quinta-feira, 19 de junho de 2008

"Vamos sair e falar dessas tristezas; uns verão perdão e outros castigo. Pois nunca houve uma história tão dolorosa quanto a de Julieta e sua Julieta"

Algumas coisas simplesmente fogem do nosso controle sem que percebamos, e entra em ação a débil vulnerabilidade da vida, que não serve pra nada! E as pessoas ficam tentando tapar os buracos, que deixou aberto toda essa ausência de conteúdo. Mas não adianta de nada! Logo eu, que sempre pedi pra que fôssemos otimistas, tenho andado meio descrente da minha vida. É essa inconstância exacerbada, que não acrescenta em nada, que sufoca, desestabiliza. Tenho andado verdadeiramente descrente da minha vida: cansado de observar o movimento das horas que se repetem, dos dias que não mudam e do passar dos anos, que não passam! Deixam-me a mercê de qualquer sorte, eu nunca acreditei mesmo na sorte! Prefiro o escuro dos meus olhos fechados... - Há lugar pra todo o vazio dessa noite em meu coração! E por mais que eu tente maquilhar minha realidade, ela vai ser sempre densa e triste.
Densa e triste, densa e triste.

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E eu gosto


Trago um rasto absurdo nas sobras dos meus dias.
Como é que tu ainda restas em tudo quanto em mim pulsa?

(Autora: Ana)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Voltei!!!!

Enfim meu pc ressuscitou. Então, aconteceram coisas confusas ultimamente, mas não vale a pena suscitar. Volto com a esperança de dias melhores, ah! Em breve vou postar um conto que escrevi, (adoro esse tipo de gênero). Queria ter mais tempo para escrevê-lo, não tive tempo ainda nem de ler os postes que essa insana, com quem compartilho o blog, escreveu nesse meio tempo que estive fora do ar (Não contem isso para ela!). Incrível, eu, que costumo repreender as pessoas q reclamam demasiadamente da 'falta de tempo', aqui, fazendo a mesma coisa!
Graças à Deus que dentro de exatamente dez dias entro de férias...
Ops...
Acabei de receber uma msg da insana, são 23:00h, olha que absurdo a cretina ta acordada! (pause p respondê-la).
Voltei...
Espero que ela tenha recebido, é que o 'cerular' dela parece não curtir muito receber msg's masculinas - Abafa. ;D
Enfim eu me vou agora, mas não sem antes postar uma poesia que recebi hoje de uma amiga no orkut...

Mais ou Menos

A gente pode
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode
dormir numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos
e até ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.

A gente pode
olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.

Tudo bem.

O que a gente não pode
mesmo, nunca, de jeito nenhum
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos
e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar
uma pessoa mais ou menos..

- Chico Xavier


É isso, deixem-me ir...
Bjúh! como diz a outra: +
o/*

sábado, 14 de junho de 2008

You give me miles and miles of mountains and I'll ask for the sea...

Olá...

É, eu sei, passei um tempão sem postar... Mas eu posso explicar xD Tô totalmente sem tempo, e essa semana, principalmente, foi muito atribulada. Muitas provas, muitos trabalhos, muita natação, enfim... Cansa, né.
Mas eu voltei!!

Bom, dia desses li Eu, robô , de Isaac Asimov. Eu já tinha lido alguns ensaios de Asimov antes e sabia que era um ótimo autor, mas ainda não tinha conseguido pôr as mãos em um livro de ficção dele. Mas então surgiu a oportunidade... E li!

Cara, tem noção do que é, em plenos anos 50, uma pessoa escrever ficção científica do jeito que ele escreve? O cara falava de bases humanas em Mercúrio, robôs humanóides, hiperespaço... É muita doideira!!

Pra início de conversa, ele criou as três leis da robótica, que são:

1 - Um robô não deve nunca ferir um humano ou, por inação, permitir que um humano se fira.

2 - Os robôs devem obedecer aos humanos.

3 - Um robô deve se proteger, contanto que não transgrida a primeira e a segunda lei.

Certo, do jeito que eu escrevi ficou meio tosco, mas a idéia principal das leis é isso mesmo xD

Pois é... Não vou tentar explicar porque gosto tanto das histórias desse cara, mas o fato é que gosto xD Ah, e é bom ressaltar que não adianta ler Eu, robô esperando encontrar toda a história do filme lá. O livro é constituído de nove contos, contados pela robôpsicóloga (é isso mesmo que você leu xD) Susan Calvin, que conta histórias sobre os robôs desde o início deles, quando ainda nem falavam, até o "presente", quando são as Máquinas que governam o mundo.

Apesar disso, os robôs de Asimov não são maus. A maioria das histórias de robôs, principalmente na primeira metade do século, tratava de criaturas más que tentavam dominar o mundo e odiavam os humanos.

Mas pra Asimov não é assim. Os robôs estão presos à Primeira Lei.

Pra mim aconteceu com os robôs mais ou menos o que aconteceu com os vampiros. Eu sempre vi os robôs como seres muito educados e bonzinhos para os humanos quando estavam de frente pra eles. Mas seria só virar as costas e eles estariam tramando uma forma de dominar o mundo xD

Tá, eu sei que é uma perspectiva muito dramática, mas era assim que eu pensava... Talvez eu seja uma pessoa muito presa ao presente... Sei lá, nunca gostei da idéia de ter máquinas andando por aí como se fossem gente... E o medo de que os robôs se revoltem contra os humanos tem fundamento xD Olha só: eles foram criados (tô falando do futuro, ainda não existem robôs assim xD) por humanos, e são muito melhores que eles em alguns aspectos. São resistentes, não adoecem, não tem "problemas humanos", resolvem tudo... Mas têm que ser submissos aos humanos. Como escravos. Isso é motivo pra revolta, não é?

Quando terminei de ler Eu, robô fiquei altamente deprimida xD É sério. Sabe, fiquei pensando no futuro, em quando serão os computadores e robôs que dominarão o mundo e aí aconteceu uma coisa interessante.

Não sei bem como definir isso, mas... É como se, de repente, eu tivesse percebido que os robôs não são como eu pensava que fossem. Como se eu tivesse me tocado de que, no futuro, só eles, que são infinitamente melhores do que os humanos, é que poderão cuidar de nós, sabe? Talvez seja uma pontinha de inveja dessas criaturas tão bem-acabadas xD No mundo de Asimov, até sentimentos (um certo tipo de sentimentos, digamos assim) eles têm.

Vocês devem estar pensando: o que essa maluca cheirou pra estar falando tudo isso de uma realidade que ainda nem existe e nem tem previsão pra existir?

Bom, eu não sei xD

Eu gosto de pensar... Penso muito!! xD E gosto muito do passado...

*mudando radicalmente o assunto do post de "robôs" para "passado"*

Pois é, tenho que recuperar o tempo perdido e escrever bastante xD~

Continuando... Eu meio que tenho saudades de tempos que eu não vivi, sabe? Não é o meu passado que eu gosto de imaginar, mas sim outras épocas... Gosto imensamente dos anos 60, 70... É estranho e se Parente-san (desisti de escrever o nick todo, é muito difícil xD) estivesse aqui ele estaria me recriminando seriamente xD

Mas é legal pensar em outros tempos... É legal tentar ver como eram as coisas, as pessoas, os costumes... Deixa pra lá...

Vou-me embora agora... Até mais...

Ah, Parente-san não está postando porque, como eu já tinha dito em outro post, está sem internet, coitado. Sejamos solidários!

Agora sim, até mais...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.

Eu precisava colocar essa poesia aqui, de qualquer jeito xD~ Sei que não tenho escrito muito ultimamente, mas é ando tão ocupada... Nem tive tempo de terminar o layout. Mas tudo bem, um dia eu consigo...
A propósito, depois de meses e meses, atualizei uma das minhas fics paradas no tempo xD Aqui.

Até...

Metade

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.

E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro