao meu rosto e me ruborizava, dos beijos trocados no fulgor de um desejo tão inocente, vindo pura e simplesmente da vontade de se tornar finalmente pleno. Sentia falta dessa plenitude, da ilusão de que aquela primeira pessoa seria a única para quem eu cederia tal privilégio, para quem eu entregaria tudo de mim, desde a alma até o corpo. Sinto falta dos beijos roubados entre um corredor e outro, dos olhares trocados tão rapidamente... Do medo. Sim, do medo que eu sentia das minhas decisões, dos meus atos. Do medo que me tomava quando eu tinha consciência de ter feito algo errado. Medo das conseqüências, dos castigos. Tinha medo porque era inocente, porque não sabia como funcionavam as coisas. Não enxergava direito o mundo, as pessoas. Mas foi por passar a enxergá-las melhor que não amei mais ninguém. Na tristeza de uma decepção, o véu do romantismo desaba e tudo o que se vê são ruínas. E então descobri que existem os defeitos, os problemas, as mentiras inconsertáveis, os segredos, a traição... Tudo isso existia antes, mas parecia ser tão pequeno, tão sem importância... Eram apenas pequenos atos e gestos que não me atingiam, e de repente vi que era deles que o mundo estava inundado. Sombras, ruínas, amargura... A sensação de não ter vivido tudo o que deveria viver, de não ter aproveitado nada, como se a vida já tivesse acabado. Mas ela ainda estava ali, passando lenta, cataléptica, ao meu redor, como um suspiro agourento que zombava por eu não percebê-lo. Fui tomado pelos lamentos de outrora, pela incapacidade de me surpreender com olhos de criança, de chorar, de sentir emoções. Fui engolfado pela imensidão das horas, que deixavam suas cinzas ao passarem pelo vidro opaco que não me deixava ver a mim mesmo. Minha vida acontecia sem mim, diante dos meus olhos, lutando contra arrependimentos e emoções que teimavam em aflorar sem a minha permissão. Sim, que vontade de me permitir mais uma vez, de sentir aquela sede de vida uma única vez apenas. Vontade de sentir o ar encher meus pulmões, o sangue correr em minhas veias, o amor me alimentar. Vontade de ser feliz, pleno, mais uma vez, a última que seja. De me olhar no espelho e me reconhecer pelo que sou e não pelo que me tornei. De beijar mais uma vez a boca que eu achava ser a única que eu beijaria por toda a minha vida. Vontade de ter medo e, ainda assim, ser imortal. Um ser imortal e efêmero, como a própria juventude é. Vontade de soltar um suspiro de alívio e não de resignação, de não ser amis banal, não apenas mais um. Vontade de provar minha existência para mim mesmo, de me sentir vivo mais uma vez.

Então de repente senti algo quente escorrer pelo meu rosto e desaguar na minha boca, com aquele sal tão humano que brota de nós. Fechei os olhos e, quando os abri, parecia não ver as coisas do mesmo jeito. Não contive mais o choro que me trazia de volta a inocência perdida, a pureza roubada, a vida escondida e os minutos que ainda haveriam de vir, talvez não mais tão lentos, mas ainda assim efêmeros e imortais. Peço apenas que sejam infinitos enquanto durem.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

"De que vale o delírio dos olhos, se eles se fecham quando os lábios se tocam?"

Oiê!!!
Entonci... Passei pro pc o trecho de um conto, meu, e talz, mas resolvi postar dps. Inclusive esse conto não tem nome, como todos os outros. Quando começar a postar, gostaria de pedir sugestões de nomes, enfim...

Por hora

Te escrevo com essas mãos impotentes
Que servem apenas para expressar
Os punhados da minha tristeza
Com esses olhos chorosos
Entre soluços impróprios:
Lábios que ostentam sorrisos
Fingindo uma alegria qualquer - Que não existe.
Hasteiam ainda mais a minha dor

Em um silêncio ríspido
Algo em mim, me atravessa a garganta
E procura inconsequentemente se revelar
E encontram nessas mãos tristes
Uma forma deliberada de se declarar

Que hora tão impotente...
Regressam;
E permanecem escritas
Nas folhas em branco dos meus pensamentos

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Insônia

Tuas mentiras me tiram o sono
e eu sinto que não deveria te amar
Mas ainda assim te amo.
Contrariando todos os princípios lógicos
da minha consciência
Me entrego aos arbítrios tórridos
da minha inconsequência
E poderia justificar te todas as formas
o meu devaneio...
Mas a essa hora
Prefiro a incerta lógica
De que quando a noite passar;
Você vai voltar

(Poesias de minha autoria)
Xerúh, meu povo!
Inté...